27 de novembro de 2018

Resenha: International Guy — Paris, Nova York, Copenhague

International Guy é a agência de Parker Ellis, um dos maiores especialistas do mundo em vida e amor, que tem como missão ajudar as mulheres em questões tão diversas quanto se sentir sexy e poderosas, aprender a administrar um império empresarial ou conquistar o homem dos seus sonhos. Parker e seus dois sócios atendem mulheres ricas do mundo todo, como atrizes de Hollywood, membros da realeza e CEOs de multinacionais bilionárias. E, às vezes, eles não podem evitar que as coisas esquentem e vão parar na cama de suas clientes. Literalmente. Parker adora sua vida de playboy e não está procurando compromisso. Afinal, há um mundo inteiro à sua frente: os negócios o levam de Paris a Milão, de Berlim ao Rio de Janeiro. Mas, conforme ele pula de cidade em cidade — e de cama em cama , é possível que acabe encontrando mais que sexo ao longo do caminho... Neste primeiro volume, a International Guy vai a Paris para ajudar uma jovem herdeira a assumir o controle da própria vida. A próxima parada é Nova York, onde a atriz mais badalada do momento precisa reencontrar a paixão pela profissão. A viagem termina em Copenhague, com uma princesa que está jogando sujo para escapar do destino.

Título Original: International Guy — Paris, New York, Copenhagen
Autora: Audrey Carlan 
Páginas: 376
Tradução: Sandra Martha Dolinsky
Editora: Verus  
Livro recebido em parceria com a editora

A nova série da Audrey Carlan, autora de A Garota do Calendário, nos leva para o mundo luxuoso que é a empresa International Guy, criada por três amigos que se conheceram na faculdade: Parker, o mago dos sonhos; Bogart, mago do Amor e Royce, o mago do dinheiro. Eles, com todos seus conhecimentos em suas respectivas áreas, ajudam mulheres que precisam, independente do problema ou circunstância.

Desde o primeiro livro, fica claro que todo o enredo girará em torno Parker, algo que me deixou triste, pois queria conhecer todos os três amigos de maneira igual. Em Paris, os amigos irão ajudar Sophie, jovem herdeira que assumiu recentemente a empresa da família, mas que não possui muito cuidado com sua beleza de CEO, além de não possuir muito conhecimento na área financeira. Asim, todos se uniram para ajudar a bela mulher a se tornar uma CEO de sucesso. No meio do processo, Sophie descobre muitas coisas erradas na empresa: casos de assédio que, graças a Deus, não são colocados para debaixo do tapete e desvio de dinheiro.

Em Nova York, Parker é chamado exclusivamente para ajudar a atriz Skyler Paige  crush dele desde que a moça apareceu nas telas. Ele fica extasiado, mas muito preocupado com a notícia que ela está sem vontade de atuar, ou seja, está sem vontade de ser a Skyler que foi criada para satisfazer os fãs. Ele percebe que terá um grande trabalho com a moça, mas a tensão sexual entre os dois acontece desde a primeira noite, deixando as coisas um pouco mais complicadas.

Já em Copenhague, Parker é convidado a ajudar a Família Real da Dinarma já que a princesa e futura rainha Christina Kaarsbeerg decidiu que não quer casar com seu pretendente. O mais estranho é que eles foram namorados até serem anunciados como os próximos da linha de sucessão a assumirem o trono. Nesse meio tempo, Parker conhece o príncipe que será rei e descobre que ele não aceitará outra pessoa para se casar se não for com sua princesa, futura  rainha da Dinamarca. Pensem a confusão que é esse terceiro volume, misericórdia. 

Nessa nova série, Audrey Carlan nos apresenta narrativas sob o ponto de vista de homens, algo raro de se ver. A maioria dos livros do gênero, quanto não são narrados apenas pela protagonista feminina, intercalam a narrativa entre o homem e a mulher, então esse detalhe me ganhou logo de cara. Só que existem três personagens principais e apenas um deles narra o primeiro volume da série. Confesso que se todos os livros forem apenas pelo ponto de vista de Parker, vou ficar muito decepcionada, pois foi justamente isso que me desagradou na série A Garota do Calendário se a série toda for contada pelo Parker vou ficar bem decepcionada, porque foi justamente a mesma coisa que me decepcionou na série Garota do Calendário  os 12 livros são contados pela Mia Saunders.

