23 de março de 2016

Precisamos Falar Sobre o Sofrimento das Mães Chinesas


Esse post é um resumo de um artigo entregue para a disciplina de Leitura e Produção de Textos da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), do curso de Ciência e Tecnologia.

O artigo, baseado no livro Mensagem de Uma Mãe Chinesa Desconhecida (Editora Companhia das Letras, 2011), traz como tema central o sofrimento das mães chinesas em decorrência da cultura do país, que determina que os bebês do sexo masculino são os únicos herdeiros dignos da família tradicional chinesa. Em virtude do extremismo cultural em relação ao gênero, na China, quando uma menina é concebida, assassinatos, abortos e abandonos são frequentes, pois a criança é considerada inútil perante a sociedade. Assim, entre essas opções, muitas vezes as mães chinesas preferem abandonar suas filhas para que elas possam ter uma vida mais digna.

Desde a consolidação da sociedade, a mulher sempre teve pouca influência e era considerada apenas como um objeto de procriação. Na idade média, a exclusão do gênero feminino se tornou cada vez mais intensa, o que futuramente deixaria consequências inevitáveis. Na China, por exemplo, o extremismo cultural tem levado a morte de inúmeras mulheres e crianças do sexo feminino, uma vez que essas não possuem nenhuma importância socioeconômica no país. Outro fator social que tem levado a morte de meninas é a politica do filho único, que é uma lei implantada na China que permite apenas um filho por casal. Após ter sido modificada em 2014, os casais em que um dos cônjuges seja filho único podem ter mais um filho caso o primeiro seja uma menina.

As leis implantadas, juntamente com o extremismo cultural chinês, levam as mulheres desse país a preferirem não ter filhos, uma vez que o histórico da sociedade tem feito mães abortarem bebês ou abandoná-los. Em virtude disso, a economia do país entre 2030 a 2040 estará estagnada, pois a o índice de mortalidade será muito maior que o de natalidade.

A fim de transmitir os sentimentos das mulheres chinesas, sejam como mães ou apenas como espectadoras, a autora Xinran relata em diversas obras a situação real dessas mulheres, principalmente em Mensagem de Uma Mãe Chinesa Desconhecida.

Na China, desde a implantação da política do filho único, na década de 70, mulheres que engravidam sem permissão são caçadas pela Secretaria de Planejamento Familiar. Além de serem tratadas como criminosas essas mulheres são obrigadas a realizar um aborto, independentemente do tempo de gestação. Com a política do filho único introduzida no país, estima-se que no período de 1979 a 2011, 400 milhões de crianças foram impedidas de nascer.

Na década de 80, as mulheres eram obrigadas a implantar um Dispositivo Intrauterino (DIU) após o nascimento do primeiro filho. Quando a implantação do DIU era impossibilitada, as mulheres se tornavam alvos fáceis da Secretaria de Planejamento Familiar. Se engravidassem e fossem descobertas, não tinham outra escolha senão abortar. A política não favorecia as mães solteiras, que eram consideradas escórias pela sociedade e até mesmo pela família. Os casais não tinham permissão para ter mais de um filho, mas as mulheres solteiras não tinham direito nem a um.

Nos anos de 1990, ter mais de um filho significava pagar multas exorbitantes, que chegavam a ultrapassar em três vezes a renda anual da família. Não bastasse isso, o casal também perderia o emprego, o direito às rações de roupa e comida e a criança não poderia ser registrada e nem educada. Sendo assim, as famílias preferiam se submeter ao aborto. As que relutavam, eram obrigadas da mesma forma. Em uma audiência realizada no dia 22 de setembro de 2011 no Congresso Norte-Americano, várias vítimas da política do filho único testemunharam suas experiências. Yeqing Ji, que já tinha uma filha, desejava um filho homem e foi submetida ao aborto disse:

Depois do aborto, eu me senti vazia, como se algo tivesse sido arrancado de mim. Meu marido e eu tínhamos ficado tão animados com o nosso novo bebê. Agora, de repente, toda aquela esperança, alegria e excitação haviam desaparecido, tudo num instante. (JI apud FEUERBERG, 2011)

Apesar da política do filho único ter sido reformada na China, mesmo que na teoria, deixou sequelas como preconceito e discriminação. Essas, muitas vezes, são em decorrência da cultura local, que julga ser necessário ter um herdeiro do sexo masculino. Como consequência, o aborto, abandono e até mesmo a morte após o nascimento de crianças do sexo feminino são constantes.

