26 de agosto de 2016

Resenha: A Caçadora de Bruxos

No mesmo estilo de Guerra dos Tronos, “A Caçadora de Bruxos” reconstrói uma Inglaterra medieval mítica, com magia e muita intriga política Na Ânglia do século XVI, a prática da magia é ilegal e infratores são queimados nas fogueiras. Elizabeth Grey é uma das melhores caçadoras de bruxos do rei: ela localiza e captura Reformistas, rebeldes suspeitos de praticar feitiçaria para que sejam julgados e executados, conforme manda a lei. Até que, inexplicavelmente, ela é incriminada e acaba presa sob a acusação de praticar a arte que se dedicou a erradicar. A salvação, no entanto, acaba vindo na forma de seu maior inimigo: Nicholas Perevil, o mago mais poderoso e procurado de Ânglia. À medida que Elizabeth se associa aos Reformistas, suas crenças sobre a legitimidade da proibição da magia são profundamente abaladas. Ela se vê em meio a uma contenda política de proporções épicas e percebe que seus antigos aliados agora são seus inimigos mortais. Será que Elizabeth está pronta para decidir de qual lado está sua lealdade, afinal de contas?

 Título Original: The Witch Hunter
Autora: Virginia Boecker
Páginas: 308
Tradução: Alves Calado
Editora: Galera Record
Livro recebido em parceria com a editora

A Caçadora de Bruxos, livro da editora Galera Record, foi escrito por Virginia Boecker e confesso que me pegou primeiramente pela capa. Com uma arte belíssima de uma Ouroboros, recebi um livro que mais parecia edição de colecionador. A obra possui uma diagramação lindíssima, além de inícios de parágrafos muito chamativos. Fisicamente falando, temos uma bela obra que deleita a quem a vê. Infelizmente, como nem tudo são flores, possuímos problemas grandes durante a leitura.

Num local onde a magia é proibida, vemos a história de Elizabeth, uma das melhores caçadoras de bruxas do rei. Durante anos, Elizabeth, odiou e perseguiu todos os "malfeitores" praticantes de magia, para que estes fossem julgados e, não raramente, executados. Até que inicia-se as reviravoltas quando nossa heroína é presa ao ser acusada ela mesma de praticar a magia e receber ajuda em sua fuga, daquele que mais odeia: Nicholas Perevil, o mago mais procurado de Ânglia.

Ao se unir aos Reformistas – aqueles que buscam o fim das leis antimagias – Elizabeth tem uma grande divisão. Ela sempre odiou toda a magia e tentou de todas as formas dizimá-la o que faz com que sua união aos Reformistas seja ainda mais confusa à personagem. Entre entregar a causa aos Perseguidores e conquistar sua liberdade ou persistir na luta e acabar com as proibições, Elizabeth fica totalmente separada, sem saber em quem depositar sua lealdade.

Sobre o gênero de Young Adult, eu gosto bastante, mas existem clichês que ninguém suporta mais. E infelizmente, A Caçadora de Bruxos acabou caindo em muito desses. Começando pelo mais forte de todos o grandioso TRIÂNGULO AMOROSO. Sinceramente, um dos motivos que me dividem entre gostar ou não de um livro, começa aí. Criar um triângulo amoroso é extremamente difícil, principalmente pelo fato de ser necessário ter personagens muito bem construídos e complexos, algo que fez falta em alguns momentos da trama.

Romance não é um gênero que costuma me atrair o que me levou a, devido meu gosto pessoal, não gostar tanto do amor descrito em A Caçadora de Bruxos. O romance aqui, pode ser considerado um dos pontos fortes da narrativa, mesmo com o (tão temido!) triângulo amoroso. A única palavra que eu ouso utilizar para descrever, seria um simples e puro “fofo”. Romanticamente falando, aqui, nós beiramos o melodrama em alguns momentos, com o poder do amor que os personagens conseguem transmitir para o leitor.

