30 de março de 2016

Promoção: Cinco anos do The Tony Lucas Blog


Hoje o The Tony Lucas Blog completa 5 anos de existência! E para comemorar essa data mais que especial, o blog se juntou a blogs amigos, editoras e autores parceiros para montar essa promoção de aniversário.

Serão dois kits recheados de livros, marcadores e mimos para dois sortudos. Quer participar? Então é só ler com atenção o regulamento abaixo e seguir as regras da promoção.

29 de março de 2016

Resenha: O Papel de Parede Amarelo

Título Original: The Yellow Wallpaper
Autora: Charlotte Perkins Gilman
Páginas: 112
Tradução: Diogo Henriques
Editora: José Olympio
Livro recebido em parceria com a editora. 

Este clássico da literatura feminista foi publicado originalmente em 1892, mas continua atual em suas questões. Escrito pela norte-americana Charlotte Perkins Gilman, ele narra, em primeira pessoa, a história de uma mulher forçada ao confinamento por seu marido e médico, que pretende curá-la de uma depressão nervosa passageira. Proibida de fazer qualquer esforço físico e mental, a protagonista fica obcecada pela estampa do papel de parede do seu quarto e acaba enlouquecendo de vez. Charlotte Perkins Gilman participou ativamente da luta pelos direitos das mulheres em sua época e é a autora do clássico tratado Women and Economics, uma das bíblias no movimento feminista. Esta edição de O papel de parede amarelo, que chega às livrarias pela José Olympio, traz prefácio da filósofa Marcia Tiburi

Apesar de O Papel de Parede Amarelo ser um clássico da literatura feminista, eu não o conhecia. Foi publicado originalmente em 1892, mas o seu conteúdo é tão atual que se tivessem me falado que foi realmente publicado esse ano, eu acreditaria facilmente. O texto é totalmente crítico e é tão coberto de metáforas que precisa ser lido com muita atenção.

26 de março de 2016

Resenha: Nunca Jamais

Título Original: Never, Never
Autoras: Colleen Hoover e Tarryn Fisher
Páginas: 192
Tradução: Priscila Catão
Editora: Galera Record
Livro recebido em parceria com a editora.

Charlie Wynwood e Silas Nash são melhores amigos desde pequenos. Mas, agora, são completos estranhos. O primeiro beijo, a primeira briga, o momento em que se apaixonaram... Toda recordação desapareceu. E nenhum dos dois tem ideia do que aconteceu e em quem podem confiar. Charlie e Silas precisam trabalhar juntos para descobrir a verdade sobre o que aconteceu com eles e o porquê. Mas, quanto mais eles aprendem sobre quem eram, mais questionam o motivo pelo qual se juntaram no passado.

Não me matem, mas tenho uma confissão a fazer: nuca tinha lido nada da Colleen Hoover. E acho que se eu não tivesse solicitado esse livro, ainda ficaria um bom tempo sem conhecer a autora. Mas enfim, eu ainda não sei muito bem o que pensar sobre Nunca Jamais, foram bastantes emoções para duas horas de leitura, nossa sem ora. Eu fiquei totalmente fisgada por essa história, não consegui parar de ler até ter terminado tudo. 

23 de março de 2016

Precisamos Falar Sobre o Sofrimento das Mães Chinesas


Esse post é um resumo de um artigo entregue para a disciplina de Leitura e Produção de Textos da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), do curso de Ciência e Tecnologia.

O artigo, baseado no livro Mensagem de Uma Mãe Chinesa Desconhecida (Editora Companhia das Letras, 2011), traz como tema central o sofrimento das mães chinesas em decorrência da cultura do país, que determina que os bebês do sexo masculino são os únicos herdeiros dignos da família tradicional chinesa. Em virtude do extremismo cultural em relação ao gênero, na China, quando uma menina é concebida, assassinatos, abortos e abandonos são frequentes, pois a criança é considerada inútil perante a sociedade. Assim, entre essas opções, muitas vezes as mães chinesas preferem abandonar suas filhas para que elas possam ter uma vida mais digna.