Os relacionamentos de Parker com as clientes são rápidos e profissionais até certo ponto. Na primeira história, por exemplo, ele sente uma atração quase instantânea por Sophie. O mais interessante é que ela não recusa, o que geralmente acontece com esse tipo de trama, apenas aceita toda a luxuária e aproveita. Isso realmente não é ruim, mas poderia ter existido um diálogo a mais entre os dois antes de tudo acontecer. Ah, Bogart e Royce aparecem muito pouco e eu realmente queria conhecê-los um pouco mais.

Com Skyler, fiquei incomodada com o fato de Carlan envolver uma personagem com tantos problemas pessoais em um relacionamento tão sem compromisso. Uma pessoa frustrada com a carreira, sem conseguir trabalhar e totalmente sem rumo não consegue lidar com um cara que só quer beber e fazer sexo casual. Óbvio que nada é forçado entre os protagonistas, mas acontece tudo tão rápido que não dá para explicar.

A última premissa foi a melhor de todas na minha opinião, porque nada foi resolvido com sexo ou vontades, e sim com conversas e romance acima de tudo — e umas briguinhas aqui e ali para dar um charme na trama. Christina teve sua história contada de um modo mais agradável, sem toda aquela tensão; até os motivos da protagonista ter procurado os International Guys foi diferente do usual, algo que me instigou a querer saber mais e entender porque ela estava fazendo tudo aquilo. Então, se todas as tramas anteriores tivessem seguido essa linha, mesmo que tivesse sexo e tudo mais, o livro teria sido bem mais envolvente e bem humorado.

Minhas conclusões finais: é uma série que traz um pouco do mesmo se comparado com as outras obras da autora. Vários homens bonitos, carismáticos e ricos que fazem as mulheres se apaixonarem por eles, que até resolvem os problemas, mas ficam com as mulheres e rapidinho partem para outra. Nada de novo por aqui. Espero sinceramente que os outros volumes de International Guy tenham histórias de verdade, com protagonistas mais reais. Ainda assim confesso que gostei dos livros, porque a escrita da autora é muito fluida e divertida.

Devo dizer, apesar de tudo, que a editora acertou em lançar três histórias em apenas um livro, porque fica menos cansativo. Os livros nas versões originais são bem pequenos, então fica mais fácil até para organizá-los. As capas estão lindas, com cores chamativas e sem grandes detalhes: apenas um homem com os nomes das cidades em que a história irá se passar. A diagramação está impecável, sem erros e as folhas amareladas e a fonte no tamanho agradável ajudam na leitura.

16 comentários:

  1. Li e gostei muito da série A Garota do Calendário. Audrey é uma fofa e super simpática. Por isso tenho muita vontade de ler essa nova série apesar de perceber similiaridades entre as duas. Sempre o sexo ou a possibilidade como mola propulsora das duas histórias mas concordo com vc, Audrey acertou em escrever um protagonista homem. Além de que podemos "viajar por todas essas cidades lindas inclusive nosso Rio de Janeiro
    Em princípio não havia curtido 3 histórias em 1 livro mas vendo pelo ponto de vista que vc destacou foi a melhor solução.

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    1. Olá! Prefiro quando os livros tem os dois pontos de vista, porque assim sabemos o que se passa na cabeça deles. Nossa, os 3 em 1 foi uma ideia sensacional!!
      Beijos!

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  2. Não consegui me conectar de jeito nenhum com a saga do Calendário, acabei parando acho que em Abril e não retomei a leitura.
    Por isso quando vi a capa deste livro e o nome da autora, já fiquei meio com os pés atrás.
    Achei interessante ver a história contada pelo lado masculino, aliás, isso foi a única coisa que mais me prendeu a atenção.
    Séries longas demais me doem nos bolsos.rs
    Não digo que não lerei,só estou um pouco receosa!!!
    Beijo

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    1. Olá! Até eu fiquei cansada em ler a série da Garota do Calendário, porque 12 livros com a mesma protagonista dá uma agonia! Espero que possa ler!
      Beijos!

