26 de outubro de 2014

Resenha: O Começo de Tudo

Título Original: The Beginning of Everything
Autora: Robyn Schneider
Páginas: 288
Tradução: Shirley Gomes
Editora: Novo Conceito

O garoto de ouro Ezra Faulkner acredita que todo mundo tem uma tragédia esperando ali na esquina – um encontro fatal depois do qual tudo o que realmente importa vai acontecer. Sua tragédia particular esperou até que ele estivesse preparado para perder tudo de uma vez: em uma noite espetacular, um motorista imprudente acabou com a perna de Ezra, com sua carreira no esporte e com sua vida social. Depois que perdeu o favoritismo ao posto de rei do baile, Ezra agora almoça na mesa dos losers, onde conhece Cassidy Thorpe. Cassidy é diferente de qualquer pessoa que Ezra tenha encontrado antes – melancólica e com uma inteligência mordaz. Juntos, Ezra e Cassidy descobrem flash mobs, tesouros enterrados e um poodle que talvez seja a reencarnação do Grande Gatsby. À medida que Ezra mergulha nos novos estudos, nas novas amizades e no novo amor, aprende que algumas pessoas, assim como os livros, são difíceis de interpretar. Agora, ele precisa considerar: se uma tragédia já o atingiu, o que poderá acontecer se houver mais infortúnios? O Começo de Tudo é um livro poético, inteligente e de cortar o coração sobre a dificuldade de ser o que as pessoas esperam, e sobre começos que podem nascer de finais trágicos.

Não vou mentir para vocês: a única coisa que me motivou a ler esse livro foi a cor da capa. Sim senhores. Amarelo é minha cor preferida e quando vi esse livro na estante da Jessie (do Lendo & Comentando), eu tive que pegar emprestado. Uma das melhores sensações que existem no mundo é se surpreender com essas escolhas aleatórias, garanto a vocês. 

Tudo começa quando Ezra Faulkner, o garoto mais popular da escola, desses que todas as garotas sonham em acompanhar no baile de formatura, sofre um acidente de carro, que o deixa impossibilitado de realizar várias atividade. A partir desse momento, Ezra vê sua vida mudar completamente. Seus "amigos" não vão visitá-lo durante sua estada no hospital, seu relacionamento com a garota mais linda e desejada da escola vai por água a baixo e de melhor tenista da turma é rebaixado a um simples "zé ninguém". 

Após essa série de acontecimentos, Ezra resolve dar uma guinada em sua vida, começando pela sua drástica mudança de pensamentos. Assim, começamos a conviver com um personagem que questiona a todo momento sobre a sua vida e sobre qual caminho deve seguir a partir daí. Imaginem só: você tem um futuro excepcionalmente brilhante como atleta e vê tudo indo para o beleléu por causa de um acidente que te deixa impossibilitado de jogar. É para morrer, não é?  


Ainda acho que a vida - independentemente do quão comum seja - de qualquer pessoa tem um ponto trágico e único, depois do qual tudo o que é realmente importante vai aconecer. Esse momento representa o catalisador, o primeiro passo da equação. Mas conhecê-lo não leva a nada, pois o resultado é determinado por aquilo que vem depois.

Quando volta a frequentar o colégio, Ezra tem uma grande surpresa. Seu antigo amigo de infância, Toby, volta para sua vida e o inclui em seu grupo de amigos, os "perdedores" mais fantásticos da face da Terra. É aí que nosso protagonista conhece o seu mais delicioso problema: Cassidy Thorpe. A garota é aquele tipo de personagem doida que não temos a mínima ideia se podemos confiar ou não, mas que no final conquista a gente, inevitavelmente. 

Toby é apresentado a nós bem no início do livro, de uma forma super devastadora e traumática. Ao meu ver, esse início serviu para mostrar que, apesar de Ezra tê-lo abandonado em um período difícil da sua vida, Toby não faz o mesmo. Quando todo mundo deixa Ezra de lado, a pessoa que mais deveria fazer isso é a que mais se aproxima. Para mim, esse é o verdadeiro sentido da amizade. 

Para falar a verdade, a obra inteira fala sobre isso. Não é só mais um livrinho com adolescentes chatos que só pensam em popularidade, festas, bebidas e todos os outros tipos de coisas superficiais. Mas atenção, o mesmo não se aplica aos antigos amigos do Ezra, ok? Eles continuam sendo os mesmos babacas de sempre. Inclusive, um dos pontos altos do livro é quando Ezra começa a ter essa percepção deles e de como ele mesmo era assim no passado. 

Robyn Schneider conseguiu desenvolver o enredo incrível, com personagens completos, memoráveis. e, o melhor de tudo, reais. Não bastasse isso, o livro tem um final legendário. Há que não gostou nem um pouco, mas para mim foi o ponto final perfeito. É um livro inteligente e cativante que não deve ser apenas lido, mas sim degustado. 

Classificação final: 

4 comentários:

  1. Ana, concordo quando você diz que "uma das melhores sensações que existem no mundo é se surpreender com essas escolhas aleatórias", adoro fazer isso *-*
    Quanto ao livro, eu até tinha vontade de ler, mas acabei optando por passá-lo para outro resenhista do blog, pela falta de tempo mesmo.

    Beijinhos

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    1. Oi Ju!

      Ai, amo demais quando isso acontece.
      Mas que pena, poxa. O livro é muito bom, devia arranjar uma oportunidade de lê-lo mesmo assim.

      Beijo. <3

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  2. Oi, Ana! Amarelo também é a minha cor preferida e acho essa capa muito bonita! A sinopse do livro me chamou atenção e eu amei sua resenha! :)

    Ei, te indiquei em uma tag no meu blog: http://tonylucasblog.blogspot.com.br/2014/10/tag-meus-livros-ninguem-sai.html

    Abraço

    http://tonylucasblog.blogspot.com.br/

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    1. Oooi Tony!

      Adoro pessoas que gostam de amarelo. HAUEHUAEHUAHE
      Sim, essa capa é um amorzinho! Espero que você goste, se ler.

      Beijo!

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