17 de novembro de 2014

Resenha: A Menina Que Semeava

Título Original: Blue
Autor: Lou Aronica
Páginas: 416
Tradução: Maria Angela Amorim de Paschoal
Editora: Novo Conceito

Chris Astor é um homem de seus quarenta e poucos anos que está passando pelo mais difícil trecho de sua vida. Ele tem uma filha, Becky, de 14 anos, que já passou imensas dificuldades até chegar a se tornar uma moça vibrante e alegre, mas que parece que terá que enfrentar mais um grande problema em sua vida. Quando Becky era pequena e teve câncer, Chris e ela inventaram um conto de fadas, uma fantasia infantil que adquiriu vida e tornou-se um terrível, provavelmente fatal, problema. Agora, Chris, Becky e Miea (a jovem rainha da fantasia criada por pai e filha) terão que desvendar um segredo: o segredo de por que seus mundos de fantasia e realidade se juntaram neste momento. O segredo para o propósito disso tudo. O segredo para o futuro. É um segredo que, se descoberto, irá redefinir a mente de todos eles. A menina que semeava é um romance de esforço e esperança, invenção e redescoberta. Ele pode muito bem levá-lo a algum lugar que você nunca imaginou que existisse. Uma fantasia que trabalha assuntos densos como a separação dos pais, oncologia infantil, separação de filha e pai, adolescência. A menina que semeava não é um livro sobre adolescentes comuns. É sobre uma que se deparou prematuramente com a ameaça do fim e teve de tentar aprender a lidar com ele.

Quando a gente escolhe um livro às cegas, obviamente não sabemos o que esperar dele. A Menina Que Semeava, a começar pelo título, nos passa uma ideia totalmente diferente do que realmente está por vir. Esse é um dos motivos de eu preferir um milhão de vezes o título original à tradução. Bom, a leitura do livro não correu exatamente como eu esperava. 

Chris Astor é um homem tranquilo, ligeiramente solitário e tem toda sua vida girando ao redor de uma única pessoa, sua filha Becky. Apesar de ter apenas 14 anos, podemos dizer que a menina já passou por apertos que adultos não passaram, já que teve leucemia com apenas cinco anos de idade. Com ajuda do seu pai, que fez de tudo para ajudá-la a passar por esse momento, Becky conseguiu superar o câncer. Porém nem tudo são flores. Ao mesmo tempo que vencia um desafio, se viu frente a frente com outro: o divórcio dos seus pais. 

Uma das formas que Chris encontrou para amenizar o sofrimento da filha foi criar um mundo de fantasia. E foi assim que surgiu Tamarisk, um reino cheio de personagens incríveis e criaturas fantásticas. Pai e filha visitavam Tamarisk todos os dias e, juntos, viviam diversas aventuras e se esqueciam totalmente dos conflitos da vida real. 

Isso continuou por bastante tempo, até Becky perceber que já estava grande demais para o mundo de fantasia que havia criado com o seu pai. É claro que, aliado ao divórcio, isso fez os dois se distanciarem bastante. Porém, em um belo dia, Becky se encontra com a princesa Miea e percebe que Tamarisk não é uma invenção, que o reino realmente existe. 

A partir daí, Becky aprende a visitar Tamarisk e vai para lá sempre que pode. Só que, logo nas primeiras visitas, descobre que o seu tão adorado reino está infestado por uma praga que se alastra rapidamente e o pior, ninguém sabe como detê-la. Não bastasse isso, Becky não tem a mínima ideia de como contar para os seus pais que tudo é real. E mais: ela também não consegue entender o que são essas dores de cabeça fortíssimas que ela vem sentindo regularmente, muito menos os sangramentos nasais. Será que tudo vai começar de novo?

Não importava que muitas promessas não fossem realizadas. O que importava era que a esperança continuasse a existir.

A verdade é que, mesmo tendo uma premissa muito atraente, não gostei muito de A Menina Que Semeava. Apesar de tudo ser narrado detalhadamente, de Tamarisk ser descrito como o melhor lugar do mundo, não consegui me apegar ao lugar. Além do mais, a mãe da Becky conseguiu me irritar o livro inteiro, já que a "culpa" da menina ter se afastado do pai é totalmente dela. E o pior é que a mulher ainda tenta dificultar a relação dos dois, mesmo depois de tanto tempo, o que eu achei totalmente ridículo. 

Um dos pontos positivos do livro é o amor que ele consegue passar para nós. Chris se esforça tanto para reconquistar a filha, ama tanto a menina e luta tanto pelo amor dela, mesmo com as interferências da Polly, que é impossível não ficar comovido. Gostei também de alguns personagens de Tamarisk, mesmo achando os nomes meio estranhos. Gente, os nomes das criaturas são impossíveis de pronunciar e isso me irritou um pouco também. 

Por não termos conhecimento bastante sobre a obra, o começo da narrativa é bastante confuso e acaba atrapalhando um pouco no entendimento, já que o autor mistura o real e o imaginário. É claro que, em um determinado momento consegui superar isso, já que Aronica quer justamente isso, tornar os dois mundos reais o bastante para Becky. 

É claro que, apesar de todos os pontos negativos, o livro não deixou de passar a mensagem mais importante: nossa vida é realmente muito curta e temos que aproveitá-la ao máximo, mesmo que critiquem, mesmo que julguem. E devemos amar sem medidas, nos deixar ser amados e o principal, viver esse curto espaço de tempo junto com as pessoas que são importantes para nós. 

Classificação final: 

4 comentários:

  1. gosto de livros que passem mensagens, de que devemos aproveitar a vida. Fazem o leitor refletir na vida. ótima resenha

    http://criativare-leitura.blogspot.com.br/

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    1. Oi Thales!

      Espero que você possa ler esse um dia, que bom que gostou da resenha.

      Beijos!

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  2. Oi, Ana! Muito legal saber que o livro passa mensagens para os leitores, mas não sei... não fiquei tão interessado em ler essa história! Entretanto, adorei sua resenha! :)

    Abraço

    http://tonylucasblog.blogspot.com.br/

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  3. Li esse livro esse ano, depois de um bom tempo na prateleira. Fiquei meio confusa também no início, mas depois a leitura fluiu. Adorei a sua resenha.

    Bjim!
    LivreandoFacebook

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