Sydney Green nasceu e foi criada no Brooklyn, em Nova York, mas cada vez que ela pisca os olhos seu amado bairro parece mudar. Condomínios se espalham como erva daninha, placas de “vende-se” surgem da noite para o dia e os vizinhos que ela conhece a vida toda estão sumindo.Para manter de pé tanto o passado quanto o presente da comunidade, Sydney decide canalizar sua frustração planejando um passeio guiado em que pretende contar a verdadeira história do local. Só que, para tornar o projeto realidade, vai precisar aturar seu novo vizinho, Theo, como assistente.A pesquisa dos dois, entretanto, logo se transforma. O que era apenas uma distração vira uma história de paranoia e medo. No fim das contas, talvez os vizinhos não tenham se mudado para outros bairros e a revitalização do lugar seja mais mortal do que eles imaginaram.Seriam apenas coincidências ou sinais de uma grande conspiração? Sydney pode confiar em Theo, ou ela também corre o risco de desaparecer? Quando ninguém está olhando nos conduz por um enredo hipnotizante e surpreendente, que aborda com perspicácia a violência racial e as assimetrias sociais, em uma sequência de eventos instigantes que aos poucos dão forma a um cenário de completo horror.
23 de março de 2022
O que está acontecendo com os vizinhos da Sydney em Quando Ninguém Está Olhando, novo livro de Alyssa Cole?
25 de fevereiro de 2022
Meus trechos preferidos de Pássaro Branco, novo livro de R. J. Palacio
Pássaro Branco é o novo livro de R. J. Palacio, a mesma autora de Extraordinário, história que ganhou nossos corações por sua simplicidade. Aqui, conhecemos o passado de Grandmère, avó de Julian, um dos personagens do livro citado anteriormente. Os acontecimentos se passam durante a Segunda Guerra Mundial, em um momento em que ela precisou se esconder dos nazistas na França.
Dessa vez, Palacio inovou com uma graphic novel maravilhosamente ilustrada e cheia de passagens tão lindas que resolvi trazer minhas favoritas para vocês. Espero que essas palavras tão significativas sejam mais que suficientes para fazer vocês correrem para ler o livro!
Todos nós temos arrependimentos. Mas lembre-se: não somos definidos pelos nossos erros, e sim pelo que fazemos com eles.
Eu tento não pensar em termos de bom e mau. Prefiro pensar em luz e escuridão. Acredito uma luz brilha dentro de todos nós. Essa luz permite ver o coração das pessoas, a beleza que elas carregam. O amor. A tristeza. A humanidade. Mas algumas pessoas perderam essa luz. Têm escuridão dentro delas, então é só isso que veem nos outros: escuridão.
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Afinal, nesses tempos sombrios, são as pequenas gentilezas que nos mantêm vivos. Elas nos fazem lembrar da nossa humanidade.
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O tempo passa. Essa é a única certeza que se pode ter na vida: o tempo não para. Por nada. Para ninguém. O tempo segue em frente, alheio a tudo.
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As melhores amizades são aquelas em que as palavras não são necessárias.
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É possível esquecer muitas coisas na vida, mas nunca a bondade. Assim como o amor, ela fica com a gente... Para sempre...
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Ser bom é sempre um ato de coragem. Mas, naquele tempo, quando essa bondade podia nos custar tudo — nossa liberdade, nossa vida —, ela se tornava um milagre. Se tornava aquela luz na escuridão de que o Papa falava, a verdadeira essência da nossa humanidade. Se tornava esperança.
Além disso, o livro conta com um posfácio escrito por Ruth Franklin, crítica literária e autora de alguns livros sobre o Holocausto. Há também um glossário com inúmeras informações interessantíssimas sobre o tema e uma lista incrível de leituras sugeridas. A autora também escreveu uma nota muitíssimo emocionante deixando claro que Pássaro Branco é seu ato de ressistência contra esses tempos tão sombrios.
22 de fevereiro de 2021
Quando Eu Era Criança, os Livros me Faziam Companhia...
Sou filha única. Hoje me sinto muito feliz por essa minha condição imposta pelos meus pais, rs, mas quando criança, sentia muita falta de ter outras pessoas da minha idade por perto para brincar. Eu era rodeada de adultos, consequentemente, sonhava em ter um irmão. Imagino que vários de nós passamos por um período desses, de se sentir muito sozinho — até hoje, se a gente parar para pensar —, mas quando somos pequenos esse sentimento é muito mais forte. Pelo menos tenho essa sensação.
Além do mais, acreditem se quiser, eu era muito tímida e introvertida, então passava a maior parte do tempo quietinha, vendo televisão, brincando sozinha e... Lendo! Minha mãe me incentiva a ler desde que eu me entendo por gente. Quando ela viajava, trazia de presente para mim vários livrinhos infantis que me faziam companhia por horas a fio. Então, quando eu li Eu Fico em Silêncio, me emocionei demais, porque conta a história de uma menininha muito reservada que encontra conforto a partir da leitura.
