30 de junho de 2014

Resenha: Simplesmente Ana

Título: Simplesmente Ana
Autora: Marina Carvalho
Páginas: 304
Editora: Novas Páginas

Imagine que você descobre que seu pai é um rei. Isso mesmo, um rei de verdade em um país no sudeste da Europa. E o rei quer levá-la com ele para assumir seu verdadeiro lugar de herdeira e futura rainha… Foi o que aconteceu com Ana. Pega de surpresa pela informação de sua origem real, Ana agora vai ter que decidir entre ficar no Brasil ou mudar-se para Krósvia e viver em um país distante tendo como companhia somente o pai, os criados e o insuportável Alex. Mudar-se para Krósvia pode ser tentador — deve ser ótimo viver em um lugar como aquele e, quem sabe, vir a tornar-se rainha —, mas ela sabe que não pode contar com o pai o tempo todo, afinal ele é um rei bastante ocupado. E sabe também que Alex, o rapaz que é praticamente seu tutor em Krósvia, não fará nenhuma gentileza para que ela se sinta melhor naquele país estrangeiro. A não ser… A não ser que Alex não seja esta pessoa tão irascível e que príncipes encantados existam. Simplesmente Ana é assim: um livro divertido, capaz de nos fazer sonhar, mas que — ao mesmo tempo — nos lembra das provas que temos que passar para chegar à vida adulta.

Fazia bastante tempo que não lia nenhum livro nacional. "Simplesmente Ana" chamou minha atenção logo no seu lançamento, por motivos óbvios: a mocinha tem o mesmo nome que eu e achei isso incrível - não que seja muito difícil achar personagens chamadas Ana, mas vocês me entenderam. Outra coisa que me interessou bastante foi o fato de parte da estória se passar em Minas Gerais, o estado onde moro. 

Ana Carinha mora com a mãe em Belo Horizonte, faz faculdade de Direito na PUC e nunca conheceu seu pai biológico. Sua mãe só disse que o cara sumiu do mapa assim que descobriu a gravidez. Eis que em um dia qualquer, ela recebe uma mensagem no Facebook de um total desconhecido que dizia ser seu pai. Não essa loucura repentina, Ana ainda constata que o tal Andrej é o rei de um pequeno país pequenininho chamado Krósvia, localizado no sul da Europa. 

Em questão de dias Ana vê sua vida virar ao avesso: além de ser uma princesa, Ana descobre da pior forma do mundo que sua mãe mentiu para ela durante todos esses anos. Após resistir bastante, Ana decide viajar para a Krósvia a fim de conhecer melhor a parte da sua história que a pouco tempo nem ela mesma conhecia. Porém, o que ela não esperava é que seu pai a deixaria aos cuidados do seu enteado, Alexander, que fazia de tudo para irritá-la. 

Sempre ouvi dizer que saudade é uma palavra exclusiva da língua portuguesa. Quando dizemos que estamos com saudade, significa que sentimos uma falta tão imensa se alguém que a dor queima no peito. É como se a alma ficasse meio perdida sem a proximidade das pessoas de quem temos saudade.

Apesar de não ser muito fã de chick-lits, eu gostei bastante de "Simplesmente Ana". Às vezes é muito bom se render ao bom e velho clichê, sabem como é. A narração da Marina é tão gostosa que perdi a noção do tempo e quando o encontrei, já havia terminado o livro. Apesar da fluidez na escrita, achei o início do livro um tanto corrido, mas nada que estrague a leitura. 

Uma coisa que me irritou bastante - e me irrita ainda mais na vida real, para ser sincera - foi o fato da Ana não assumir sua paixonite pelo Alex até meados do final do livro. Além disso, achei uma atitude bastante infantil da mocinha chamar por apelidos pejorativos a namorada do Alexander. Ok, Laika é a vilã da estória, mas ainda acho que não justifica.

Também senti falta de mais interações entre pai e filha, mas isso é compreensível, já que Andrej tinha muitos negócios a tratar. O que me fez relevar esse fato é que há uma continuação: "De Repente, Ana". Espero que essa relação seja melhor abordada nesse segundo volume. Em contrapartida, uma coisa que não deixou a desejar de forma alguma e eu amei mesmo foi o desenrolar do romance entre Alex a Ana - mesmo com todo o "mimimi" da personagem principal. 

Tem gente que vive dizendo que não gosta de literatura nacional por não ser de qualidade. Mito. Para quem quer começar agora e fugir da monotonia dos clássicos - não me entendam mal, eu adoro os clássicos da nossa literatura brasileira, viu? -, "Simplesmente Ana" é a melhor pedida. Super engraçado e envolvente, Marina Carvalho conseguiu me prender de uma forma impressionante, da primeira a ultima página. 

Classificação final: 

4 comentários:

  1. Não vejo a hora do livro ser lançado na Bienal ^^
    Quero muito a continuação.
    Beijocas ^^

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    1. Nem eu viu!? Gostei de mais, não esperava mesmo que ia ser tão bom!

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  2. Oi Ana tudo bem, na bienal do Rio conheci a Marina ela é mega simpática e muito inteligente e aina uma dedicatória fofa, quero muito ler esse livro ele está na fila a um tempinho, amo literatura nacional e super apoio! Bela resenha!
    Bjkas Dani Casquet- Livros, a Janela da Imaginação

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    Respostas
    1. Oi Dani!

      Eu fiquei sabendo mesmo que ela é um amor de pessoa! Depois de ler o livro, fiquei super com vontade de conhecê-la também. Obrigada! E obrigada pela visita!

      Beijos!

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