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  3. Achei interessante ter isso dos três livros juntos. Li recentemente essa outra série dela e se fosse coisa junto podia ter sido até melhor na hora de ler. Mas confesso que não me chamou muita atenção e tô passando longe de coisa assim agora. Esse negócio de resolver as coisas com sexo, de ter isso demais nas tramas me incomoda. Geralmente eu quero é história. Tipo, esse ultimo livro me daria bem melhor por ter mais trama e mais coisas do que os outros dois. Gosto quando tem mais pra ler do que só cena daquele tipo. Achei legal ter o ponto de vista de um homem, isso difere. Mas tomara mesmo que troque de personagem porque me enjoa ter só um contando tudo. Acho que fica mais legal com mais pontos de vista mesmo. Mas pra ler essa série só se acontecer de ganhar algum e ler e ficar curiosa por mais porque por querer mesmo pegar não tô tão animada =/

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    1. Olá! Teve uma época que eu parei de ler romances hots porque estava cansada de tudo ser resolvido com sexo e fui para a fantasia, mas confesso que voltei aos poucos porque é minha zona de conforto, mas gostei muito do gênero fantasia, que não larguei mais! Ponto de vista dos homens é pouco visto, então fico muito feliz quando lançam os livros assim.
      Beijos!

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  4. Pra falar a verdade não sei não, mas acho que não leria o livro, e muito mais o mesmo, o que se salvaria, pelo menos um pouco, seria a terceira história, mas é bem ruim quando não nos apegamos ao personagem (livros desse gênero não me agradam muito e sem diálogos consistente, só faz pior), ainda não conhecia a autora e nem o Best-Seller A garota do calendário (mas sinto que seja algo bem conflituoso) enfim sua resenha foi bem honesta!

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  5. Realmente foi melhor jogar as três histórias em um livro só. Tomara que realmente os outros livros possam deixar os amigos protagonizarem e narrar a trama. Eu li somente o volume de julho de A Garota do calendário, mas acredito que fica meio cansativo durante toda a série só conhecermos o ponto de vista de um narrador. Com certeza será mais um sucesso.

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  6. Oi Lari,
    Li metade da série "A garota do calendário", e apesar de gostar da história central, achei repetitivo, tanto que desisti, ah, é hot até demais KKK
    Tenho vontade de ler esse por ser uma série menor, e também, porque adoro a perspectiva masculina dos romances, é mais forte sabe, um elemento que as autoras deveriam investir mais.
    Eu já havia colocado nos desejados, quero ler em breve, mas também preferia que o romance ficasse fechado... Vamos aguardar o que a autora fará!
    Beijos

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  7. Nunca li nada da Audrey, mas esse me chamou atenção.
    Achei interessante - e diferente - os homens serem protagonistas e sócios de algo; e parece ser uma boa história.
    Confesso que não vou colocar na lista, mas se eu tiver a chance de ler...

    Beijos

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  8. Lari!
    Gostei de ver que a história é narrada pelo protagonista masculino, coisa bem diferente dos livros do gênero.
    Gostei também das três histórias em um livro, porque não prolonga tanto a série como a Garota do Calendário, embora tenha adorado ler.
    Fiquei muito curiosa.
    “Felizes são os que ajudam os pobres, pois o Senhor Deus os ajudará quando estiverem em dificuldades.” (Bíblia)
    cheirinhos
    Rudy

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  9. A história ser narrada apenas pelo o ponto de vista masculino é novidade para mim. Eu também estou acostumada a ver livros que são narrados através do ponto de vista feminino, ou intercalado. Acho isso diferente e muito bom. Me agrada rsrs Faz com que possamos entender ainda mais o que se passa na cabeça do sexos oposto.
    Eu espero que a sequência da série International Guy possa focar um pouco mais nos outros personagens também. Já que eles são citados, é bom a autora se aprofundar mais neles. E quem sabe até ser narrados por ele não é mesmo? Rsrsrs
    Adorei seu ponto de vista sobre a estética do livro.

    Bjos

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  10. O que eu mais gostei no livro foi o fato dele ser levado pelo ponto de vista masculino O que é um pouco raro de over em livros de romance Eu já tentei ler alguns livros da Audrey mas realmente não fiquei muito empolgada com a leitura tentei a garota do calendário e a série Trinity mas não consegui digerir muito bem

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  11. Lari, parece um livro divertido e despretensioso.
    Li só um do Garota do calendário e achei mais do mesmo, mas até que fofo.
    Não vou ler esse International guy, muito mais do mesmo, porém, a capa tá linda e gostei do fato de ser narrado por homens também.
    bjs

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  12. Oi, Lari
    Ainda não li nada da autora, mas gostei de ser uma escritora criando personagens masculinos como protagonistas.
    Gostei das estórias, espero poder ler.
    Beijos

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  13. Oi, Lari!!
    Não curti muito a série A garota do Calendário e ainda não consegui gostar de qualquer série da Audrey Carlan, então deixo passar a indicação dessa nova série da autora.
    Bjos

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