14 de novembro de 2017

Resenha: Um Pai de Cinema

O jovem Jacques é o professor de um pequeno povoado. Seu pai, um jovem forasteiro francês, que abandonou o filho e a esposa. Um dia, ao visitar a cidade vizinha para ir à primeira vez a um bordel, Jacques tem uma grande surpresa, e a explicação de tudo pode estar muito perto dele. Uma história comovente e cheia de magia que
... vai transportá-lo a uma aldeia mágica.
... vai lhe contar uma história íntima.
... vai comovê-lo com seus personagens.
... vai envolvê-lo com seu cálido aroma.
... vai fazê-lo sonhar.
... vai enchê-lo de ternura.
... vai despertar em você inúmeras sensações.
... vai fazê-lo acreditar no impossível.
... vai fazê-lo reconciliar-se com o mundo.
... vai lhe arrancar uma lágrima.
... vai lhe roubar um sorriso.
... vai torná-lo um pouquinho mais feliz.

Título Original: Un Padre de Película
Autor: Antonio Skármeta
Páginas: 112
Tradução: Luís Carlos Cabral
Editora: Record
Livro recebido em parceria com a editora

O que me convenceu a ler Um Pai de Cinema foi o fato de ele ser a inspiração para O Filme da Minha Vida, dirigido pelo incrível Selton Mello. Não lembro exatamente quando, mas o diretor esteve no programa Altas Horas falando um pouco sobre o longa e eu fiquei morrendo de vontade de ver. Quando eu descobri sobre o livro, então... O mais legal de tudo é que foi o próprio Antonio Skármeta que recomentou que Selton adaptasse a obra para as telonas!

Nesse livro, conhecemos o personagem Jacques, um jovem professor que acaba de voltar para casa após completar os estudos. Porém, assim que desembarca em Contulmo (Chile), descobre que seu pai resolveu voltar à terra Natal, que é nada menos que Paris. Então, basicamente, Um Pai de Cinema conta a história de um jovem que é abandonado pela figura paterna e como isso se reflete em sua vida e sua família. Atrelado a isso, temas como sexualidade, primeiro amor e amizade são retratados de forma muito bonita.

A escrita de Antonio Skármeta é leve e fluida, o que dá um tom que beira ao mágico para a história. A intensão do autor, na minha opinião, não era contar uma história repleta de acontecimentos marcantes e reviravoltas, e sim algo mais simples e suave. Apesar disso, eu não achei, em momento nenhum, que os fatos contados por Jacques eram rasos. Acho que foi justamente isso que fez com o que o livro ganhasse o meu coração.

O texto é repleto de referências musicais e cinematográficas — confesso que a maioria desconhecidas por mim —, o que dá um tom bem especial para a narrativa. Todas essas características contribuem para a construção da história. Antonio Skármeta conseguiu criar uma atmosfera de saudade e descrever a angústia do protagonista pelo abandono sem explicação, isso em pouco mais de cem páginas. 

Um Pai de Cinema não é só uma história sobre paternidade. Acredito que converse mais sobre honra e escolhas, acima de tudo. Cada pequeno detalhe criado por Skármeta é de uma sensibilidade incrível nessa obra, mas o final é realmente digno de uma tela de cinema: vai te querer fazer voltar tudo do começo, só para ter o gosto de ver tudo se encaixando como as peças de um quebra cabeças...

8 comentários:

  1. Que sinopse linda!
    Nossa, gostei de saber que tem o filme (ainda mais com Selton).
    Parece uma história muito bonita, significativa. Gosto de quando tem essas referências.
    E é um livro tão curtinho, perfeito para algumas horas de relaxamento da alma.

    Gostei de conhecer um pouquinho sobre ele.

    Beijos

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  2. Oi Ana.
    Eu não sabia que ja tinha um filme e fiquei bem curiosa para assistir.
    Essa é a primeira vez que vejo falar do livro, no entanto, ja estou encantada com essa premissa, fico feliz que o autor aborda o tema de maneira suave, e que a leitura não se torna chata em momento algum, enfim, não vejo a hora de ler.
    Bjs.

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  3. É, confesso que esse não sei se leria. Gostei desses dilemas, do pai que foi embora pra terra natal e abandonou o filho assim. Iria querer entender melhor isso. E pelos outros temas, sexualidade, amizades e etc pode acabar sendo legal. Tem um trom bem realista ali, de mostrar coisas que podem acontecer, bem com cara de verdade e tal. Mas não me chamou muita atenção. Não sei se leria fácil mesmo =/

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  4. Ana!
    O livro parece bem interessante, primeiro pelo próprio enredo que gera em torno do abandono e como isso irá se refletir na vida do protagosnista e depois, pelas referências musicais e cinematográficas.
    Já assistiu o filme?
    Gostaria de ler e assistir.
    “A arte de ser sábio é a arte de saber o que ignorar.” (William James)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA novembro 3 livros, 3 ganhadores, participem!

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  5. Oi Ana!
    Já ouvi falar do filme, mas não sabia que era adaptação de um livro. De primeira esse seria um livro que eu não pegaria para ler, e confesso que ainda fico com o pé atrás, mas como foi dito que o autor tratou de forma suave dos temas, e usou referências musicais e cinematográficas, eu gostei, o livro se torna poético!
    Começarei com o filme, se assistir e gostar, possivelmente irei querer ler o livro também!
    Beijos

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  6. Não conhecia o livro, parece ser uma historia gostosa e delicada de se ler, o tema abordado acontece e muito na realidade infelizmente, deve mexer muito com a cabeça do personagem esse abandono, deve deixar o leitor refletindo sobre suas escolhas e atitudes.

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  7. Parece ser um livro bem diferente.
    Não sei se leria. Estou em um momento que leio livros mais do meu gosto literário mesmo.
    Porém é sempre bom explorar novas coisas.

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  8. Como não conhecia o livro, estou aqui encantada com tudo que li acima. Amo o trabalho do Selton, como ator, diretor e claro, como pessoa.
    E sem sombra de dúvidas, a história deve ser muito boa!
    Tentarei ler se tiver oportunidade.
    Beijo

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