Até hoje o meu sentimento é o mesmo que o da protagonista: quando pego um livro para ler, não me sinto mais sozinha. Conheço vários lugares, me torno amiga de várias personagens, principalmente as que se parecem comigo. Por isso várias vezes me pego pensando em como eu seria se minha mãe não tivesse me presenteado com livros, se ela não tivesse lido comigo ou deixado de insistir um pouquinho naquela época que eu simplesmente não queria mais saber de ler.
Eu Fico em Silêncio fala sobre nos encontrarmos nos livros, mas também fala sobre a importância dele na vida das crianças. As histórias não só nos fazem companhia, mas também nos ensinam a viver, estimulam nossa criatividade e imaginação, são importantíssimas na aquisição de cultura, além de valorizarem a nossa autonomia intelectual e social, favorecendo assim a aprendizagem.
É por isso que estou aqui todos os dias e é por isso que eu não me canso de falar sobre livros. A literatura liberta e transforma vidas! Incentivem sempre nossas crianças, deem livros de presente, leiam com elas e sempre, sempre torçam para que, um dia, elas façam muito barulho!
Outros livros da Companhia das Letrinhas para formar crianças leitoras (desde cedo):
19 de dezembro de 2020
As Novas Edições de Fangirl e Eleanor & Park da Editora Seguinte
O Roendo Livros ainda não tinha um ano quando Eleanor & Park começou a fazer um burburinho na blogosfera. É uma história muito sensível sobre racismo, violência doméstica, preconceito e bullying, coisas que na década de 80 — período em que se passa a trama — eram normais. Não havia a luta que há hoje, mas é uma bela forma de expor as situações como elas são. Pouco depois, em 2015 Fangirl chegou para abalar os corações de fãs e fanfiqueiros com seu enredo jovial e atual sobre as relações de obras famosas e seus admiradores.
Eu já fiz resenha dos dois volumes anteriormente
✦ Fangirl
Então o post de hoje é para falar um pouquinho sobre as edições lançadas esse ano pela Editora Seguinte, que se tornou a casinha nova da autora Rainbow Rowell.
A mudança que eu mais esperava para conferir era em relação à tradução, que deixou muito, mas muito a desejar nas edições anteriores. Fiquei extremamente feliz ao descobrir que dois livros que gosto tanto ganharam nova tradução da Lígia Azevedo, profissional que admiro muito. Além disso, outra coisa que chama muita atenção logo de cara é a nova cor que deram para a capinha de Eleanor & Park, que eu particularmente amei, já que amarelo é minha cor preferida — inclusive, confesso que esperava uma mudança um pouco mais significativa pra capa de Fangirl também, mas isso é o de menos, né?
Mas falando sobre o que importa de verdade, fiquei realmente surpresa com o novo trabalho de tradução da Editora Seguinte, que também deu um gás na revisão de forma geral. Uma das coisas que me incomodou muito nessas histórias a primeira vez que li, principalmente em relação aos termos racistas escolhidos para definir a etnia dos personagens. Quem acompanha os produtores de conteúdo, principalmente nesse ano de 2020, sabe que não deixamos mais escapar qualquer tipo de preconceito na literatura.
Como já deixei minhas opiniões sobre a trama nas resenhas e não pretendo fazê-lo de novo, optei por deixar aqui alguns motivos para convencer vocês a darem uma chance para os universos criados por Rainbow Rowell.
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3 motivos para ler Eleanor & Park
1. A história ganhará uma adaptação cinematográfica e a própria Rainbow Rowell está envolvida com o enredo. Além disso, a autora anunciou em sua conta do Twitter que a cineasta japonesa Hikari irá dirigir o longa, que ainda não tem data de estreia. Dá tempo sim de ler o livro antes do lançamento, hein?
2. Existem várias referências literárias incríveis, e várias referências musicais muito incríveis também. A Editora Seguinte fez uma playlist oficial muito legal para a obra, com músicas indicadas pela Rainbow Rowell. A playlist está disponível no Spotify e vocês podem ouvir — enquanto leem — clicando aqui.
3. Durante a #Flipop2020 a autora comentou que de todos os seus livros, Eleanor & Park é o que possui mais elementos da vida dela. Realmente dá para sentir esse tom pessoal durante a narrativa, o que, para mim, é um super motivo.
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3 motivos para ler Fangirl
1. Fangirl é um dos poucos livros que li na vida, se não o único, que exprime de verdade o que é ser fã de uma coisa enlouquecidamente, de forma que a coisa toma conta da sua vida. Gostei muito disso, porque me senti muito representada, percebi que não era maluca nem boba por gostar demais de algumas histórias, bandas, séries...
2. Para mim, o romance água com açúcar entre os personagens Cath e Levi é um dos pontos altos do livro. É uma delícia acompanhar o desenvolvimento dessa paixão e é ela que faz a gente não conseguir parar de ler essa história.
