27 de junho de 2014

Resenha: Extraordinário

Título Original: Wonder
Autora: R. J. Palácio
Páginas: 320
Tradutor: Rachel Agavino
Editora: Intrínseca

August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade... até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros. Narrado da perspectiva de Auggie e também de seus familiares e amigos, com momentos comoventes e outros descontraídos, Extraordinário consegue captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos, família, amigos e comunidade - um impacto forte, comovente e, sem dúvida nenhuma, extraordinariamente positivo, que vai tocar todo tipo de leitor.

No início de 2014, um dos primeiros livros que coloquei na minha meta de leitura foi "Extraordinário". Li várias resenhas positivas que serviram para aguçar ainda mais minha curiosidade, porém só consegui lê-lo quando a Amanda do Lendo & Comentando viu minha wishlist de aniversário e me presenteou com um exemplar dessa obra que não é nada menos do que o próprio título já diz: extraordinária. 

August Pullman, ou Auggie, como é chamado pelos seus familiares e amigos mais íntimos, tem 10 anos e é um garoto comum: tem um videogame, gosta de brincar, toma sorvete, é inteligente e estudioso e se comporta como qualquer outra criança da sua idade. Bom, ele realmente seria considerado "normal" pela sociedade se não tivesse nascido com uma síndrome genética que tem como sequela uma grave deformidade facial. Durante os seus 10 anos de vida, ele passou por muitas cirurgias com o intuito de melhorar a aparência do seu rosto e, por isso, nunca pode frequentar uma escola de verdade. 

Apesar de ter pais super protetores, eles decidem que já é hora de August encarar a realidade e contam para o menino que ele foi aceito em uma escola particular. É obvio que Auggie detesta a ideia, já que todas as crianças têm medo de sua aparência. Quando ele começa a frequentar as aulas, seus maiores temores se concretizam: vários alunos evitam sua presença, falam dele pelas costas e o pior, acham que podem contrair a deficiência dele pelo contato, como se fosse uma espécie de praga. Porém, para toda ação há uma reação e ele acaba conhecendo pessoas legais que fazem seus dias bem menos torturantes. 

— As pessoas são iguais quando vão para o céu?
— Não sei. Acho que não.
— Então como elas se reconhecem?
— Não sei querido. Simplesmente sentem. Não precisamos dos olhos para amar, certo? Apenas sentimos dentro de nós. É assim no céu. É só amor. E ninguém se esquece de quem ama.

O livro é narrado sobe o ponto de vista do próprio August e de vários outros personagens que nos são apresentados no decorrer na história. Assim, conseguimos entender o que se passa na cabeça de cada um em relação ao problema do protagonista e como isso afeta suas vidas. As narrações que mais me chamaram atenção foram as da irmã do Auggie. Quando o capítulo é destinado a ela, percebemos que as dificuldades não se concentram apenas no menino, uma vez que Olivia também não teve uma infância tão fácil assim. Não é difícil perceber que todas as atenções eram voltadas ao irmão mais novo.

O mais lindo nesse livro é que, apesar de toda a dificuldade desde o dia que Auggie nasceu, enfrentando cirurgias delicadas, todo tipo de preconceito e, às vezes, até mesmo uma certa vergonha, o amor nunca deixou de existir nessa família. Em certos pontos do livro vemos que Olivia se sente culpada de verdade por se sentir rejeitada quando percebe os absurdos que o irmão sofre. E sinceramente, senti muita raiva dela em vários momentos. 

A linguagem é simples, leve e gostosa, o que faz com que cada página seja devorada. "Extraordinário" não é apenas uma história sobre bullying. É uma lição de amor, amizade, conquista e, acima de tudo, superação. Como o próprio August diz no livro, "toda pessoa deveria ser aplaudida de pé pelo menos uma vez na vida, porque todos nós vencemos o mundo". 

Classificação final: 

4 comentários:

  1. Ana, muito boa a sua resenha. Não conhecia o livro, mas a partir do seu comentário me deixou interessado em ler essa obra, como você bem disse, extraordinária.

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    1. Oi Zé!
      Obrigada, de verdade! Esse livro é um amor, acho que você adoraria a leitura.
      Beijos!

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  2. Aninhaaa, vou parar de te visitar, toda vez a lista de leituras aumenta, assim minha mãe surta haha, brincadeiras a parte, desde que eu vi o booktrailer do livro, eu tenho uma vontade mega enorme de saber mais dessa história e muito obrigada, sua resenha só me deu mais vontade rsrs.
    Beijocas ^^

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    1. Oi Larissa!

      Mas essa é justamente a intenção, ora essa! Quer coisa mais gostosa que uma lista de leituras enorme? qq
      Sempre quis ler esse livro, e quando li, não me arrependi. Espero que você goste também!

      Beijos!

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