29 de novembro de 2018

Resenha: Amor nas Highlands

Graeme, Visconde de Maxton e líder de um clã nas Highlands, possui mais inimigos do que amigos, incluindo seu vizinho, o temido Duque de Lattimer. Apesar disso, Graeme só pensa no bem-estar de seu povo e não procura confusão com os outros clãs. Mas quando seus estúpidos irmãos mais jovens sequestram Lady Marjorie, a irmã do duque, todos os planos de Graeme vão por água abaixo…
Marjorie Forrester é, por consequência, uma inimiga de seu clã, e capturá-la deixa Graeme no meio de um impasse: se entregá-la ao chefe do clã Maxwell, a jovem pode ser morta; se a deixar ir embora, seus irmãos poderão ser condenados. E se entregá-la ao Duque de Lattimer, Graeme é quem acabará morto.
O que o highlander deve fazer, além de manter a garota por perto até pensar no próximo passo? E como conter a atração inesperada que está surgindo entre eles?
Em Amor Nas Highlands, da autora best-seller do The New York Times Suzanne Enoch, você descobrirá o que o amor e a guerra têm em comum, e como a paixão pode surgir das formas mais improváveis.

Título Original: My One True Highlander
Autora: Suzanne Enoch
Páginas: 256
Tradução: A. C. Reis
Editora: Gutenberg
Livro recebido em parceria com a editora
Compre aqui

Quem me conhece nessa longa jornada como blogueira literária sabe que não tenho muita afinidade com romances de época, simplesmente porque eu detesto o modo como as histórias se encaminham. Para mim, o gênero tem tudo de errado que um romance pode ter. Falando de Amor nas Highlands, por exemplo, a protagonista é sequestrada e acaba se apaixonando pelo homem que a mantém em cativeiro. Na realidade, vários romances de época que li seguem uma linha de raciocínio parecida e a romantização dessas coisas me incomoda bastante. 

Amor nas Highlands é o segundo volume da série Highlands — não atrapalha o entendimento da história, pois cada livro é narrado por protagonistas diferentes — e conta a história de Marjorie Lattimer, uma Lady que só chegou a esse posto porque seu irmão, Gabriel, "ganhou" o título de Duque após a morte de um parente que eles nem conheciam. Muito tempo depois de receberem a herança, Marjorie não havia obtido nenhum sucesso na alta sociedade Londrina. Quando Gabriel enviou para ela uma carta dizendo que ia se casar em breve, a moça faz suas malas mais e parte para a Escócia, a fim de fazer uma surpresa para o irmão.

Porém, assim que Lady Marj coloca os pés em terrenos escoceses, é sequestrada pelos irmãos mais novos de Graeme, Visconde de Maxton. Brendan, um jovem de 16 anos, achou que essa seria a maneira mais fácil de conquistar a confiança de Dunncraigh, chefe do clã do qual os Maxton pertencem e inimigo número um do Duque de Lattimer. Graeme, que está com uma bomba nas mãos, só consegue imaginar dois caminhos para se livrar dela: ou suborna Marj para que ela se mantenha calada ou se casa com ela — e aproveita para quitar as milhares de dívidas que tem.

Apesar da escrita de Suzanne Enoch ser interessante, demora muito para que alguma coisa realmente impactante aconteça de fato, fora o sequestro, o que deixa a leitura um pouco cansativa. Por exemplo, é só depois da página 120 mais ou menos que Graeme e Marj finalmente aceitem quem têm uma ligação sexual gigantesca, assim como na maioria dos romances de época. Assim, está tudo bem se sentir atraído sexualmente por uma pessoa, tudo bem mesmo, o que me deixa bolada é esse falso decoro dos personagens, sabe? Outra coisa, como assim a criatura está acorrentada em um quarto e a primeira coisa que ela pensa quando vê o Visconde é na musculatura definida dele? Por favor, né...

Sobre os personagens, o que mais chama atenção é Connel, o irmãozinho de 8 anos de Graeme. Ele tem o coração enorme e realmente rouba a cena de tão fofo e engraçado. Marj, apesar de tudo, é uma protagonista muito afrontosa e inteligente, o que me agradou bastante. Outra coisa que eu gostei muito foi o fato de Graeme ter cuidado dos irmãos desde que tinha 20 anos, então, em partes, eles são uma família diferente, sem muitos costumes que eram obrigações naquela época. Ele é muito gentil e prestativo.

