9 de janeiro de 2014

Resenha: O Príncipe da Névoa

Título Original: El Príncipe de la Niebla
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Páginas: 184
Tradutor: Eliana Aguiar
Editora: Suma de Letras

A nova casa dos Carver é cercada por mistério. Ela ainda respira o espírito de Jacob, filho dos ex-proprietários, que se afogou. As estranhas circunstâncias de sua morte só começam a se esclarecer com o aparecimento de um personagem do mal - o Príncipe da Névoa, capaz de conceder qualquer desejo de uma pessoa, a um alto preço.



Antes de começar a falar sobre o livro gostaria de avisar que só estou fazendo essa resenha porque a Ana não podia postar essa semana, e eu não sei exatamente como isso vai ficar. E também que escolhi esse livro por ter sido o que mais gostei de ler em 2013. Antes de me apedrejarem saibam que eu não sabia que era uma trilogia até pouco tempo atrás por isso não estou colocando ele na análise de séries, afinal, nem mesmo li os outros dois livros.

Tudo começa quando Max se muda com a família para uma aldeia, fugindo da guerra. Lá passaram a morar em uma antiga casa de praia que pertenceu a uma família rica no passado. As coisas começam a ficar estranhas quando as irmãs do garoto começam a ter sonhos estranhos e a ouvir vozes.

Até que voltou a ouvi-la, desta vez na mesma sala, como um sussurro que atravessava as paredes. A voz parecia provir do armário e soava como um murmúrio longínquo cujas palavras eram impossíveis de distinguir. Pela primeira vez desde que tinham chegado à casa da praia, Irina sentiu medo.

No início do livro já é contado sobre os antigos moradores da casa e sobre a história trágica deles, o que não deixava Max muito satisfeito. Então ele, sua irmã Alicia e o amigo Roland começam a investigar mais sobre os mistérios da casa e da praia, conhecendo a magia da maneira mais chocante possível.  

Faz muitíssimo tempo, quando eu tinha a vossa idade, a vida cruzou o meu destino com um dos maiores trapaceiros que pisaram neste mundo. Nunca cheguei a conhecer seu verdadeiro nome. Na favela onde eu vivia, todos os meninos da rua o conheciam como Caín. Outros lhe chamavam de Príncipe da Névoa, porque, segundo os falatórios, sempre emergia de uma densa névoa que cobria os becos noturnos e, antes da alvorada, desaparecia de novo nas trevas.

A maneira como o livro evolui, envolvendo os personagens e a história do Príncipe da Névoa é impressionante e chega até mesmo a dar arrepios. Esse foi o primeiro romance publicado por Zafón e no início da minha edição ele comenta sobre não ser uma “grande coisa”, mas eu como leitor gostei muito. Em poucas páginas o autor conseguiu criar um suspense com um desfecho impressionante.

Classificação Final: ★ 

1 comentários:

  1. Oi Ícaro,
    Sempre vejo o pessoal elogiando bastante a obra do Zafon, porém, o unico livro que li dele, O Jogo do Anjo, me decepcionou bastante. Mas ainda quero ler outro livro dele para tirar uma conclusão definitiva e O Principe da Nevoa parece uma boa opção.
    Abraço,
    Alê
    Além da Contracapa

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