27 de junho de 2016

Resenha: Na Estrada Jellicoe

Título Original: On The Jellicoe Road
Autora: Melina Marchetta
Páginas: 296
Tradução: Guilherme Miranda
Editora: Seguinte
Livro recebido em parceria com a editora.

A pequena cidade de Jellicoe, na Austrália, vive uma guerra territorial travada entre três grupos: os estudantes do internato, os adolescentes da cidade e os alunos de uma escola militar que acampa na região uma vez por ano. Taylor é líder de um dos dormitórios do internato e foi escolhida para representar seus colegas nessa disputa. Mas a garota não precisa apenas liderar negociações: ela vai ter que enfrentar seu passado misterioso e criar coragem para finalmente tentar compreender por que foi abandonada pela mãe na estrada Jellicoe quando era criança. Hannah, a única adulta em quem Taylor confia e que poderia ajudar, desaparece repentinamente e a pista sobre seu paradeiro é um manuscrito que narra a história de cinco crianças que viveram em Jellicoe dezoito anos atrás

Confesso que solicitei esse livro apenas por ser uma indicação da Diana, mas eu não tinha ideia do que esperar, já que não sou muito de ler sinopses e resenhas antes de ler a obra (justamente pelo quesito surpresa). Terminei Na Estrada Jellicoe há um tempo e a verdade é que eu não sei muito bem o que pensar dele. Sabe aquela sensação de dúvida se gostou ou não de determinada coisa? Pois então...

Primeiro preciso dizer que demorei séculos para concluir esta leitura e, provavelmente, um dos fatores principais foi a narrativa confusa da metade do livro para trás, no mínimo. Vocês já assistiram ao filme Efeito Borboleta? Não sei vocês, mas eu entendi vários nadas desse filme até chegar no final. E é justamente isso que é Na Estada Jellicoe: nada parece fazer sentido até que você chega no fim e descobre que há grande chances de esse ser o livro da sua vida.

Pois bem, a história se passa em Jellicoe e tem como protagonista a jovem Taylor. O plano de fundo é uma guerra territorial entre os estudantes da Escola Jellicoe, os Citadinos (que são os outros adolescentes que vivem na cidade) e os Cadetes, que vão à Jellicoe apenas uma vez por ano. Taylor é nada mais, nada menos que a líder dos alunos do internato e é ela quem media a disputa. Digamos que Taylor não tem um passado muito feliz, já que foi abandonada por sua mãe na estada Jellicoe quando ainda era muito nova e desde então Hannah, a única adulta em que realmente confia, toma conta dela. 

Acho que um dos principais fatores de eu ter achado esse livro tão confuso é porque a história é super fragmentada. Em primeiro lugar, a narrativa é intercalada entre a protagonista e um manuscrito de Hannah,  encontrado por Taylor, onde ela conta a história de cinco jovens que viveram na Escola Jellicoe há 20 anos. Depois, os tais manuscritos estão totalmente fora de ordem, o que contribuiu com o sentimento de confusão. Os motivos da guerra territorial também não são explicados no começo, então tem insistir mesmo na leitura para chegar à todas as respostas. 

Os personagens secundários são um ponto crucial na história. Tenho certeza que nada seria igual ao que é sem cada um deles. Sabe quando você se apega aos personagens sem nem entender o porquê? A última vez que eu senti isso foi com Harry Potter, gente! Cês sabem há quanto tempo eu li Harry Potter pela primeira vez? Uns 13 anos! 

Esse ano ainda não tinha lido um livro que merecesse entrar para a minha lista de favoritos. Em nome de Jesus Na Estada Jellicoe ganhou esse posto mais que merecidamente. Nada do que eu falar aqui nessa resenha vai conseguir expressar a grandiosidade dessa obra, muito menos o quanto eu gostei dela. Apenas leiam.

Classificação final: 

2 comentários:

  1. Que loucuraa!!Eu já tinha visto essa capa várias vezes mas não imaginava que teria uma estória tão incrível e complexa!Amo esses tipos de narrativas,que quando você termina ainda fica refletindo sobre o final e percebe que foi realmente o melhor livro que já leu kkk é maravilhoso.Fiquei super curiosa para ler,vou adicionar agora a minha lista.Ótima resenha,bjss!

    ResponderExcluir
  2. Aninha!

    Você comparou a leitura deste livro com o filme "Efeito Borboleta", que do qual eu já assisti (há muitos anos). Não li ainda este livro e não sei se esse tipo de gênero me agradaria, mas ficar com a pulguinha atrás da orelha é relativamente curioso para encarar um suspense. Enfim!

    Gostei da resenha. E da sua sinceridade nela!

    Beijos!

    ResponderExcluir

 
Layout feito por Vinícios Costa | Todos os direitos reservados ©