4 de março de 2017

Resenha: Darkmouth

Elas estão chegando! As Lendas (ou melhor, monstros aterrorizantes que se alimentam de humanos) invadiram a cidade de “Darkmouth”. Elas querem dominar o mundo. Mas não entre em pânico! Finn, o último dos Caçadores de Lendas, vai nos proteger. Finn tem doze anos, adora animais, não leva muito jeito para lutar; mas é muito, muito esforçado. E todos nós sabemos que ser esforçado é a melhor arma contra um Minotauro faminto, né? Hum... Pensando bem, pode entrar em pânico. Entre em pânico agora! Corra!

Título Original: Darkmouth
Autor: Shane Hegarty
Páginas: 336
Tradução: Bárbara Menezes de Azevedo Belamoglie
Editora: #irado 
Livro recebido em parceria com a editora

Darkmouth é a última das Vilas Flageladas que deverá ser defendida com unhas, dentes e dissecadores. Para isso, Finn deverá proteger sua cidade com suas habilidades de Caçador de Lendas a fim de manter a paz na vila e obter seu nome de carreira. Enevoando situações de conflito com uma narrativa inebriante, Shane consegue dar um novo aspecto à saga do herói.

Na verdade, não são monstros, não mesmo. Eles podem parecer monstruosos. Os moradores locais podem se referir a eles como monstros. Mas, nas palavras certas, eles são Lendas. Mitos. Fábulas. 

As Lendas viveram em paz com os humanos por muito tempo, até que todas as Vilas Flageladas foram destruídas em uma extensa guerra. A última delas, Darkmouth, ainda é ocasionalmente atacadas por sua ganância. Cabe à família de Finn defender a cidade, assim, cada um de seus antepassados resguardou a cidade a seu tempo e a vez chega do garoto franzino de 12 anos. Entretanto, Finn prefere cuidar dos animais e sonha em ser veterinário. O desenrolar do protagonista ao tentar conciliar sua aversão pelo ofício e a manutenção da atividade secular de sua família é uma trama renovada do gênero com elementos que me recordaram o cavalheirismo medieval. 

Dada a hereditariedade das caçadas às Lendas, Finn é treinado diariamente por seu pai para executar golpes e lutas com perfeição. Isto, obviamente, torna seu dia a dia diferente, mas a visualização em terceira pessoa me fez sentir como um membro de sua sala de treinamento, do Longo Corredor onde ficam as antiguidades e retratos de Caçadores de sua família e da cidade em seu âmbito mais sombrio. 

A importância das Lendas nesse contexto também merece destaque. Ao se encaixarem em momentos de calmaria dando sustos no leitor ou aparecendo nos momentos de estudos ou diálogos, as Lendas também tornam-se personagens de participações curtas e alvoroçadas. A narrativa realça cada um de seus detalhes juntamente com as ilustrações, tornando a imaginação mais fácil para o público-alvo do livro. 

Aliás, a diagramação está impecável desde a capa. O título é texturizado na capa, as orelhas são ilustradas, bem como os inícios de capítulos, as lendas, os mapas e as armas. O traço é lindo e todos os desenhos são do mesmo artista conceituado, James de la Rue. Além disso, existem algumas páginas do Guia Conciso do Mundo dos Caçadores de Lendas.


Apesar de reservar muitos elogios ao livro, confesso que não superou minhas expectativas. Apesar de ser um livro infanto-juvenil, não acredito que isso justifique tamanhas lacunas incoesas e diálogos birrentos, bem como personagens inapropriadamente infantis, como o pai de Finn. Também acredito que a narrativa em primeira pessoa casaria melhor com o propósito do livro. 

Mesmo com suas imperfeições, Darkmouth merece ser lido. Não é o novo Percy Jackson, mas possui alguns diálogos engraçados, cenas de combate bem descritas, uma diagramação impecável e uma fluidez incrível na ligação dos acontecimentos. Embora seja adepta de uma mitologia ao pé da letra, gostei como Shane Hegarty trouxe sua história de uma forma bem contada sobre monstros que invadem nosso mundo e um anti-herói. 