Os dados supracitados foram coletados em decorrência da leitura da obra de Xinran, Mensagem de Uma Mãe Chinesa Desconhecida, publicado pela editora Companhia das Letras em 2011, que instigou a pesquisa sobre o sofrimento das várias mães chinesas que não têm a oportunidade de criar o seu bebê do sexo feminino devido a cultura do país.

O principal objetivo da autora não era só fazer uma pesquisa aprofundada sobre os sentimentos dessas mães, mas também responder a principal pergunta feita pelas crianças chinesas do sexo feminino que foram adotadas: “por que minha mamãe chinesa não me quis?”. Para isso, a melhor forma que Xinran encontrou para explicar para essas meninas foi escrever o livro, embasado na cultura da China e na realidade das famílias, principalmente quanto ao nascimento de uma menina.

O incentivo para escrever as histórias das mulheres chinesas que foram forçadas a abandonar os seus bebês surgiu quando, depois da publicação dos seus outros dois livros, As Boas Mulheres da China e Testemunhas da China (ambos publicados pela editora Companhia das Letras nos anos de 2003 e 2009, respectivamente) a autora começou a receber fotografias, fitas, vídeos e cartas de famílias adotivas e de meninas chinesas adotadas ao redor do mundo. Xinran, com o recebimento de tantas cartas, começou a se questionar como lidaria com o fato se fosse uma das crianças chinesas abandonadas e como encontraria respostas para as tantas perguntas que surgiriam.

Não consegui ler As Boas Mulheres da China porque achei doloroso demais. Chorei, chorei e chorei. Cada mulher eu imaginava como sendo a mãe de Mei e Xue – e o que ela teve de enfrentar e a perda de ter que abandonar os seus bebês. Algum dia, todas essas meninas adotadas precisarão entender que suas mães as deram em adoção – não porque não as amassem (TOMARA), mas porque a vida era difícil e dolorosa demais. (ROS apud XINRAN, 2011)

Apesar de Xinran demonstrar um desejo muito grande de esclarecer a situação das mães e das crianças, o sistema político da China foi um dos agravantes para a coleta de dados, uma vez que o sistema do país é muito fechado, dificultando o acesso às informações culturais e estatísticas. Além disso, o próprio esclarecimento das mães chinesas foi um processo árduo, muitas vezes em decorrência das perseguições promovidas pelas autoridades locais. Por isso, todo cuidado em manter o sigilo foi necessário para que a verdadeira história sobre o genocídio feminino fosse relatada.

Desde os tempos antigos era muito comum na China, que antes de qualquer casamento, as mulheres fizessem um exame obrigatório para verificar a sua integridade. Esse costume continuou em vigor mesmo na nova China pós-Liberação e só foi extinto em meados de 1990. Portanto, uma mulher que perdesse a virgindade antes do casamento não era considerada digna pela sociedade e até mesmo pelo pretendente.

No ocidente, as parteiras são resposáveis por trazer ao mundo os bebês, sejam eles meninos ou meninas. Porém, na China, nas pequenas aldeias localizadas nas zonas rurais, essas mulheres são responsáveis tanto por promover um parto quanto para “resolver uma menina”. Nas pequenas aldeias da China, era preferível não possuir uma casa ou pedaços de terra a não ter filhos e netos. Em decorrência disso, muitas mulheres eram expulsas de casa, ainda mais se já tivessem passado por alguma gravidez que não desse um herdeiro para a família. Naquela época, a mulher era criada ouvindo os adultos dizerem que o primeiro bebê de uma mulher precisava ser um menino, senão as raízes da família seriam quebradas. Portanto, os bebês do sexo feminino que nasciam não podiam viver.

