17 de fevereiro de 2019

Resenha: Justin

Quando o professor de Educação Física pede para a turma formar uma equipe de meninas e uma de meninos, Justine permanece no meio. Ela sente que não pertence ao gênero que lhe foi atribuído, mas está convencida de que todo mundo sabe disso, exceto seus pais.
Ao longo de sua vida como criança, adolescente e jovem adulta, muitas vezes maltratada e incompreendida, Justine, por fim, compromete-se a viver como quem ele sempre foi, isto é, Justin.

Título Original: Justin
Autora: Gauthier
Páginas: 104
Tradução: Fernando Scheibe
Editora: Nemo
Livro recebido em parceria com a editora
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Eu tinha vontade de ler Justin desde o ano passado, quando a editora Nemo divulgou o lançamento. Identidade de gênero é um tema atual e muito discutido, principalmente quando se diz respeito à aceitação. Justine sabe que é um menino preso no corpo de uma menina desde que se entende por gente, mas nunca foi ouvida, muito menos aceita. Então, acompanhamos aqui a jornada de um jovem em busca de respostas e, de certa forma, acolhimento. 


O quadrinho é sob o ponto de vista do próprio protagonista, que narra para sua história desde a infância até o ponto em que se encontra naquele momento, em busca de um profissional que o entendesse e que não sugerisse formas de tratamento absurdas. Hoje, no século XXI, a ciência já provou que a transexualidade é uma condição real não ligada à transtornos mentais, mas ainda assim a história criada por Gauthier ― que se passa em meados de 1980 ― se assemelha a de milhares de pessoas que são obrigadas pela sociedade a seguirem um padrão. 

Apesar do teor extremamente importante e da linguagem fácil e acessível, Justin não é uma história profunda. É possível acompanhar diversos momentos da vida do personagem, mas nenhum é retratado com muita emoção, digamos assim. A sensação que eu tive é que eu podia estar lendo a história de qualquer pessoa, pois não há, de fato, amostras sobre o íntimo do personagem. A verdade é que eu estava esperando mais e isso acabou me decepcionando bastante. 


Ainda considero Justin uma graphic novel boa, mas que poderia ser infinitamente melhor trabalhada, inserindo um pouco mais da realidade que os transexuais vivem ― acreditem, não sabemos da missa a metade. De leitura rápida, acredito que a história de Justin sirva, no mínimo, para exercitarmos nossa empatia e compreendermos, mesmo que pouco, uma realidade tão distante da nossa. 

9 comentários:

  1. Com traços simples porém intensos Gauthier em uma conversa com o leitor sobre a transexualidade.
    Justine vai se descobrindo/aceitando Justin aos poucos vencendo a si própria (o) e ao preconceito.
    Uma história tocante que todos deveriam ler.

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  2. Eu acabo não lendo muitos quadrinhos, mas gostei do tema abordado e das ilustrações.
    Sempre acho fascinante como transmitem tanto através das Hq's.

    Beijos

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  3. Desde que vi esta Hq pela primeira vez, me apaixonei pelos traços das ilustrações.
    Pode até não ter sido tão bem aprofundado todo o drama, dificuldades e aceitação sobre os trans, acredito também que nós nunca saberemos de fato o quão tudo isso é pesado, mas mesmo assim, talvez seja apenas uma janelinha para que o assunto seja debatido e discutido!
    Quantas e quantos Justin existem por aí?
    Com certeza, quero ter e ler!!!
    Beijo

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  4. Realmente esse é um tema muito importante para ser abordado. Como não sou muito ligada em quadrinhos, não me interessei. Mas me interesso pelo tema. Creio que não seja nada fácil passar por essa situação de identidade. Pena que o livro não foi tão bem desenvolvido.

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  5. Já vi falar dela e parece uma história bem legal pela representatividade. Claro que tem muito que a gente não sabe e achei interessante falar que poderiam ter trabalhado um pouco mais nisso, mas é diferente e muito bom ter personagens assim nesse tipo de história. Não vejo tanto do assunto. É uma dica legal. Só que também esperaria bem mais sentimentos e profundidade da história e pelo visto ela ta bem ok, normal, sem muito disso.

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  6. Oi, Ana!!
    Ainda não conhecia esse quadrinho que traz um tema tão importante como a transexualidade.Fiquei bem curiosa em conhecer esse quadrinho mesmo que o tema não tenha sido tão bem abordado assim e gostei muito dos traços que o Gauthier colocou nessa história.
    Bjos

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  7. Gosto de livros que mostrem simplicidade, ilustrações e criatividade, é isso que chamou a minha atenção nesse livro. Então é algo que tenho interesse nessa história.

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  8. Oi, Ana.
    O tema é importante de ser lido e discutido sempre.
    Pena que essa graphic novel não trouxe mais emoção, um desenvolvimento melhor, mas talvez seja por ter de ser rápida na escrita, por isso prefiro ler romances, rsrs
    bjs

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  9. Olá, Ana
    Mesmo com ilustrações bem simples sem cor, esta edição é linda.
    A capa também chama atenção uma pena o conteúdo não ser mais aproveitado, mas penso que é uma leitura válida.
    Beijos

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