10 comentários:

  1. Que pena que tem momento birrentos, pois tem muitos livros infanto juvenis que são maravilhosos. Mas acho que leria assim mesmo, pois parece ter muita aventura e ação. Fiquei com pena de Finn pois quer ser alguém diferente do que o pai e a cidade espera dele isso é um dilema difícil para ele.

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  2. Mylane!
    Não conhecia o autor nem os livros ele e achei bem criativo todo o mundo de fantasia que ele criou, caçadores de Lendas, monstros querendo dominar o mundo e comendo os humanos, a família Finn que são caçadores, achei apenas que é muita responsabilidade para um garotinha de 12 anos...
    Bom final de semana!!
    “Se sabemos exatamente o que vamos fazer, para quê fazê-lo?” (Pablo Picasso)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
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  3. Oi Mylane, tudo bem?
    Eu já tinha ouvido falar desse livro e fiquei me perguntando se o protagonista não seria novo demais para tanta responsabilidade. Mas no fim das contas acredito que até seja necessário para atingir o objetivo da história. Confesso que o livro não é daqueles que só de ler a sinopse percebemos que vai ser de tirar o fôlego, mas parece ser interessante.
    Beijos
    [SORTEIO]Baile Literário
    Quanto Mais Livros Melhor

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  4. Acho que já tinha visto esse livro meio que por cima, gostei bastante da história dele, o tema me chamou muita a atenção, ainda mais por uma criança ser responsável de "salvar o mundo". Se tiver a oportunidade, lerei, com certeza!

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  5. Gostei da história do livro, gosto de livros de batalhas no estilo Percy Jackson, porém, no momento estou mais na vibe de romances, mas coloquei na minha listinha já, quem sabe eu leio daqui um tempinho.
    Beijos!

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  6. Oi Mylane,
    Não conhecia este livro e confesso, que não tenho muita experiência com livros infanto-juvenis. Gostei da proposta do livro, pois combina aventura (regadas de batalhas) com dramas e preocupações de um personagem jovem, onde muitos leitores poderão se identificar. Com relação a narrativa os diálogos vagos ou mesmo infantis demais podem ser uma "ofensa" aos leitores, pois a cada nova geração, as crianças e os adolescentes, estão mais espertos e querem ser estimulados e, até mesmo, desafiados. Então se um autor propõe um livro para esta faixa etária tem que saber a melhor forma de criar uma história para que possa prender os leitores!!

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  7. Ultimamente estou lendo pouquíssimos livros infanto-juvenil e infelizmente este livro não me deixou interessada, enquanto ia lendo sua resenha fui me lembrando de diversos outros livros, o que me passou a sensação de que esse livro só trás mais do mesmo.
    Obrigada pela resenha.

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  8. Oi Mylane
    Que fotos lindas, guria ♥
    Esse tipo de leitura não me agrada, e perdeu ainda mais pontos assim que soube sobre os diálogos birrentos e personagens infantis
    Infantojuvenil tudo bem, eu gosto, mas não precisa subestimar a inteligência dos jovens.

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  9. Adoro livro que possui ilustração, mapa ou guia sobre o tema do livro. Me atrai bastante, porque me leva ainda mais pra dentro da história. Darkouth possui capa maravilhosa. E sobre a historia gostei de tudo quando estava lendo a resenha. Ao chega no fim, no contou alguns ponto negativos. Uma pena que existe diálogos birretos, mas super compressa quando existe detalhes de conflito bem descritas. Por são algo importante a ser ditos com riqueza de detalhes

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  10. Oi, Mylane!!
    Adorei a história do livro parece ser bem legal!! Mesmo sendo um livro voltado para o público infanto-juvenil a história e cativante!!
    Beijoss

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