Outra coisa que me incomodou bastante foi quanto a própria personagem principal, Elizabeth. Em muitos momentos, esta se mostra extremamente irritante e cabeça-dura e age sozinha, como se jamais precisasse de ajuda. Há sempre este problema ao criar personagens femininas fortes e tratá-las sempre como teimosas, como se pedir ajuda fosse um pecado. Dar força à personagem é necessário, mas não há necessidade de elas acharem que precisam carregar o mundo sozinhas nas costas. Além do problema quando ela se encontra com Fifer, a outra personagem feminina do livro e ambas promoverem algo que se assemelha a uma competição, jogando fora todo o ideal de sororidade.

Recheado de clichês, a trama também possui seus pontos altos. As reviravoltas, embora em alguns casos sejam esperadas, elas nunca ficam tão claras ao leitor. Virginia soube conduzir a história de forma que apesar de já imaginarmos o que vem a seguir, sempre mantém-se aquela dúvida, aquela indecisão sobre o próximo passo, o próximo movimento realizado, o que é muito bom para o leitor mais atento.

Apesar de conter falhas, possuímos uma ótima trama, que apesar de levemente previsível, consegue presentear-nos com bastante adrenalina e um jogo político enorme quanto a qual o lado bom e o mau. Recheado com magia, vilania e reviravoltas, quem procura uma leitura agradável, mas com uma história que prenda, vai ter aqui uma boa aposta.

Classificação final: 

6 comentários:

  1. Essa capa é linda mesmo, me apaixonei pelo livro sem nem ler a sinopse graças a esse design. Também já me cansei dos clichês, por isso mesmo estou me aventurando em outros gêneros e autores, e já percebo que esse livro não é pra mim, triângulos amorosos me irritam profundamente quando não são bem inseridos ( Exemplo de quando foi bem inserido: The Kiss of Deception) Gosto de romances, mas não tão melosos. Também acho preciso que algumas personagens admitissem que precisam de ajuda!

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  2. Oi, tudo bem?
    A capa é realmente linda e não tenho dúvidas que por dentro a diagramação segue o mesmo padrão. É uma edição que deixa a gente com vontade de tê-la apenas pela capa.
    Os YAs realmente tem alguns clichês que já estão insuportáveis, acho que um triângulo amoroso precisa ter um certo cuidado ao ser inserido no livro, pois pode prejudicar todo o enredo.
    E mesmo com essa falha que você listou parece ser uma leitura bem agradável. Vou anotar a dica.
    Beijos

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  3. Olá! Concordo com você sobre a questão dos triângulos amorosos. São bem difíceis de construir e de conquistar o leitor. As personagens femininas em alguns romances realmente são forçadas de "personalidade forte", mas na realidade acabam parecendo umas chatas que nunca podem pedir ajuda. Mas fico feliz que seja cheio de revira voltas e que o certeza do que acontecerá a seguir ainda fique abalada pelos mistérios que aguardam o leitor.
    Beijos!

    Karla Samira
    http://pacoteliterario.blogspot.com.br/

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  4. Oie!
    Olha, eu gosto de um clichê, mas confesso que tenho andado meio sem paciência e tentado fugir dos triângulos amorosos que estão começando a me cansar.
    No mais, esse livro parece bem interessante.
    Beijos

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  5. Oi Edu, tudo bem?
    Que pena que o livro não lhe agradou tanto. Eu gosto de clichês e triângulos amorosos não me incomodam, desde que não haja traição. Essa trama chamou muito a minha atenção, pois adoro bruxos , mas principalmente porque ela acabou sendo acusada de ser o que sempre perseguiu e foi salva justamente por quem sempre caçou. Achei essa jogada ótima!!! Não vejo a hora de ler. Gostei muito da sua sinceridade e da resenha.
    beijinhos.
    cila.
    http://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

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  6. Ah, eu até gosto de clichês se eles são bem desenvolvidos. Triangulo amoroso realmente pode ser dispensado na maioria das histórias, mas só posso falar a respeito se eu realmente chegar a ler esse livro. A premissa me agrada muito por se tratar de fantasia, um dos meus gêneros favoritos. Pelo ao menos a obra tem suas reviravoltas e não fez ser uma leitura perdida pra você.
    Um abraço!

    http://paragrafosetravessoes.blogspot.com.br/

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