19 de novembro de 2018

Resenha: Thomas e Sua Inesperada Vida Após a Morte

Roubar túmulos é um negócio arriscado. É, na verdade, um péssimo negócio. Para Thomas Marsden, a partir de uma noite de primavera em Londres (véspera do seu aniversário de doze anos), esse passa a ser um negócio também assustador. Isso porque, deitado em uma cova recente, ele encontra um corpo idêntico ao seu. Esse é apenas o primeiro sinal de que alguma coisa muito esquisita está acontecendo. Muitos outros vêm em seguida, até que Thomas vai parar num mundo estranho, habitado por fadas e espiritualistas, onde a morte é a grande protagonista. Desesperado para conhecer a sua verdadeira história e descobrir de onde vem, Thomas vai ser apresentado à magia e ao ritual, e vai se dar conta de que, de vez em quando, aquilo que faz dele um garoto comum pode torná-lo extraordinário.

Título Original: The Accidental Afterlife of Thomas Marsden
Autora: Emma Trevayne
Páginas: 240
Tradução: Álvaro Hattnher
Editora: Seguinte
Livro recebido em parceria com a editora

Thomas é um menininho de quase 12 anos e leva uma vida quase normal, não fosse um detalhe macabro  sobre sua família: o pai e ele roubam túmulos. Sabe aquelas joias e outros bens preciosos que os mortos insistem em levar com eles? Pois é, essas coisas são o ganha-pão dos Marsden. Tudo na casinha de Thomas é limpo e organizado, e além de tudo ele é uma criança muito amada, principalmente pela mãe. 

Em uma noite como todas as outras em que sai com seu pai para cavar os túmulos, Thomas encontra um com a terra bem fofa, como se o corpo estivesse ali há pouquíssimo tempo. O que Thomas encontrou naquele buraco, sem caixão nem nada, virou sua vida de cabeça para baixo: um menino exatamente como ele, com a mesma mancha de nascença, a mesma idade, o mesmo rosto. A partir daí, o protagonista resolve procurar a verdade sobre sua existência e do seu estranho "irmão gêmeo".

O livro, narrado em terceira pessoa, acompanha um personagem muito curioso e sedento por respostas. O enredo é muito interessante e chamativo, porque tem uma pitadinha de suspense que deixa a gente muito curioso. Não é só Thomas que quer saber sua verdadeira origem e entender toda essa esquisitice de um irmão gêmeo, até então desconhecido, morto. Aí que entra a magia, que é uma coisa que eu amo em livros infantojuvenis.

Não sabemos muito sobre o mundo das fadas em Thomas e Sua Inesperada Vida Após a Morte por diversos motivos que não posso contar, mas a história delas em si é muito legal. São criaturas formidáveis e que sofrem muito em uma Londres Vitoriana, que ao contrário do lugar de origem desse povo, é muito bem retratada. Dá para imaginar direitinho como era a aparência da cidade.

Apesar de ser uma história que fala sobre o poder da amizade e do amor, da importância da família e do sentimento de empatia, Thomas e Sua Inesperada Vida Após a Morte tem um grande defeito. O início é muito, muito lento, enquanto passa na velocidade da luz da metade para o final. Isso significa que que não há muita ação e as pistas são desvendadas muito facilmente, nada muito elaborado. Não acho que a literatura infantojuvenil precise ser assim tão simplificada.

Ademais, é uma história muito fofa e ágil, que apresenta vários conceitos muito bonitos ― bondade, empatia, simplicidade ― de forma leve, além de falar sobre as fadas de uma forma completamente diferente do que estamos acostumados. É perfeito para crianças que estão entrando no mundo literário, já que não exige muito do leitor. 

13 comentários:

  1. Uma fantasia urbana infanto-juvenil com pitadas de mistério não é?
    Fiquei bastante curiosa pra saber se é realmente um irmão gêmeo do Thomas ou ele próprio.
    Me desanima muito quando o livro demora pra fluir e quando flui e nos empolgados com a leitura o livro acaba.

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  2. Gente, vendo a capa na primeira vista nem imaginava que se tratava de um enredo assim. Depois achei bem macabro quando li o que ele e o pai faziam, mas depois vem todo o resto que mostra o encantamento e detalhes desse enredo. Fiquei bem curioso também pra saber o que afinal significa esse corpo igual ao dele no túmulo. Concordo com você que deveriam ter trabalhado um pouco mais os mistérios pelo que disse. Eu adoro juvenil e não precisa ser tão mastigado.