Enquanto lia o livro, ao pensar no romance desenvolvido a partir de um sequestro, logo imaginei que a protagonista fosse portadora da Síndrome de Estocolmo, mas não sei se é realmente isso. Primeiro porque Marj não fica presa por muito tempo e segundo porque a atração acontece logo de cara. É por isso que eu falo que romances de época são super errados, porque colocam os personagens em situações erradas demais para nascer um amor, sabe? Poxa, qual a dificuldade de se conhecerem em uma feira tradicional da cidade (risos)?

O final é bastante corrido, como se Enoch tivesse escolhido o caminho mais fácil para acabar com a situação que impedia o casal de ficar junto. Eu esperava um pouquinho mais de ação, sinceramente. Apesar de tudo, não é uma história péssima. Acho que nesse tipo de leitura, temos que ter em mente que algumas situações não são românticas e adequadas, como citei anteriormente, mas estaria mentindo se dissesse que o livro não foi nem um pouco agradável. 

14 comentários:

  1. Ana!
    Amo histórias dos Highlander e até tenho o primeiro livro aqui, mas ainda não tive oportunidade de ler.
    Bom ver que nesse exemplar , além do romance, nos sentimos mesmo vivenciando a experiência de 'conhecer' um highlander e todos o drama e trama amorosa pela qual passe.
    Pena o final ter sido tão corrido.
    Já quero.
    “Felizes são os que ajudam os pobres, pois o Senhor Deus os ajudará quando estiverem em dificuldades.” (Bíblia)
    cheirinhos
    Rudy

    ResponderExcluir
  2. O romance demora a acontecer apesar da tensão sexual não é? Um clichê dos Romances de Época.
    Enoch aborda questões como drama familiares, fidelidade ao clã,razão x paixão que achei bem interessantes.
    Connel é um fofo, assim como a maioria das crianças nos romances de época. Vontade de guarda lo em um potinho.
    Achei tb o final um pouco corrido. Foi meu primeiro contato com a escrita da Suzane mas não sei se lerei os próximos livros da série

    ResponderExcluir
  3. Livros são únicos!Não adianta que o que funciona para um pode não funcionar a outro leitor!
    Eu ao contrário de você, adoro um bom romance de época e não ligo muito de todos serem parecidos não.rs
    Por isso, namoro esta série desde que li a resenha do primeiro livro e não vejo a hora de iniciar ela.
    Suzanne é uma das grandes promessas dessa nova safra de romances e tem ganhado seu espaço com louvor!!!
    Lerei!
    Beijo

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Concordo! Eu mesma gosto é de livro infantojuvenil, sempre são os que mais me prendem. É aquela coisa, se gosta, tem que ler mesmo, independente do que os outros falam! ♥️

      Excluir
  4. Oi Ana,
    Ao contrário de você, eu amo romance de época, mas, não nego que ultimamente algumas autoras estão fora de linha... Se fôssemos eliminar o fato da protagonista estar em cativeiro, o romance seria lindo, mas esse "pequeno" detalhe também me incomoda demais...
    Ah, o gênero tem mesmo disso, final corrido, uma pena.
    Eu gostaria de ler, li outro livro da autora que gostei bastante, e queria tirar minhas conclusões!
    Eu te indicaria ler Júlia Quinn, é um pouco mais leve e uma leitura rápida.
    Beijos

    ResponderExcluir
  5. Ah adoro um romance de época, mas se parar pra pensar tem muita coisa que soa errado mesmo e outras que a gente fico querendo gritar com os personagens pra assumir logo. Enrolação até ter uma coisa de fato importante do tipo da relação é quase que um padrão né. Nem me importo muito porque gosto dessa tensão e espera. Mas tem umas situações às vezes muito exageradas. Achei interessante o jeito da história pelos personagens, uma coisinha diferente aqui é outra ali, as personalidades e coisad da vida deles. E isso do sequestro é bem louco e é, me irrita umas coisas do tipo pensar na musculatura do cara numa situação dessas, mas é esse tipo de romance e é um clichê. A atração e tudo mais mesmo nas situações mais loucas. No geral gostei da ideia dele e acho que iria gostar de ler por ser dos meus gêneros favoritos. Mesmo com esses detalhes que podem irritar e incomodar ainda amo.