Desde a consolidação da sociedade, a mulher sempre teve pouca influência e era considerada apenas como um objeto de procriação. Na idade média, a exclusão do gênero feminino se tornou cada vez mais intensa, o que futuramente deixaria consequências inevitáveis. Na China, por exemplo, o extremismo cultural tem levado a morte de inúmeras mulheres e crianças do sexo feminino, uma vez que essas não possuem nenhuma importância socioeconômica no país. Outro fator social que tem levado a morte de meninas é a politica do filho único, que é uma lei implantada na China que permite apenas um filho por casal. Após ter sido modificada em 2014, os casais em que um dos cônjuges seja filho único podem ter mais um filho caso o primeiro seja uma menina.

21 de março de 2016

Resenha: Sejamos Todos Feministas

Título Original: We Should All Be Feminists
Autora: Chimamanda Ngozi Adichie
Páginas: 64
Tradução: Cristina Baum
Editora: Companhia das Letras
Livro recebido em parceria com a editora. 

Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente do dia em que a chamaram de feminista pela primeira vez. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. “Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: ‘Você apoia o terrorismo!’”. Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e começou a se intitular uma “feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens”. Sejamos todos feministas é uma adaptação do discurso feito pela autora no TEDx Euston, que conta com mais de 1,5 milhão de visualizações e foi musicado por Beyoncé.

"Mas nossa, Ana, mais um livro sobre o feminismo??". Sim, e se reclamar vai ter mais! Pode até parecer que eu estou brincando mas este é um assunto muito sério que deveria ser lido, entendido e compartilhado. Fiquei imensamente feliz quando chegou um envelope da Companhia das Letras pelo qual não estava esperando, e mais feliz ainda quando vi o conteúdo: um exemplar de Sejamos Todos Feministas todinho para mim. 

18 de março de 2016

Resenha: Vamos Juntas?

Título: Vamos Juntas?
Autor: Babi Souza
Páginas: 144
Editora: Galera Record
Livro recebido em parceria com a editora.

Toda mulher já se sentiu insegura na hora de sair sozinha na rua. O risco de ser abordada, perseguida ou assediada é uma realidade. Mas, um dia, uma moça chamada Babi Souza teve uma ideia simples e revolucionária: da próxima vez em que você estiver sozinha, olhe para os lados. Pode ter outra mulher andando na mesma direção. Por que não vão juntas? Logo, o movimento Vamos Juntas? conquistou moças em todo o Brasil, se tornando um símbolo de união feminina e feminismo, na defesa por direitos iguais entre homens e mulheres. Aos poucos, muitas mulheres mudaram sua forma de enxergar o dia a dia e a moça ao lado.  Além de dados sobre o feminismo, que mostram como ainda há tanto a ser conquistado, este guia traz relatos de mulheres que aprenderam, junto ao Vamos Juntas?, a enxergar companheiras umas nas outras. A se unir, ao invés de rivalizar.

Acho que, no fundo, no fundo, sempre fui feminista. Lembro da minha infância e de como eu era discriminada por brincar de carrinho, de lutinha, por me sujar toda na terra, por não "sentar direito". Isso, é claro, vinha até um pouco dos meus pais, se eu for parar para pensar bem. Até hoje é assim. "Ah, porque esse short está muito curto, mulher tem que se valorizar, homem não gosta disso e daquilo, se você sair assim, vão mexer com você na rua e você vai achar ruim..." e vários outros absurdos que sou obrigada a ouvir todos os dias. E tem gente que ainda tem coragem de questionar o feminismo!

16 de março de 2016

Promoção: 01 Ano do The House of Stories


Como o tempo passa rápido, não é mesmo? O mês de março chegou e com ele o aniversário do blog The House of Stories, que completa o seu primeiro aninho de muitos livros e resenhas. E para comemorar, alguns blogs amigos se reuniram para realizar um mega sorteio. Serão sorteados 4 super kits cheios de livros maravilhosos. Não dá pra perder, né!?

