12 de novembro de 2016

Resenha: O Feiticeiro de Terramar

Há quem diga que o feiticeiro mais poderoso de todos os tempos é um homem chamado Gavião. Este livro narra as aventuras de Ged, o menino que um dia se tornará essa lenda. Ainda pequeno, o pastor órfão de mãe descobriu seus poderes e foi para uma escola de magos. Porém, deslumbrado com tudo o que a magia podia lhe proporcionar, Ged foi logo dominado pelo orgulho e a impaciência e, sem querer, libertou um grande mal, um monstro assustador que o levou a uma cruzada mortal pelos mares solitários. Publicado originalmente em 1968, O Feiticeiro de Terramar se tornou um clássico da literatura de fantasia. Ged é um predecessor em magia e rebeldia de Harry Potter. E Ursula K. Le Guin é uma referência para escritores do gênero como Patrick Rothfuss, Joe Abercrombie e Neil Gaiman.

Título Original: A Wizard of Earthsea
Autora: Ursula K. Le Guin
Páginas: 176
Tradução: Ana Resende
Editora: Arqueiro
Livro recebido em parceria com a editora 

Ursula K. Le Guin é, provavelmente, uma das grandes percursoras do gênero fantasia. O Feiticeiro de Terramar, bem como os outros quatro volumes pertencentes ao Ciclo Terramar são muito bem conhecidos ao redor do mundo desde 1968, quando o primeiro livro foi publicado. Ursula não é apenas uma escritora de sucesso, ela é uma referência para muito dos nossos escritores contemporâneos. 

Neste primeiro livro da série, conhecemos o jovem Ged — conhecido antes como Duny e chamado de Gavião pelos amigos —, que ficou órfão de mãe muito cedo e foi criado pelo pai. Isso conferiu ao garoto características um pouco peculiares, já que não recebia muito carinho e amor. Ged nasceu mago e sempre mostrou poderes de aptidões para magia, e começou a receber ensinamentos mágicos desde cedo por sua tia. Com esse seu dom, Ged ajudou sua ilha a enfrentar o terrível exército de Korg, o que atraiu a atenção de Ogion, o Mago. A partir daí, Ged termina sua iniciação na magia e enfrenta muitos desafios.

Apesar de Ged ter o coração bom, a medida que vai ganhando poder, começa a ser dominado pela arrogância, vaidade e orgulho, além de sentir muito inveja do seu rival, Jaspe. Cego, acaba executando um feitiço proibido durante uma competição, que faz com que uma Sombra o persiga por boa parte da sua vida. Essa Sombra tem como objetivo devorar o seu invocador e, com certeza, acabar com ela é o maior desafio de Ged. 

Aquele que abre mão do próprio poder, algumas vezes, se enche de um poder maior ainda.

Durante a leitura, é impossível não lembrar de outros grandes sucessos como Harry Potter, que vai descobrindo seus poderes a medida que vai crescendo na trama, e até mesmo O Senhor dos Anéis, já que em O Feiticeiro de Terramar também é possível observar muita magia, criaturas místicas, uma jornada a seguir e, é claro, um inimigo muito sombrio. Só que diferente de outros livros do gênero, que os personagens principais possuem várias pessoas os perseguindo, o maior inimigo de Ged é o seu próprio orgulho. O detalhe é que nós já começamos a ler sabendo que Ged se tornará o maior feiticeiro de Terramar, só nos resta saber como isso vai acontecer, quais foram os seus feitos para alcançar esse título. 

O livro é bem curto, então possui grandes saltos na história, ou seja, os anos passam muito rapidamente no decorrer dos capítulos, mas nada que torne a trama corrida demais. A escrita de Le Guin, apesar de ser bastante detalhada, não é cansativa — mesmo não tendo muitos diálogos — e complicada de entender. A única coisa que me incomodou um bocado foi o tamanho extenso demais dos capítulos. Acho que nenhum leitor é muito fã de capítulos compridos demais, né...

Já tinha ouvido falar das obras de Le Guin, mas nunca havia lido nada. O fato é que me surpreendi bastante. Me encantei com sua escrita —  que não tem nada de complicada, diferente dos outros clássicos que conheço —, com seus personagens e com a forma que direcionou a história. O Feiticeiro de Terramar, sem sombra de dúvidas, é leitura obrigatória para todos os fãs de uma boa e velha fantasia. 

Classificação final: 

6 comentários:

  1. Oi, Ninha,

    Realmente, só pelo enredo dá pra perceber que a história é um pouco parecida com HP e Senhor dos Anéis. Imagino que essa semelhança esteja nos detalhes também. Mas que bom que bom que acabou gostando no final.

    Beijo

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    1. Pelo menos a Ursula não chega a ser tão detalhista quanto o Tolkien... rs
      <3

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  2. Estou doida pra ler esse livro, curto muito o gênero fantasia, parece ser bem emocionante e cada resenha que leio dele me deixa ainda mais ansiosa em conferi essa história.

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  3. Oi Ana Clara

    Nossa, esse negócio de capítulo grande é uma coisa que irrita todo mundo mesmo, também sou dessas. Mas que bom que eles não foram suficientes para te fazer desistir da leitura.

    Beijão, Bárbara.

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  4. Oi Ana! Não leio muito fantasia, então não sei se gostaria desse livro, mesmo ele lembrando Harry Potter e Tolkien. Apesar disso, tenho vontade de ter leituras mais diversas, e fugir um pouco da minha zona de conforto. O fato de ele ser um livro curto pode ajudar, e ser uma boa ideia incluir ele na lista. :*

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  5. OOi! Os livros que mais curto são de fantasia, tudo que envolva magos, bruxas , anjos ou deuses é comigo mesma, eu fiquei bastante interessada nesse livro parece ser uma leitura fácil, e uma ótima ficção , obrigada!!

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