18 de agosto de 2014

Música: Playlist de "As Vantagens de Ser Invisível"


Olá, leitores do Roendo Livros! A vida é feita de desafios, certo? E num desses desafios agradáveis, a resenhista Ana me pediu para escrever sobre a playlist do livro “As Vantagens de Ser Invisível”, e como eu adoro falar sobre música, aceitei esse desafio. Então sem mais delongas, bora conferir?


Numa calmaria profunda e fazendo jus aos arranjos, o quarteto The Smiths foi ao ponto exato em “Asleep”, a canção ápice do livro. A suavidade que a letra traz se submete numa despedida simples e direta. O refrão repetitivo, e que fixa na consciência num tom delicado é o auge de uma conversação intensa e de pura melancolia.

Já em “Vapour Trail”, da Ride, é uma canção que traz imagens abstratas e cores intensas, que são transmitidas na letra um amor direto, sem rodeios. Declarações combinadas com um arranjo bem feito e com uma desenvoltura surpreendente.

Mas está pregada na canção “Scarborough Fair”, dos guris Simon & Garfunkel a mesma calmaria numa supostamente carta dita à sua amada. Uma lembrança estranha, mas que envolve todo um amor que só a letra traduz. As vozes divididas em estrofes, e conjuntas num refrão, demonstram o quão à música é essencial num mero pedido estranho.


Com um vídeo clipe totalmente retrô, a letra “A Whiter Shade of Pale”, do grupo Procol Harum, vem de um romantismo pregado aos detalhes de um amor quase artificial, mas de um ritmo ingênuo e puro, onde o auge da canção se declara para o que viria ser apenas uma recordação. 

Mas veio de um quarteto formado em Liverpool, intitulado The Beatles, que o incentivo de sempre seguir surgiu na música “Dear Prudence”. Sorria, vá, abra os olhos, desabafe. Verbos conjugados e ditos numa forma gentil à querida Prudence. Linda canção!

Gostei da descrição que a Suzane Vega faz em “Gypsy”. Ela se curva aos detalhes de um ser charmoso e delicado, busca num significado o que tantos adjetivos querem dizer. É sutil do começo ao fim.


E o tempo, nas diferentes fases e de forma sentimental, retrata a composição de Nick Drake em “Time of no reply”. Sem muitas controvérsias, o tempo resumia à espera de algo imprevisível, o tom acústico de um violão ao fundo se sobrepõe em apenas respostas que, um dia, o tempo irá trazer.

Já um amor escondido nas entrelinhas está na composição “Nights In White Satin” (The Moody Blues). Um amor imaginário, suposições do que seria se algo fosse correspondido. Mas nada passa de uma melancolia abafada e sincera. Ilusões.

Algo me pareceu folk na canção “Daydream”, do Smashing Pumpkins. É incrível a melancolia que se sobrecarrega numa playlist, mas não que seja algo ruim. Não é ruim! É sincero. Há sinceridade nesta canção.


O jeito acústico, dando reverência aos acordes de um violão e um coro de vozes se formando está sendo consumida na música do Genesis, a “Dusk”. São frases distantes, talvez confusas, mas é uma canção boa de ouvir. E refletir.

Sempre gostei de U2. E quando eu vi que “MLK” estava na playlist, soltei um riso de lado. A canção aparenta ser uma reza, diretamente. Mas que traz uma bondade imensa de ter a certeza que os sonhos serão realizados. Basta acreditar!

O dedilhado no violão me atraiu de uma forma bem simples na música “Landslide” (Fleewood Mac). Em seguida um riff de guitarra sem explorar a delicadeza e as dúvidas que a letra demonstra. Apenas uma mera sutileza em si.


E olha o grupo The Beatles mais uma vez na playlist! Dessa vez é com a canção “Blackbird”, onde a liberdade é o maior presente que o ser pode ter na Terra. Ou no ar.

Os acordes pesados, a batida e a voz com uma entonação pra lá de forte idealiza a coragem que a letra “Broken Wings” (Mr Mister) diz em seus versos. Bela composição!

Já a canção “I'm Going Home”, da Ten Years After, é daquelas que te faz dançar sem parar. Um rock bom, sabe? Uma música curta, mas de extrema sonoridade!


O auge dessa playlist, além de contar com The Beatles, é o Pink Floyd. E “Another Brick In The Wall” está fixada em mostrar que você pode, sim, ultrapassar os seus limites. Que impor regras ditas pelos outros não é algo tão recíproco. Vá, e faça as tuas!

A dose de mais um rock está carimbada em “Smells Like Teen Spirit”, do Nirvana. Sabe aquela melancolia e sentimentalismo no início da playlist? Descarrega-se e se converte nessa composição. Vai do céu ao inferno. Liberta-te aos berros, (sim, berros!) num surto interno desmoronando o que te impede de viver: as dúvidas.

Eu amo música. E adorei escrever sobre essa playlist aqui no Roendo Livros. E espero que vocês, leitores, tenham gostado também! Até a próxima!

P.S.: Só para lembrar que a trilha sonora do livro é diferente da do filme. Se quiser ouvir a playlist da adaptação na íntegra, clique aqui.

2 comentários:

  1. Oláááá!
    nossa sou apaixonada por essa trilha sonora! mesmo amando Heroes, eu achei que ficou muuuito melhor, e mais iconico, que no filme!
    assim que ia lendo... corria pro pc ouvir as musicas... e fazia todo sentindo a musica para cada momento lido!
    Adorei o post!
    Um beeijo Lara.
    Blog Meus Mundos no Mundo | | Página Coração Furta-Cor

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  2. Oieee! Nossa não sabia que a playlist do livro era diferente da do filme. Gostei dessa e vou confessar que nunca vi uma assim tão explicadinha. Nos outros blog colocam tudo embolado. kkkkkkkk Ficou ótimo. Ah...eu amo The Smiths e essa é uma das minhas favoritas. A do Nick não conhecia,mas gostei bastante. Fico feliz que tenha curtido meu livro, faça a resenha sem pressa.
    Beijos!
    Monólogo de Julieta

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