18 de março de 2018

Resenha: A Mulher na Janela

Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e... espionando os vizinhos. Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir. Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo? E quem está no controle? Neste thriller diabolicamente viciante, ninguém – e nada – é o que parece. "A Mulher Na Janela" é um suspense psicológico engenhoso e comovente que remete ao melhor de Hitchcock.

Título Original: The Woman in the Window
Autor: A. J. Finn
Páginas: 352
Tradução: Marcelo Mendes
Editora: Arqueiro 
Livro recebido em parceria com a editora 

A Mulher na Janela traz uma premissa que, por si só, não possui nada de muito original: uma mulher solitária espionando os vizinhos e que acaba ficando obcecada por uma família que, aos seus olhos, parece perfeita. Na verdade,é quase impossível não fazer comparações com A Garota no Trem, pois não só a premissa é parecida, como o título do livro. Porém, o diferencial de A Mulher na Janela está em seu desenvolvimento e no quanto essa história vai se tornando sombria e complexa.

Anna é psicóloga e está sofrente de Transtorno do Estresse Pós-Traumático e Agorafobia — medo de lugares e situações que possam causar pânico, impotência ou constrangimento. Basta essa informação para sabermos que esse livro está recheado de temas que pertencem ao campo da psicologia e psiquiatria. O que, obviamente, eu amei. É um pouco difícil fazer um breve resumo de A Mulher na Janela sem soltar algum spoiler, então pularei essa parte.

As primeiras cem páginas do livro são as mais cansativas. O autor leva muito tempo para contextualizar a história, situar o leitor e apresentar os personagens. Porém, apesar de ser um pouco entediante, isso ajuda o leitor a entrar no mundo solitário de Anna. São nessas cem primeiras páginas que desenvolvemos empatia pela protagonista.

Da página 100 em diante, o livro assume um ritmo alucinante, com acontecimentos rápidos, reviravoltas inesperadas, muita tensão e mistério. Por se tratar de uma narradora não confiável, Anna faz com que o leitor queria muito acreditar nela, mas, ao mesmo tempo, questione a veracidade de tudo o que ela vê — ou acha que vê.

Os segredos que Anna possui também intrigam o leitor. Ao longo de todo o livro, sentimos que tem alguma coisa errada, que algo não está fazendo sentindo e essa "pulga atrás da orelha" nos persegue até as últimas páginas e, quando tudo é revelado, o leitor só consegue pensar "como eu não vi isso antes?"

A Mulher na Janela é um livro muito bem escrito, com um desenvolvimento conciso, personagens cativantes, um mistério realmente intrigante e uma complexidade magnifica. Definitivamente, o autor conseguiu transformar uma premissa já bastante conhecida em um livro completamente inédito. A edição do livro está linda. A capa é simples, com textura emborrachada e relevos e diagramação está ótima. 

14 comentários:

  1. Isso me lembra um ditado popular: "a grama ro vizinho sempre é mais verde."
    Eu não sou fã de livros com esse gênero, confesso que me assustam ao mesmo tempo que as histórias não me chamam atenção.
    Mas a capa realmente é lindíssima, e acho bastante original.

    Beijos

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  2. Quando este livro foi lançado eu também notei todas as semelhanças citadas, capa, título e até a sinopse remetiam a Garota no Trem(que eu não curti tanto assim).
    Mas daí começaram as resenhas e a gente percebe que este livro é mais denso e obscuro que a Garota.
    Que traz mais segredos a serem revelados e há muito o que ser exposto.
    Já está na lista de desejados e eu espero poder conferir ele o quanto antes!!
    Beijo

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  3. Oi, Priscilla.

    Um livro que mistura delírio (vamos dizer assim) e realidade, costuma prender o leitor até a última página. E esse parece ser o caso desse livro. 😍

    Após ter, supostamente presenciado algo terrível, fica difícil, eu diria até para a Anna, acreditar em suas próprias nuances. E traz questionamentos sobre sua mentalidade, então fica difícil distinguir tudo.