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  3. A capa é muito bonita, mas o título é de deixar o coração apertado.
    Thomas parece ser um menino encantador e pensar nesse irmão gêmeo não é muito legal, mas pelo visto essa descoberta foi feita de uma maneira leve.
    Achei original essa questão de roubar túmulos.
    Uma pena que tenha deixado a desejar na narrativa.

    Beijos

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  4. Olha amo infanto-juvenis, analisando só a capa pensei que fosse um conto de terror algo do tipo, a história é muito diferente (acho que é esse ponto que chama a atenção do leitor) encontrar alguém enterrado em uma cova igual a você (é ilógico) e com certeza nos faz querer tirar aquela pessoa lá de dentro e ir a fundo para desvendar o mistério (muito assustador a ideia inclusive). Enfim é muito importante a preocupação do autor com a família, o sentimento de amizade (é bem comum para o gênero até), se essa fosse a minha primeira leitura (mesmo ela sendo mais simples) seria um livro que me marcaria (sempre lembraria dele), vou adicionar ao skoob, ótima resenha! Abraços.

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  5. Li uma resenha deste livro estes dias e me encantei com este enredo bem fora do dito normal.
    Apesar de ser um livro considerado infanto-juvenil, acredito que o tema sirva para todos nós,pois apresenta valores muito importantes, como família e amizade!
    Não sei o que faria numa situação destas..rs mas quero muito saber o que aconteceu com Thomas!
    A capa deste livro é lindinha! Lista de desejados.
    Beijo

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  6. Livro nesse estilo sempre me encanta e adoro ler. O mistério dele e como tem magia no meio já chama atenção. E essa coisa macabra de roubar túmulos, num menino tão novo? Muito doido! Bizarra a descoberta dele de alguém igual do jeito que foi encontrado. Não teria essa coragem toda pra tentar descobrir não viu, iria era sair correndo xD
    Uma pena isso de ser lento e depois muito rápido, parece que não dá aquela importância pra história ser mais. Mas achei interessante e leria nem que fosse pra ter uma leitura mais rapidinha ou coisa assim. Gostei do livro.

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  7. Olá Ana,
    Por ser um livro infantil juvenil, é um tanto macabro, não? rsrs. Acho que sentiria um pouquinho de medo, rsrs.
    A questão da narrativa, vejo muitos livros assim, que começam lentam, a depois correm, acho uma pena isso, não conseguimos aproveitar as melhores partes da história, mas, apesar disso, eu gostei da aventura em que o protagonista irá viver, até porque adoro fadas, e vejo poucos livros que retratam elas...
    Beijos

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  8. Também concordo que a história não precisava ser tão rápida com relação a desvendar o mistério por trás desse suposto irmão gêmeo de Thomas.
    No mais, fiquei bem curiosa para saber o que acontece.
    Parece ser mesmo um livro bem gostoso de ler.
    Adorei a resenha.

    Bjos

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  9. Ana!
    Gosto dos livros infanto juvenis e ver que é uma história fofa, fiquei interessada, mesmo com suas ressalvas, pela história, mesmo sendo infantil, ser tão simplesta. Gosto do mundo das fadas.
    “Felizes são os que ajudam os pobres, pois o Senhor Deus os ajudará quando estiverem em dificuldades.” (Bíblia)
    cheirinhos
    Rudy

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  10. Oi, Ana!!
    Gosto muito de livros infantos juvenis, principalmente quando são histórias fofos e quem tenham como premissa da história o poder da amizade e do amor, e amei a capa super fofo e criativa!!
    Bjos

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  11. Eu adoro livros infanto-juvenis e eu fiquei um pouquinho assustada com esse sinopse imagina só você encontrar a si mesmo morto em um caixão esse livro promete ser algo bem criativo de se ler

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  12. Ana, parece ser tão fofo e divertido!
    Que bom que em meio a essa fantasia e suspense todo o livro aborda questões importantes e reflexivas, adoro quando isso acontece!
    Já quero!
    bjs

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  13. Oi, Ana
    Ainda não conhecia esse livro. Gostei da premissa bem interessante pelo livro ser infanto juvenil.
    Quero ter oportunidade de ler e saber sobre a vida Thomas, e tem os valores abordados nos faz refletir.
    Ano livros assim, beijos.

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