13 de março de 2016

Resenha: A Cor Púrpura

Título Original: The Colour Purple
Autora: Alice Walker
Páginas: 356
Tradução: Betúlia Machado, Maria José Silveira e Peg Bodelson
Editora: José Olympio
Livro recebido em parceria com a editora.
Vencedor do Prêmio Pulitzer em 1983 e inspiração para a obra-prima cinematográfica homônima dirigida por Steven Spielberg, o romance A cor púrpura retrata a dura vida de Celie, uma mulher negra no sul dos Estados Unidos da primeira metade do século XX. Pobre e praticamente analfabeta, Celie foi abusada, física e psicologicamente, desde a infância pelo padrasto e depois pelo marido. Um universo delicado, no entanto, é construído a partir das cartas que Celie escreve e das experiências de amizade e amor, sobretudo com a inesquecível Shug Avery. Apesar da dramaticidade de seu enredo, A cor púrpura se mostra muito atual e nos faz refletir sobre as relações de amor, ódio e poder, em uma sociedade ainda marcada pelas desigualdades de gêneros, etnias e classes sociais.

Já tinha ouvido falar do filme A Cor Púrpura, dirigido pelo incrível Steven Spilberg, tendo Whoopi Goldberg no papel principal (que, inclusive, lhe rendeu a indicação ao Oscar de melhor atriz 1986). Não assisti ao filme, primeiro porque não sou muito fã de filmes no geral, segundo porque morria de vontade de ler o livro antes, de qualquer forma. Vocês não calculam a minha felicidade quando vi A Cor Púrpura nas opções que a Editora Record mandou para os parceiros em fevereiro. 

10 de março de 2016

Resenha: As Perguntas Que Não Quero Fazer

Título Original: The 10PM Question
Autora: Kate de Goldi
Páginas: 232
Tradução: Luís Fernando Protássio
Editora: Fundamento

Frankie Parsons é um garoto inteligente, talentoso e faz listas para manter tudo sobre controle. No entanto, ele sente que alguma coisa está errada. Sua mente é inquieta e cheia de preocupações, seja com a ração da gata ou com as pilhas do detector de fumaça. Só quem compreende sua ansiedade e responde às suas perguntas é a mãe, uma mulher que há nove anos não sai de casa. E o mais estranho é que ninguém conversa sobre o motivo de ela viver como um pássaro engaiolado. Mas a rotina de Frankie começa a mudar quando a confiante Sydney muda para a escola dele e invade o seu mundo com um jeito despreocupado e uma curiosidade irritante. E é assim que Frankie, com a ajuda de sua implicante irmã, de Sydney e de Gigs, seu leal amigo, tentará desvendar segredos guardados a sete chaves e descobrir as recompensas de falar em voz alta o que antes estava calado. 

Eu preciso dizer a verdade para vocês: a capa e o título desse livro não são incríveis? Pois foi justamente esses pré-requisitos que me chamaram a atenção e quis lê-lo com uma vontade que nem sei explicar, mesmo com a nota um pouco desanimadora que ele tem no Skoob. E fui com a cara e a coragem e querem saber? Uma nota no Skoob ou em qualquer outra rede não significa muita coisa quando você para pensar que um livro nunca irá agradar todo mundo. Felizmente não me decepcionei com As Perguntas Que Não Quero Fazer.

8 de março de 2016

Resenha: Quarto

Título Original: Room
Autora: Emma Donoghue
Páginas: 350
Tradução: Vera Ribeiro
Editora: Verus
Livro recebido em parceria com a editora.

Atenção! Esta resenha pode conter spoilers!

Para Jack, um esperto menino de 5 anos, o quarto é o único mundo que conhece. É onde ele nasceu e cresceu, e onde vive com sua mãe, enquanto eles aprendem, leem, comem, dormem e brincam. À noite, sua mãe o fecha em segurança no guarda-roupa, onde ele deve estar dormindo quando o velho Nick vem visitá-la. O quarto é a casa de Jack, mas, para sua mãe, é a prisão onde o velho Nick a mantém há sete anos. Com determinação, criatividade e um imenso amor maternal, a mãe criou ali uma vida para Jack. Mas ela sabe que isso não é suficiente, para nenhum dos dois. Então, ela elabora um ousado plano de fuga, que conta com a bravura de seu filho e com uma boa dose de sorte. O que ela não percebe, porém, é como está despreparada para fazer o plano funcionar.

