7 de fevereiro de 2014

Resenha: Todo Dia

Título Original: Every Day
Autor: David Levithan
Páginas: 280
Tradutora: Ana Resende
Editora: Galera Record

Neste novo romance, David Levithan leva a criatividade a outro patamar. Seu protagonista, A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrar a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor.

Já imaginaram como seria acordar em um corpo diferente todos os dias? Pois é justamente isso o que acontece com o personagem principal desse livro, A. Isso mesmo, só A. A não é homem e nem mulher, não é alto ou baixo. A única coisa que sabemos de verdade sobre ele é a idade: 16 anos. 

Desde que nasceu, a mudança de corpo ocorre a cada 24 horas. Todos os dias A pega um corpo "emprestado", contanto que o mesmo tenha a sua idade. A gente começa a perceber que o personagem é bacana quando ele tenta não interferir muito na vida de seus hospedeiros (que nunca se repetem). 

Sou um andarilho e, por mais solitário que isso possa ser, também é uma tremenda libertação. Nunca vou me definir sob os mesmos critérios das outras pessoas. Nunca vou sentir a pressão dos amigos ou o fardo das expectativas dos pais. Posso considerar todo mundo parte de um todo, e me concentrar no todo, não nas partes.

Mas, um dia, A acorda no corpo de Justin. Justin é o típico adolescente revoltado que empurra a vida com a barriga. Justin namora Rhiannon há mais ou menos um ano, mas todo esse tempo não serviu para nada porque ele não a valoriza. Não a enxerga. Não se lembra de momentos especiais... 

Só que nesse dia, A se cansa de não poder interferir e resolve dar a Rhiannon a lembrança mais perfeita de todas: eles vão à praia, cantam dentro do carro, se divertem... E acontece o inevitável. A se apaixona pela garota. É nesse momento que ele se vê num beco sem saída, sem saber ter Rhiannon por perto todos os dias, em todas as suas vidas. 

É isso que o amor faz: que você queira reescrever o mundo. Que você queira escolher os personagens, construir o cenário, dirigir o roteiro. A pessoa que você ama senta de frente para você, e você quer fazer tudo o que estiver ao seu alcance para tornar isso possível, infinitamente possível. E quando são apenas vocês dois a sós numa sala, você pode fingir que é assim que as coisas são, que é assim que serão.

Mesmo não tendo amado o livro, ele mexeu muito comigo. Em primeiro lugar porque a história em si tem uma carga de tristeza muito grande e eu sou muito emotiva. Em segundo porque estou num momento muito sensível da minha vida e essa leitura me fez refletir bastante sobre as minhas escolhas, já que, diferente de A, eu posso tê-las. 

O mais bonito desse livro é a lição que tiramos dele: no amor, não importa quem você é, e sim o que você é por dentro, o que você sente. Que não importam as aparências, e sim as atitudes. O que conta mesmo é a vontade de ter a pessoa que a gente gosta por perto e sério, essa foi uma das lições mais coisas que aprendi.

Apesar disso, achei a narrativa meio lenta e cansativa. Porém, devo levar em conta que talvez isso tenha sido uma sacada do Levithan para fazer os dias de A passarem mais devagar, não sei... Tirando isso, vale muito a leitura.

Classificação final: 

4 comentários:

  1. Muito bom saber que o livro pode mexer com a gente, deu vontade de ler. Vou adicionar na lista de desejados, amei a resenha! ♥

    Beijo :*
    tainahrodrigues.com
    fantasiandocomoslivros.blogspot.com.br

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  2. Realmente, esse livro parece ser bem tocante.... =D

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    Respostas
    1. Ana!
      Ele é bem bacana mesmo!
      Se eu fosse você eu leria o mais rápido possível! hahahaha
      Beijos!

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