13 de julho de 2015

Resenha: Primeiro e Único

Título Original: The One and Only
Autora: Emily Giffin
Páginas: 448
Tradução: Amanda Moura
Editora: Novo Conceito
Livro recebido em parceria com a editora.

Shea tem 33 anos e passou toda a sua vida em uma cidadezinha universitária que vive em função do futebol americano. Criada junto com sua melhor amiga, Lucy, filha do lendário treinador Clive Carr, Shea nunca teve coragem de deixar sua terra natal. Acabou cursando a universidade, onde conseguiu um emprego no departamento atlético e passa todos os dias junto do treinador e já está no mesmo cargo há mais de dez anos. Quando finalmente abre mão da segurança e decide trilhar um caminho desconhecido, Shea descobre novas verdades sobre pessoas e fatos e essa situação a obriga a confrontar seus desejos mais profundos, seus medos e segredos. A aclamada autora de Questões do Coração e Presentes da Vida criou uma história extraordinária sobre amor e lealdade e sobre uma heroína não convencional que luta para conciliá-los.

Todo mundo me falava que a Emily Giffin é uma autora incrível. Nunca havia lido nada dela, mas tinha muita curiosidade porque a maioria dos livros dela são muito bem conceituados. Porém, tive uma decepção tão grande com Primeiro e Único que provavelmente não lerei outro livro dela tão cedo.

Shea Rigsby tem 33 anos, é jornalista e vive em Walker, uma cidade universitária do Texas. Uma das principais atividades da cidade é o futebol americano, esporte para o qual Shea doa toda a sua vida. Shea, que foi criada junto com a sua melhor amiga Lucy, nunca teve coragem de abandonar sua tão amada cidade natal. Assim, optou por fazer faculdade lá mesmo. Trabalha nessa mesma universidade e passa grande parte do seu tempo com o incrível treinador Clive Carr, pai de Lucy. 

Logo nos primeiros, após a morte da mãe de Lucy, Shea se pergunta se realmente toda essa acomodação é o que ela quer para a sua vida. Após ser incentivada pelo treinador, a personagem resolve dar uma gás na sua vida: consegue um novo emprego em um jornal bem famoso da cidade. O que ela não sabia é que essas mudanças trariam a tona tantos segredos e desejos escondidos. 

— [...] A vida é engraçada.
— A vida é trágica.
— Pode ser que seja... Mas não podemos parar de viver.
(pág. 419)

Desde o início da leitura me senti muito incomodada por dois motivos: a fixação de Shea pelo treinador Clive, que chega a ser exagerada, e o fato de ela ser controlada por todos o tempo inteiro. A mulher simplesmente não tem vontade própria, sempre tem alguém dando um palpite na roupa, em seus relacionamentos, o jeito como arruma o cabelo e até mesmo a sua personalidade. É tão irritante que não parece de jeito nenhum que a personagem tem 33 anos. Se essa informação não fosse citada, acharia que ela tem no máximo 16. 

Porém, o que mais me incomodou foi o futebol americano em si, que acabou se tornando protagonista da história. A autora não fala um pouquinho sobre o esporte para incluí-lo na história, ela fala demais, mas muito mesmo. De tanta informação, tanto detalhe desnecessário, o livro acaba se tornando um "manual do futebol americano para leigos". Isso acabou fazendo a leitura ficar muito cansativa e chata, tanto que antes mesmo de chegar na página 100 pensei em abandonar o livro.

Só passei a tolerar um pouco mais o livro quando ela tomou a única atitude que veio dela mesma no livro todo, que envolve a sua vida amorosa. Não é uma surpresa, não é um choque, pois desde o início a narrativa nos leva nessa direção. Porém, adivinhem só, os diálogos sobre o futebol não sumiam de jeito nenhum. Provavelmente quem é fã da autora talvez gostaria mais da história (ou não, pelo o que eu vi por aí). 

Classificação final: 

6 comentários:

  1. Oi Ana, tenho lido resenhas desse livro e todos - quase nenhuma exceção - são bem desmotivadores.
    Acho que mesmo os fãs da autora têm achado o livro fraco e chato. Eu, definitivamente, não tenho qualquer vontade de ler.

    Beijos

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  2. Oi, Ana!

    Ainda não tinha lido a opinião de ninguém sobre esse livro. Eu só li um livro da autora (Questões do Coração) e na época eu gostei da leitura, aí ainda fico com aquela vontadezinha de ler algo da autora, mas nunca chegou a ser prioridade. Quando escolher algum outro livro dela pra ler, provavelmente pegarei outro. Que pena que sua primeira experiência com ela não foi motivadora. Também costumo ver muitas pessoas tecendo vários elogios a ela.
    Nossa, que preguiça. Esse excesso de descrição sobre o futebol americano provavelmente me irritaria também.

    Beijos, boas leituras.
    :)

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  3. Oi Ana, está difícil de continuar lendo esse livro, esses detalhes minuciosos sobre futebol americano estão me irritando e saber que isso não para só desanima mais ainda. Eu já tinha lido 3 livros dela antes e estava curiosa por esse, infelizmente está decepcionando. Dos que eu li o que mais gostei dela foi "Ame o que é seu" e apesar da história não ter nada demais ainda gosto muito dos personagens, por isso achei que esse ia continuar na vibe. Uma pena ser tão chato :(

    http://nerdicesdeumagarota.blogspot.com.br/

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  4. Oi, Ana!

    Nunca li nada da Emily Giffin, apesar de ter curiosidade, pois sempre leio comentários positivos sobre ela e seus romances. Porém, este livro não me interessou, especialmente depois de saber que a protagonista fica aquém às expectativas... Assim como você, eu também ficaria cansada. Uma pena que sua primeira experiência com algum livro da autora tenha sido decepcionante.
    Ótima resenha!

    Biejocas.
    http://artesaliteraria.blogspot.com.br

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  5. Oi Ana!
    Emily Giffin não é bem a minha praia, mas eu também sempre vi os livros da autora serem elogiados. Mas esse parece ser exceção à regra porque quase todas as opiniões que leio se assemelham a sua. O excesso de futebol americano, a falta de noção da protagonista...
    É uma pena quando a primeira experiência com um autor assim elogiado é uma decepção, né? Se acontece comigo, fico como você: sem vontade de ler de novo. E às vezes foi só azar de começar com o livro errado, né?
    Beijos,
    alemdacontracapa.blogspot.com

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  6. Nossa, que triste! Eu já li várias obras da autora e é até estranho que esse seja ruim! Que pena :(

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