Apesar de esse livro ter sido lançado há algum tempo, a comoção da adaptação cinematográfica, O Quarto de Jack, fez com que o livro ganhasse uma nova edição. É claro que, depois que Brie Larson ganhou o Oscar de melhor atriz pelo filme, a curiosidade ficou praticamente incontrolável. Além do mais, é considerado o melhor livro do ano pelo New York Times e pelo Independent, além de ter sido finalista em vários outros prêmios conhecidos.

6 de março de 2016

Resenha: O Universo Contra Alex Woods

Título Original: The World Versus Alex Woods
Autor: Gavin Extence
Páginas: 400
Tradução: Santiago Nazarian
Editora: Rocco

Um meteorito atinge o jovem Alex Woods, deixando cicatrizes e marcando o garoto para um futuro extraordinário. Mas antes de chegar lá ele tem que enfrentar uma infância conturbada. O universo contra Alex Woods é o primeiro livro do britânico Gavin Extence, uma nova e brilhante voz destinada a encantar o mundo.



Quando uma pessoa, que tem exatamente o mesmo gosto literário que você, indica um livro fervorosamente, obviamente, tal livro entra para a lista de desejados na mesma hora, não é mesmo? Foi só o Victor, do Geek Freak, falar rapidamente que esse livro era bom, que bateu aquela vontade de lê-lo. E não é que o livro é bom mesmo, minha gente?

3 de março de 2016

Book Haul: Fevereiro 2016


Oi gente! Fevereiro foi um mês de muitas novidades aqui para o blog. Como vocês já puderam perceber, obviamente, resolvi mudar o layout porque acabei enjoando do outro. Além disso, o Roendo Livros conseguiu parcerias com um monte de editoras legais: Grupo Editoral Record, Companhia das Letras, Galera Record, Belas-Letras, Primavera Editorial e Editora Crown. Espero que dê tudo certo, né? Imaginem só a minha felicidade. 

Mas vamos ao que interessa! Em fevereiro recebi oito livros lindos, até chegaram os meus primeiros livros de parceria com a Record, olha que coisa maravilhosa. Também tem alguns que eu ganhei, é claro. 

1 de março de 2016

Resenha: A Filha do Norte

Título: A Filha do Norte
Autora: Luisa Soresini
Páginas: 496
Editora: Novo Século
Livro recebido em parceria com a autora.

Tudo começa quando Michelle e Meredith saem para ver as flores. Uma tempestade faz com que a bruxa perca Michelle de vista. A menina, desnorteada, sai em busca de ajuda e avista uma mansão enorme e antiga. Pensando que não mora ninguém na casa, Michelle entra no local para se abrigar e é surpreendida ao ser recebida por uma governanta tão sinistra quanto a casa, que a deixa com medo. Seu instinto lhe diz que há algo de errado, mas essa sensação passa quando entra na casa e se depara com um ambiente completamente diferente daquela fachada macabra que vira. O interior da mansão é maravilhoso, bonito e sofisticado, assim como os seus donos: os irmãos Vergamini. O que Michelle não imagina é que às vezes é necessário ouvir nossos instintos. Ela está em perigo e talvez nem suas amigas, Elza e Meredith, as bruxas do Leste e do Sul, consigam salvá-la.

Fico extremamente feliz ao ver o quanto os autores nacionais vêm crescendo. Recebo diversos e-mails propondo parceria, vejo muitos e muitos livros sendo lançados, reconhecidos e espero que continue assim! É claro que esse foi um dos motivos que me motivaram a ler A Filha do Norte, da parceira Luisa Soresini (e a dedicatória super fofa que ela escreveu para mim também, é claro). 
 
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