Uma publicação do jornal britânico The Lancet provou que o suicídio é a quinta causa de morte mais comum na China. De cinco chineses com idade entre 15 e 34 anos que morriam, um havia cometido suicídio. Os pesquisadores afirmaram também que o índice de suicídio entre as mulheres é bem mais algo que entre os homens, 25% mais mulheres que homens. O índice de suicídio entre as camponesas era ainda maior: cerca de 30% das mulheres e meninas morriam. Era muito comum a ingestão de pesticidas e, devido a carência de médicos naquela área, praticamente todas as tentativas suicídio eram bem sucedidas.

Na China, os pais que não tinham coragem para matar suas filhas, fugiam para burlar a política do filho único, mas nem sempre a tentativa era bem sucedida e acabavam tendo que abandonar alguma de suas crianças pelos lugares que passavam. Além do sofrimento dos casais que lutavam por ter uma oportunidade de criar suas filhas, alguns pais fugiam com o intuito de abandonar as filhas que já tinham, assim poderiam tentar ter um filho para retornarem para o seu lugar de origem com dignidade.

O abandono de meninas é uma pratica comum na China e acontece em todas as camadas da sociedade, sejam as mães bem instruídas ou não. As opiniões das pessoas acerca desse assunto são divergentes: há quem pense que mulheres capazes de abandonar, abortar, ou mesmo matar seus filhos após o nascimento são cruéis e aprenderam a sentir de maneira diferente das pessoas que ficam horrorizadas com esse tipo de comportamento. Os motivos que levam uma mãe a praticar essas ações são os mais variados, mas acabam sempre caindo nos costumes da sociedade em que vivem. Algumas abandonam suas crianças por acreditarem que elas terão uma vida melhor com os pais adotivos, coisa que jamais teriam se permanecessem na China, levando em conta como as mulheres são tratadas pela sociedade.

O trabalho realizado mostra a situação crítica e arcaica da exclusão social feminina na China, uma vez que a cultura tem levado ao genocídio feminino nesse país. Assim, como forma de transmitir uma mensagem às meninas que foram abandonadas pelas mães, Xinran reuniu as mais diversas histórias e relatos, a fim de demonstrar que na maior parte das vezes as mães sentem falta de suas filhas, mesmo que o convívio fosse de um pequeno intervalo de tempo.

Além disso, comovido com as histórias, a autora fundou The Mother's Bridge of Love, uma Organização Não Governamental quem tem como foco principal proporcionar um destino melhor às crianças abandonadas e unir as famílias adotivas ao país de origem das filhas. Mas, ainda assim, o problema das crianças do sexo feminino perdurará. 

Em setembro de 2015, após mais de 30 anos da política de apenas um filho, a China finalmente anunciou o fim dessa limitação e agora é permitido que um casal possa ter até dois filhos. Entretanto, o lado cultural ainda pesa, inclusive os traumas herdados por tantos anos de opressão. As famílias se acostumaram a serem reduzidas, o tamanho das habitações é pequeno e o custo de vida é alto, principalmente a educação. Talvez por isso, o numero de chineses que desejam ter um segundo filho é baixo.

