25 de abril de 2014

Resenha: Tesão

Título: Tesão
Autor: Tico Santa Cruz
Ilustrações: Carlinhos Muller
Páginas: 128
Editora: Belas Letras

Esqueça a ordem poética da sedução neste livro de Tico Santa Cruz, vocalista do Detonautas Roque Clube. Porque os contos e poemas eróticos de Tesão conduzem o leitor a um mundo sem limites, sem preconceitos. A uma atmosfera enigmática que instiga a imaginação e desperta o desejo por uma aventura que entorpece o corpo. Carne, sexo, violência e força – o encontro de dois animais num confronto vital pela continuação da existência. O primitivo, o condenável, o que os outros não têm coragem de levar adiante por medo do pecado e do julgamento divino. Um prazer que assassinou a culpa, depois cuspiu o sangue no chão.

Já pensei em mil formas de começar essa resenha, mas a verdade é que, provavelmente, eu empaquei porque não sei como falar de um livro que deixa tudo tão exposto. Não que isto seja ruim, porque assim como em "Clube da Insônia", Tico Santa Cruz me surpreendeu bastante com este livro aqui.

Primeiramente, já queria avisar que preferi não colocar quotes da obra nessa resenha por crer que, apesar de não existir muito pudor ultimamente, há menores de idade lendo o Roendo Livros. Não que vá fazer muita diferença, já que o intuito dos textos postados aqui é aguçar a curiosidade do leitor. 

"Tesão" é o segundo livro do Tico Santa Cruz e, como o próprio nome já adianta, é composto por uma série de poemas e contos eróticos. A linguagem usada é bem popular e tem o intuito de mostrar o ápice do instinto humano quando se vê em uma situação em que seu desejo é colocado a prova. 

No livro, o sexo é retratado como "sem vergonha" mesmo, com o mínimo de pudor possível, onde o que comanda é o desejo dos parceiros. Com o sem amor, conhecendo ou não a pessoa, a única coisa que importa é o prazer. 

A coisa mais comum do mundo atualmente é nos depararmos com livros que possuem esse tipo de conteúdo, mas "Tesão" tem um diferencial: é ditado pelo ponto de vista masculino. Há aquela atmosfera de liberdade que é por si só uma característica do homem. 

Em diversos pontos da leitura nós nos deparamos com as vontades do próprio autor. Inclusive, fiquei um pouco incomodada com a tara que o Tico tem em mulheres com marquinhas de biquíni (boatos que é puro recalque da minha parte, já que não consigo ficar queimada de sol...). Praticamente todos os textos tinham uma referência a isso. 

Não posso deixar de falar também, novamente, da diagramação do livro que, assim como em "Clube da Insônia", está super caprichada. As ilustrações do Carlinhos Muller estão totalmente inseridas no contexto das histórias e dão um toque a mais na leitura. Como sempre, a editora está de parabéns.

Por ter uma linguagem fácil, é de uma leitura bem rápida. Eu mesmo o li em uma manhã, até porque eu não consegui parar de ler enquanto não cheguei ao final. Dica: evitem ler o dito cujo em público. Eu li no cursinho e todo mundo ficava olhando para mim. Mas tirando isso, é uma leitura super divertida e instigante. 

Classificação final: 

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