3. E o motivo mais óbvio, é claro: Fangirl deu origem ao personagem Simon Snow, protagonista da série que deixa Cath tão enlouquecia. Snow e seus companheiros foram tão amados pela autora (e pelos leitores) que ela resolveu criar a jornada deles através de uma trilogia. Os dois primeiros volumes, Sempre em Frente e O Filho Rebelde, já foram lançados pela Editora Seguinte. Eu já comecei a ler a confesso que tô amando, mesmo tendo torcido o nariz para eles à primeira vista em Fangirl.
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Sei que esse post serviu para deixar vocês pelo menos um pouquinho curiosos, né? Então pelo amor Deus, comprem Eleanor & Park e Fangirl. Só isso mesmo que eu queria acrescentar.
20 de abril de 2020
Roendo Indica: 10 Livros Muito Bons Para Ler no Kindle Unlimited
- Red Hill: todo mundo conhece a Jamie McGuire por causa do fenômeno Belo Desastre e seus livros subsequentes (muitos deles também estão disponíveis no Kindle Unlimited, aliás), mas nem todo mundo sabe que ela tem esse livro super legal ambientado num apocalipse zumbi. Doido, né?
- Stepsister: já falei com vocês algumas vezes sobre essa releitura incrível de Cinderella, um dos melhores livros que li em 2020 até agora, e sim, ele também está disponível para empréstimo.
- O Redentor, Baratas e O Sol da Meia-Noite: três livros incríveis do aclamado autor de Boneco de Neve, Jo Nesbø, um dos mestres do thriller policial.
- Os Garotos Corvos e Ladrões de Sonhos: os dois primeiros volumes d'A Saga dos Corvos, da mesma autora de A Corrida de Escorpião (sim, tá linkado porque vocês podem pegar emprestado), também está disponível para a felicidade de todos nós.
- Garota em Pedaços: é o romance de estreia de Katlheen Glasgow, mas esteve entre os mais vendidos do The New York Times. É a história de uma adolescente de 17 anos que se corta por sofrer de Transtorno do Controle do Impulso.
- Nem Tudo Será Esquecido: já comentei com vocês que me incomodei bastante durante a leitura desse livro por causa dos inúmeros gatilhos ― estupro, suicídio ―, mas o final é muito surpreendente para ficar de fora dessa lista.
- As Batidas Perdidas do Coração: sei que já passei de 10 livros há muito tempo, mas pra quem tiver a fim de ler uma série nacional muito massa, bem no estilinho dos livros da CoHo, vá de Batidas Perdidas. Os outros volumes, O Descompasso Infinito do Coração, A Escolha Perfeita do Coração e O Desapego Rebelde do Coração também podem ser lidos pelo Kindle Unlimited.
18 de março de 2020
Roendo Indica: E-books Grátis Para Ler no Distanciamento Social (Vulgo Quarentena)
- Qualquer Clichê de Amor é Amor
- A Profecia da Sereia
- Princesa da Magia
- Os Reis da Festa
- Contra Tempo
- Com Outros Olhos
- Promessas de Uma Vida
- Não Inclui Manual de Instruções
- Vozes Negras
- Sejamos Todos Feministas
- O Centro de Todo o Caos
- O Cortiço
- Triste Fim de Policarpo Quaresma
1. Essas ofertas podem variar dependendo do dia que acessarem o post, então não percam tempo!
2. Se algum de vocês não tiver Kindle, não precisa entrar em pânico! O aplicativo do Kindle é gratuito tanto para Android quanto para iOS!
É tanta coisa legal que é impossível ficar entediado, né? Deixem suas dicas nos comentários também para que possamos nos ajudar nesses tempos de crise!
5 de setembro de 2019
Como Adquirir Livros Com Inteligência & Responsabilidade
21 de agosto de 2019
Por Que Falamos de Cultura do Estupro?
11 de dezembro de 2018
Roendo Indica: Livros Para Presentear no Natal
8 de junho de 2018
Dicas de Livros Para o Dia dos Namorados
24 de abril de 2018
Como Economizar na Hora de Comprar Livros!
23 de março de 2016
Precisamos Falar Sobre o Sofrimento das Mães Chinesas
Esse post é um resumo de um artigo entregue para a disciplina de Leitura e Produção de Textos da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), do curso de Ciência e Tecnologia.
O artigo, baseado no livro Mensagem de Uma Mãe Chinesa Desconhecida (Editora Companhia das Letras, 2011), traz como tema central o sofrimento das mães chinesas em decorrência da cultura do país, que determina que os bebês do sexo masculino são os únicos herdeiros dignos da família tradicional chinesa. Em virtude do extremismo cultural em relação ao gênero, na China, quando uma menina é concebida, assassinatos, abortos e abandonos são frequentes, pois a criança é considerada inútil perante a sociedade. Assim, entre essas opções, muitas vezes as mães chinesas preferem abandonar suas filhas para que elas possam ter uma vida mais digna.