    ResponderExcluir
  6. Romance de época não me chama tanta atenção, mas não tive tanto contato pra ter uma opinião formada.
    Mas pelo que diz, não é um estilo que me agrada e esse livro tem muitos pontos negativos.
    Bom saber porque vou passar longe.

    Beijos

    ResponderExcluir
  7. Assim que falou do sequestro, imaginei justamente a Síndrome de Estocolmo. Realmente a maioria dos enredos de época parecem seguir a mesma forma, o que é uma pena, já que esse realmente podia ter na aventura e ação seu diferencial.

    ResponderExcluir
  8. Esse livro para mim foi bem melhor do que eu que antecede ele então tem que se tomar leitura quanto desfecho da história esse gosto de como autor escreve mas eu sinto que falta um aprofundamento e um desenvolvimento melhor dos personagens

    ResponderExcluir
  9. Nem sei mais o que dizer do gênero, não sou muito fã e os autores (em sua maioria não ajudam, ai fica difícil!)histórias corria dá a impressão de que os autores estão preguiçosos com toda a trama.
    Concordo com você, mesmo em um livro muito clichê de romance e tal, qual é a pessoa em plena capacidade mental que foi sequestrada e está acorrentada (fica vibrando ao ver um tipão? Tudo bem eu até reparava no físico e químico do cara, mas meu único pensamento era sair dali pra ontem) ela poe até se sentir atraída (mas teria que ser pelo menos em um contexto mais favorável, eu hein!?) acho que muito autores acham que leitores vão deixar de lado falhas tão grotescas (se enganam) e o livro pode até ser bom, mas desanima.
    Ótima resenha!
    Bjs!!

    ResponderExcluir
  10. Confesso que o enredo não me chamou muita atenção. Na verdade, o que mais me chamou atenção foram as características dos personagens.
    E concordo com você, com relação à atração que a vítima e o sequestrador despertam um no outro. Sei lá, muito nada a ver. Também acho mais legal quando se os protagonistas se conhecem de forma aleatória, porém sem ser nesse contexto louco de sequestro. Na verdade, o que me incomodou foi a relação deles mesmo. Meio confuso eu sei, mas foi isso que me incomodou.
    Mas, ainda não tive nenhum contato com romances de época, e quem sabe eu até goste desse rsrs
    É adorei a resenha!!

    Bjos

    ResponderExcluir
  11. Ana, adoro suas resenhas, penso igual a você e fico feliz de você ser sincera! kk
    Ah, eu também não gosto muito de romances de época, porque não tenho paciência pra aquela sociedade doida toda pomposa (não tenho nem que a de hoje, imagine com há de 200 anos atrás kkkkk), e também por causa dessa romantização toda. Adoro mocinhos fofos, mas gente, fez coisa errada, fez! Não tem como romantizar esse tipo de coisa. Fico doida com mocinhas sequestradas que se apaixonam, eu tentaria é matar o meu sequestrador no lugar delas kkkk
    não lerei.
    bjs

    ResponderExcluir
  12. Oi, Ana
    Leio bastante gêneros, mas ainda não li romances de época, apesar de gostar de romance.
    Ainda quero ler.
    Mas é complicado essa situação a partir de um sequestro se apaixonar, não descarta a possibilidade, mas do gosto do leitor.
    O que funciona pra mim as vezes para outro não.
    Beijos

    ResponderExcluir
  13. Oi, Ana!!
    Devemos ler o que realmente gostamos e sou muito fã de romances de época e estou muito interessada em ler essa série da Suzanne Enoch, mesmo que a história seja um pouco mais devagar no começo.
    Bjos

    ResponderExcluir

 
Layout feito por Vinícios Costa editado por Silviane Casemiro | Todos os direitos reservados ©