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  4. Oi Priscilla,
    Thrillers sempre são uma aposta alta para mim, pois amo o gênero e são histórias que me cativam do começo ao fim. A premissa de A mulher na janela, por mais que eu tenha achado sim parecida com a de A garota no trem, me apresenta elementos tando diferentes quanto do cotidiano de uma pessoa com problemas na vida pessoal, esses sérios e que, com certeza são fundamentais para a contrução dessa história. A parte psicológica do livro faz com que a narrativa não seja totalmente confiável o que faz, também, com que a história envolva mais o leitor na trama, pois há muitas teorias e mistérios a serem descobertos. Se eu já estava curiosa sobre o desenrolar dessa aposta da Arqueiro sua resenha só reforçou isso.

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  5. Nossa, mas só o começo do que disse me lembrou demais de A garota no trem mesmo xD Achei até interessante ter esse ritmo na história, das primeiras páginas mais cansativas e depois o ritmo rápido. Sei lá, fica bom ter uma base e depois só aquele desespero bom pra ler e ver o que vai acontecer. Gosto disso. Pela premissa da trama e o jeito da história é bem meu tipo de livro, gostei dele.

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  6. Adorando ler diferentes opiniões sobre esse livro, cada vez mais me interesso pelo enredo, parece mto bacana tbm.
    Bjs!

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  7. Nossa estou louca para ler esse livro, me lembrou muito a garota do trem, aquele história viciante e que você não sabe se acredita na personagem ou não.

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  8. Priscila!
    Amo thrillers psicológicos também, são instigantes e nos colocam para pensar.
    Bom ver que o autor resgatou um pouco do suspense tenebroso dos livros dos anos 50, deve ser muito boa a leitura e a protagonista enfrentar seus traumas do passado, deixando a dúvida se é ou não real o que vê, porque é alcoolatra, deve trazer grande suspense.
    Semaninha de luz e paz!!
    “Quando choramos abraçados e caminhamos lado a lado. Por favor amor me acredite, não há palavras para explicar o que eu sinto...” (Renato Russo)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA MARÇO: 3 livros + vários kits, 5 ganhadores, participem!
    BLOG ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM!

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  9. Quero ler esse livro, adoro esses mistérios que envolvem o que aconteceu e ficamos sem saber se pode ou não confiar na personagem deixa a leitura instigante, é de se admirar que a autora consegue fazer algum diferencial em uma trama assim, pena o começo ser cansativo, mas o melhor é que depois fica eletrizante.

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  10. Oi Priscilla!
    Gosto da premissa do livro e do tema em si, esse thriller que mexe muito com o psicológico me anima muito pra ler. Amei a capa, e com essa resenha super positiva imagino que a história não irá me decepcionar. Apesar de ser cansativo, a criação de empatia pela personagem é fundamental mesmo para o livro.
    Gostei bastante e é possível que entre pra minha lista de desejados.
    Bjs

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  11. Oi, Priscilla!
    Nossa adorei a premissa do livro!! Parece uma ótima história para um filme, fiquei bem curiosa para fazer essa leitura desse thriller psicológico!!
    Bjos

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  12. Eu adorei a preguiça do livro mas eu não tinha ficado tão interessado em ver ele mas a partir do momento que Eu vi sua sinopse minhas opiniões mudaram eu quero muito saber o que foi que essa mulher viu na casa dos outros porque realmente eu sou muito curiosa

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  13. Oi!
    Não gosto muito de thriller, e muito dificil um livro desse gênero me conquistar e esse ainda não teve aquele algo mais para mim, a historia mesmo devagar no começo para ser bem misteriosa e deixar o leitor bem curioso e para que gosta parece ser um otimo livro !!

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  14. Oi Priscilla.
    Quando li a sinopse, também achei a premissa um tanto que parecida com A Garota no Trem. Eu gosto que o livro tem seu ritmo próprio de desenvolvimento e o fato de que a narradora não é muito confiável torna tudo ainda mais intrigante, eu adoro essa capa, que apesar de ser bem simples é bonita, enfim, pretendo ler com certeza.
    Bjs.

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