9 de dezembro de 2013

Resenha: Carrie, a Estranha

Título Original: Carrie
Autor: Stephen King
Páginas: 164
Tradutor: Adalgisa Campos da Silva
Editora: Objetiva

Carrie, a Estranha narra a atormentada adolescência de uma jovem problemática, perseguida pelos colegas, professores e impedida pela mãe de levar a vida como as garotas de sua idade. Só que Carrie guarda um segredo: quando ela está por perto, objetos voam, portas são trancadas ao sabor do nada, velas se apagam e voltam a iluminar, misteriosamente. Aos 16 anos, desajustada socialmente, Carrie prepara sua vingança contra todos os que a prejudicaram. A vendeta vem à tona de forma tão furiosa e amedrontadora que até hoje permanece como exemplo de uma das mais chocantes e inovadoras narrativas de terror de todos os tempos.

Carrie foi meu primeiro contato com o Stephen King. Tirando isso, já havia assistido ao filme "À Espera de Um Milagre", mas na época não fazia ideia de que o filme fora baseado em um livro do King. O mais engraçado é que eu ainda não li nenhum outro livro dele, apesar de ser bastante curiosa quanto "À Espera de Um Milagre".

O livro narra a história de Carrie, uma garota que é constantemente maltratada não só pelos colegas de escola, mas também pela mãe. A mãe é uma fanática religiosa, daquelas que acham que tudo é pecado, num mundo de pecado e habitado por pecadores. O fanatismo é tanto que ela é capaz de prender a filha em um cubículo super apertado que tem uma imagem de Jesus sendo crucificado, e ela faz isso desde a infância da menina. 

Carrie tem medo da mãe e faz de tudo para não irritá-la, até que um dia sua menstruação desce pela primeira vez, na escola. Além de ser humilhada pelas colegas, também é punida pela mãe, que acredita que a "maldição do sangue" só atingiu a filha porque ela não se manteve pura. 

— E Deus fez Eva da costela de Adão - disse mamãe. Seus olhos estavam enormes nos óculos sem aro; pareciam ovos poches. Ela deu um chute de lado em Carrie, e a menina gritou — Levante-se, mulher. Vamos entrar e orar. Vamos orar a Jesus por nossas fracas de mulher, perversas e pecadoras. 

Sue Snell, uma das meninas que zombaram de Carrie se sente extremamente culpada e procura uma forma de se redimir: a garota faz seu namorado convidar Carrie para o baile de formatura. Mas o que Sue não sabe é que uma de suas "amigas" tem um plano para humilhar ainda mais a pobre menina. 

O baile é o clímax da história. É onde todos descobrem os poderes telecinéticos de Carrie. Ao longo dos anos, ela descobriu que podia fazer coisas de mexerem com a força do pensamento, e ela usa isso na noite do baile para se vingar de todos que a fizeram sofrer.

Essa é a menina que continuam chamando de monstro. Quero que tenham isso em mente. A menina que se contentava com um hambúrguer e uma cerveja de dez centavos depois de seu único baile na escola, para não preocupar a mãe.

Apesar dos personagens e da estória terem sido bem construídas, algumas coisas me irritaram. O livro mescla a narração não-linear com trechos de outras obras, depoimentos e cartas (que foram dados coletados por um pesquisador que estudou o caso). Não gostei desse estilo de exposição. 

Também achei a narrativa bem arrastada e enrolada. Não sei se é uma característica do King, já que não li outras obras dele, mas ele é extremamente minucioso. Não é de todo ruim, mas às vezes eu me sentia incomodada com tantos detalhes desnecessários que fizeram o relato ficar um pouco cansativo.

Porém, uma coisa que eu gostei bastante foram os personagens secundários, muito bem explorados pelo autor. Ele consegue criar uma juventude bastante diversificada, com direito a mocinha perfeita, a patricinha popular e o bad boy que faz todas suspirarem. 

Opiniões à parte, a obra é tão famosa que ganhou sua terceira adaptação para os cinemas (o meu favorito é o de 2002). Em seu livro de estréia, Stephen King conseguiu conquistar os leitores com seu suspense psicológico de tirar o fôlego de muitos, mas que, infelizmente, não tirou o meu.

Classificação final: 

2 comentários:

  1. Eu andei pensando e acho que nunca li um livro de terror. Eu queria ler, mas não sei se aguento rs. Eu deteeesto filme de terror, morro de medo e acho que as emoções dos filmes costumam ser mais fortes nos livros então... tenho vontade, mas sei lá rsrs
    Falam muito bem de Stephen King, pena que este livro não te agradou tanto, também não gosto quando o livro tem muitos dados de pesquisa, fica chato.

    ;*

    http://espeloteadaepatricinha.blogspot.com.br

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    1. Oi Frahn!
      Acho que você pode ler "Branca dos Mortos e os 7 Zumbis" sem culpa, se está com medo de começar por terrores mais fortes!
      Beijocas!

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