14 comentários:

  1. Oie...
    Estou arrepiada com esse post!
    Já conhecia um pouco dessa trite história das chinesas, mas, não era tão aprofundado assim... Gostei bastante da premissa do livro e já quero até comprar o meu exemplar para ficar mais informada.
    Levando em conta o fato do filho único, acho que é pura maldade negar a possibilidade do segundo filho, visto que uma única criança se sente sozinha e seria de melhor agrado ela ter a companhia de um irmãozinho.
    Beijos

    http://coisasdediane.blogspot.com.br/

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  2. Oiii, tudo bem?
    Fiquei chocada por conhecer assim profundamente o sofrimento das chinesas. Já tinha estudado uma vez sobre isso e me comovido, agora sim me senti comovida e triste diante do que elas sofrem em ter apenas um filho, sabendo que muitas mães que gostariam de ter mais um iria amar e adorar de uma maneira insubstituível.
    Beijão

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  3. Nossa gente, to chocada com tudo o que li. Sabia a existência dessa lei maluca de só poder ter um filho, mas não sabia que obrigavam as mulheres que não cumpriam isso a abortar a criança independente da idade. Esse país e demais!!! Solteira não poder ter filhos, ser considerada impura, gente onde esse mundo vai parar????
    Beijos

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  4. QUE POST EIN? Já conhecia sobre essa lei chinesa e acho um absurdo tão grande. Seu post foi extremamente enriquecedor. É ótimo ver blogs dando espaço pra esse tipo de assunto de questões culturais.

    Seu blog é lindo!
    www.belapsicose.com

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  5. U A U! :o

    O artigo completo tem como ler online?
    Amei a forma que foi colocado na resenha. Também acho que dificilmente uma família irá querer ter mais filhos.

    Beijos
    www.modaeeu.com.br

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  6. Nossa! Não posso deixar de citar o quanto o post foi forte, de verdade, acho essa questão "cultural" e extremismo em relação as mulheres na China, algo violento. Outro dia conversei com o meu marido sobre o fato deles comerem cachorro e acharem "normal" e chegamos a conclusão que bem, é da cultura deles, mas sinceramente, não há como não sentir empatia, sofrimento com ambos os casos. Acho tão revoltante que mulheres, mães são tratadas dessa forma, eu já tinha li algo a respeito da geração de apenas um filho, mas não sabia que era algo tão extremo assim, fico chocada e me pergunto até quando isso pode continuar, será que a ONU não pode se pronunciar? Seja não apenas na China, mas em outros países em que o ser humano é tratado com tanta crueldade e preconceito?

    Enfim, seu post foi um tapa na cara (não literalmente e não de maneira ruim, acho que você entendeu o que eu quis dizer, rs), em nós seres humanos. Deixo também meu parabéns pela postagem e artigo incrível!

    Da Imaginação à Escrita

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  7. Caramba Ana, não sei nem o que comentar. Seu post fugiu totalmente do esperado pra um blog assim e meu Deus, que bom por isso!
    Eu tinha uma vaga noção dessa lei do filho único, mas não sabia que era tão grave assim. Meu Deus, estamos em 2016 e essas barbaridades ainda acontecem, é muito triste. Não consigo nem chegar perto de imaginar o sofrimento dessas mãe e dessas meninas.
    Por mais que os países tenham culturas diferentes e tudo mais, essa é uma coisa que não da pra engolir e respeitar, de verdade.
    beijo

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  8. Obrigada pelo post esclarecedor! Apesar de dolorosa, esse tipo de postagem é importantíssimo para nos mostrar o quanto ainda temos que evoluir em matéria de igualdade entre os gêneros, não apenas no Brasil, mas no mundo inteiro. Eu já havia lido muita coisa a respeito da superpopulação chinesa e das maneiras que o governo tinha de tentar melhorar a situação. Mas não sabia dessa perseguição às filhas mulheres, abandonadas, abortadas e mortas por sistema que não lhes deseja vivas.
    Triste demais, e é importante que alguém que passou por isso, nós esclareça porque e como tudo isso acontece, como faz no livro citado.
    Parabéns pelo post.
    Beijos

