14 de março de 2014

Resenha: Cidades de Papel

Título Original: Paper Towns
Autor: John Green
Páginas: 368
Tradutora: Juliana Romeiro
Editora: Intrínseca

Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma. Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte. Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.

Não é segredo para ninguém a minha paixão platônica pelo John Green. Dia desses eu não resisti: entrei na Submarino e comprei todos os livros dele (por favor paizinho, não me mate). Deixei esse por último porque já estava louquinha para ler os outros e... Não sei não, eim. 

Quentin Jacobsen, ou simplesmente Q, é um típico adolescente que nutre uma paixão platônica por sua vizinha e ex amiga de infância, Margo Roth Spiegelman. Porém, todos sabem que esse amor é simplesmente impossível, incluindo Q. 

Margo vive em um mundo totalmente diferente do de Q, que se resume a mesma monotonia: ir ao colégio, jogar videogame com Ben e Radar, seus melhores amigos, e se preparar para a não-tão-incrível-assim formatura. 

Uma cidade de papel para uma menina de papel. (…) Eu olhava para baixo e pensava que eu era feita de papel. Eu é que era uma pessoa frágil e dobrável, e não os outros. E o lance é o seguinte: as pessoas adoram a ideia de uma menina de papel. Sempre adoraram. E o pior é que eu também adorava. Eu tinha cultivado aquilo, entende? Porque é o máximo ser uma ideia que agrada a todos. Mas eu nunca poderia ser aquela ideia para mim, não totalmente.

A vida de Quentin vira de pernas pro ar quando, um belo dia, Margo aparece na janela do seu quarto tarde da noite, toda vestida de preto. Seu objetivo era, sem outras palavras, levar Q "para o lado negro da força" pedindo-o que a ajudasse em um plano doido de pedra.

O problema é que, depois de terem passado uma noite incrivelmente divertida, Margo desaparece no dia seguinte, deixando pistas que só Q pode decifrar. A partir desse momento, Margo vira uma obsessão para Quentin, que quer encontrá-la a todo custo, viva ou morta.

Talvez ela merecesse ser esquecida. Porém, de qualquer modo, eu não podia esquecê-la.

Para falar a verdade, nem eu sei muito bem o porquê de não ter amado esse livro, mas algo me diz que é pelo motivo de eu não ter virado fã da Margo. Em contrapartida, a narrativa do John Green (fangrilando loucamente) é tão fantástica que não te faz ficar entediado em momento algum. Os diálogos são super inteligentes e ácidos, típicos do autor. 

Uma coisa que eu aprendi após ler todos os livros do Green é que, se como eu, você amou "A Culpa é das Estrelas", relaxe o corpinho e tente não lê-los esperando outra história de amor parecida com Hazel e Gus. Todo mundo tem essa mania chata de comparar histórias que são completamente diferentes e acabam desprezando um livro que é realmente bom por causa disso. 

Mas enfim, o meu problema com "Cidades de Papel" com certeza foram os personagens principais. John Green me fez ficar perdidamente apaixonada pelo Ben e pelo Radar (que estão na minha lista de melhores-personagens-coadjuvantes-para-sempre), mas não me cativou com Margo e Quentin. 

"Cidades de Papel" tem um enredo muito bom, mas personagens superficiais (por favor, lembrem-se que essa é apenas a MINHA opinião). Muitos até podem achar que "O Teorema Katherine" é o livro mais fraco do autor, porém, já sabem o que eu penso. Apesar disso, John Green ainda é um dos meus autores favoritos. 

Classificação final: 

5 comentários:

  1. Sou louca para comprar esse livro ahhhh *-*
    Que linda sua resenha kkk assim como você, adoro o John, quero todos os livros kk.

    Beijinhos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/2014/03/resenha-como-eu-era-antes-de-voce-jojo.html
    Comente ;)

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    1. Oi!
      Fiquei deveres decepcionada com "Cidades de Papel", viu... Espero que você leia e goste!
      Beijos!

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  2. oie Ana realmente vc tem razão..o John Green simplesmente arrasou nos livros que fez..
    Quando o livro eh bom e uma coisa e quando o livro eh otimo eh outra bem diferente!!
    adorei o blog querida por que livros são a minha paixão!!
    beijocas
    http://bookmoda123.blogspot.com.br/

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    1. Oi Sara!
      Ele é fantástico, né? Sou apaixonada por ele...
      Beijos!

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  3. Oi adorei.. muito obrigado, amei a maneira que vc usou para descrever essa resenha...me fez se interessar pelo livro....mas vc já leu o livro reverso escrito pelo autor Darlei... se trata de um livro arrebatador...ele coloca em cheque os maiores dogmas religiosos de todos os tempos.....e ainda inverte de forma brutal as teorias cientificas usando dilemas fantásticos; Além de revelar verdades sobre Jesus jamais mencionados na história.....acesse o link da livraria cultura e digite reverso...a capa do livro é linda, ela traz o universo como parte principal.
    www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?

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