21 de março de 2014

Resenha: Por Isso a Gente Acabou

Título Original: Why We Broke Up
Autor: Daniel Handler
Ilustrações: Maira Kalman
Páginas: 368
Tradutor: Érico Assis
Editora: Companhia das Letras

Por isso a gente acabou trata, com a comicidade típica do autor, de uma situação difícil pela qual todos um dia irão passar: o fim de uma relação amorosa e toda a angústia, tristeza e incerteza que essa vivência pode gerar. Min Green e Ed Slarteron estudam na mesma escola e, depois de apenas algumas semanas de convívio intenso e apaixonado, acabam o namoro. Depois de sofrer muito, Min resolve, como marco da ruptura definitiva, entregar ao garoto uma caixa repleta de objetos significativos para o casal junto com uma carta falando sobre cada um desses objetos e do episódio que ele representou, sempre acrescentando, ao final, uma nova razão para o rompimento. Essa carta é o texto de Por isso a gente acabou, que é, assim, carregado de um tom informal e tragicômico - características da personagem - e traduz com um misto de simplicidade e profundidade a história de uma separação. Imerso neste universo adolescente, o leitor conhecerá a divertida personalidade de Min, uma garota apaixonada por filmes cujo sonho é ser diretora de cinema, e as idas e vindas deste romance, desde o dia em que os dois conversaram pela primeira vez até o instante em que tudo acabou. A artista Maira Kalman, autora de diversas capas da revista The New Yorker, ilustrou cada um dos objetos da narrativa, trazendo cor e descontração a esta história dolorida.

Em "Por Isso a Gente Acabou", conhecemos a história de Min (apelido de Minerva) Green, uma garota aparentemente normal, apaixonada por filmes antigos e que sonha em ser diretora de cinema, e de Ed Slarteron, um cara extremamente popular e co-capitão do time de basquete do colégio. 

18 de março de 2014

Resenha: A Mulher do Viajante no Tempo

Título Original: Time Traveler's Wife
Autora: Audrey Niffenegger
Páginas: 496
Tradutora: Adalgisa Campos da Silva
Editora: Suma de Letras

Henry sofre de um distúrbio genético raro. De tempos em tempos, seu relógio biológico dá uma guinada para frente ou para trás, e ele se vê viajando no tempo, levado a momentos emocionalmente importantes de sua vida tanto no passado quanto no futuro. Causados por acontecimentos estressantes, os deslocamentos são imprevisíveis e Henry é incapaz de controlá-los. A cada viagem, ele tem uma idade diferente e precisa se readaptar mais uma vez à própria vida. E Clare, para quem o tempo passa normalmente, tem de aprender a conviver com a ausência de Henry e com o caráter inusitado de sua relação.

Em uma visita rotineira à livraria da minha cidade, dei de cara com esse livro e logo quis tê-lo em minha coleção. Mas desisti depois de olhar o preço: 48 reais que não teria nem aqui, nem na China. Eis que um dia minha amada (e odiada) Submarino entra em promoção e consigo comprá-lo por lindos 20 reais, incluindo o frete.

14 de março de 2014

Resenha: Cidades de Papel

Título Original: Paper Towns
Autor: John Green
Páginas: 368
Tradutora: Juliana Romeiro
Editora: Intrínseca

Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma. Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte. Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.

Não é segredo para ninguém a minha paixão platônica pelo John Green. Dia desses eu não resisti: entrei na Submarino e comprei todos os livros dele (por favor paizinho, não me mate). Deixei esse por último porque já estava louquinha para ler os outros e... Não sei não, eim. 

8 de março de 2014

Resenha: Da Boca Pra Dentro

Título: Da Boca pra Dentro
Autora: Yohana Sanfer
Páginas: 159
Editora: Vermelho Marinho

"Mas quantas e quais são as coisas que dizemos depois de consultar o coração? Um punhado de essência, um milhão de desejos, um infinito de verdades? Pra onde vai e de onde vem tudo aquilo que nos importa, esse tudo que é grande e traduzido pelas palavras que não cabendo no peito, transbordam corpo, alma e nossas certezas? Minha suspeita: da boca pra dentro. São da boca pra dentro todos os beijos que respondem um anúncio de dúvida, toda saudade confessada durante o abraço, o elogio inevitável, o desabafo acolhido por um olhar, a palavra engasgada e denunciada pelas lágrimas, o grito que transgride a calmaria. (...) Moram da boca pra dentro nossos silêncios falhos, nossas falas eternizadas na lembrança de alguém, o sentimento entregue num agradecimento, numa saudação sincera, numa notícia boa, numa declaração de amor." Um livro que reverencia o amor, os sonhos, os quereres e traz outros olhares sobre o cotidiano.

Vi uma resenha de "Da Boca pra Dentro" em um dos muitos blogs literários que sigo e fiquei interessada logo de cara. Entrei em contato com a autora e consegui a tão desejada parceria com a Yohana, linda que só ela. Consegue imaginar o tamanho da minha felicidade?
 
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