    Karla Samira
    www.pacoteliterario.blogspot.com.br

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  9. Obrigada pelo post esclarecedor! Apesar de dolorosa, esse tipo de postagem é importantíssimo para nos mostrar o quanto ainda temos que evoluir em matéria de igualdade entre os gêneros, não apenas no Brasil, mas no mundo inteiro. Eu já havia lido muita coisa a respeito da superpopulação chinesa e das maneiras que o governo tinha de tentar melhorar a situação. Mas não sabia dessa perseguição às filhas mulheres, abandonadas, abortadas e mortas por sistema que não lhes deseja vivas.
    Triste demais, e é importante que alguém que passou por isso, nós esclareça porque e como tudo isso acontece, como faz no livro citado.
    Parabéns pelo post.
    Beijos

    Karla Samira
    www.pacoteliterario.blogspot.com.br

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  10. Oi, Ana!
    Para tudo que esse post está arrasador, mas igualmente destruidor! É por essas e outras que, mesmo com todas as confusões e instabilidades, o Brasil ainda tem sido, sim, um bom lugar para se viver, pois uma vez nascendo em países, mais ainda, tradições como essa, realmente não se tem muito o que tirar de bom, ainda mais com esse histórico tão aterrorizante de mortalidade feminina; fala sério, será que ninguém se toca nesse lugar de que são as mulheres responsáveis por gerar novas vidas e que sem elas, consequentemente, não haveria mais nenhum humano para contar história, fosse homem ou mulher? E nem só por isso, mas por toda a questão da mulher em si que é praticamente vista como se não fosse nada; mesmo aquelas que não desejam ser mães e ter filhos devem ser respeitadas de igual modo e são mais do que importantes na sociedade, cada uma a seu modo. Tristeza saber dessa realidade tão latente ainda na China, mas resta esperança de que um dia Deus atue sobre aquele povo e eles sejam realmente libertos de toda essa opressão - porque permitir um segundo filho apenas porque o primeiro foi uma menina continua sendo opressão, e ignorante e hipócrita da mesma forma. No mais, realmente, parabéns pelo post, Ana!
    Beijos!

    ♥ Sâmmy ♥
    ♥ SammySacional ♥

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  11. Olá Ana, tudo bem?

    Confesso que nunca tinha ouvido falar no livro, mas a temática já era conhecida. Infelizmente muitos países orientais ainda adotam a mesma política do filho único. Depois de tantos anos sob o mesmo regime, hoje é complicado reverter a situação. Acho que só com a nova geração de crianças que está nascendo que as coisas voltarão ao "normal".

    Beijos

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  12. Olá!!

    Que lindo você trazer esse artigo para o blog. Eu sou apaixonada por trabalhos acadêmicos e fiquei feliz com a Escolha do tema.
    Realmente é extremamente triste o que acontece lá e concordo com a Sammy, por isso que o Brasil ainda é um lugar tranquilo para se viver e por isso muitos deles vem para cá com a intensão de uma vida melhor.
    Vou procurar o livro inspiração do post para ler em breve.
    Mais uma vez, parabéns pelo artigo!

    Beijinhos

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  13. Ana....meus parabéns! A jornalista dentro de mim tem vontade de correr pra te dar um abraço apertado e te encher de beijos por escrever este texto maravilhoso!
    Eu não conhecia esse livro, mas estou de boca aberta com os fatos que você trouxe à tona. Eu já sabia algo sobre a política do filho único, é claro, mas não tinha o histórico de como funcionava nos anos 70 e nunca tinha pensado nas sequelas das mulheres chinesas. Agora eu quero esse livro!!!
    Mais uma vez parabéns pelo artigo. tô orgulhosa de você.

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  14. Oiee ^^
    Conhecia bem pouco sobre essas leis e sobre a falta de direito que as mulheres chinesas possuem e possuíam, mas sempre senti pena das mesmas. É difícil acreditar que essas coisas tenham mesmo acontecido com alguém, sabe? Eu me sinto sortuda por não ser uma dessas mulheres, mas, ao mesmo tempo, me sinto culpada por elas estarem passando por tudo isso e eu não *-* É triste saber que um país tão grande como a China ainda sofre consequências catastróficas do passado :/ Adorei o post ♥
    MilkMilks
    http://shakedepalavras.blogspot.com.br

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