16 de dezembro de 2018

Resenha: Uma Coisa Absolutamente Fantástica

Em seu aguardado livro de estreia, Hank Green traz a história original e envolvente de uma jovem que se torna uma celebridade sem querer — mas logo se vê no centro de um mistério muito maior do que poderia imaginar.
Enquanto volta para casa depois de trabalhar até de madrugada, a jovem April May esbarra numa escultura gigante. Impressionada com sua aparência — uma espécie de robô de três metros de altura —, April chama seu amigo Andy para gravar um vídeo sobre a aparição e postar no YouTube. No dia seguinte, a garota acorda e descobre que há esculturas idênticas em dezenas de cidades pelo mundo, sem que ninguém saiba como foram parar lá. Por ter sido o primeiro registro, o vídeo de April viraliza e ela se vê sob os holofotes da mídia mundial.
Agora, April terá de lidar com os impactos da fama em seus relacionamentos, em sua segurança, e em sua própria identidade. Tudo isso enquanto tenta descobrir o que são essas esculturas — e o que querem de nós.
Divertida e envolvente, essa história trata de temas muito relevantes nos dias atuais: como lidamos com o medo e o desconhecido e, principalmente, como as redes sociais estão mudando conceitos como fama, retórica e radicalização.

Título Original: An Absolutly Remarkable Thing
Autor: Hank Green
Páginas: 344
Tradução: Lígia Azevedo
Editora: Seguinte
Livro recebido em parceria com a editora
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April May estava indo até sua casa, no meio da noite, após sair do seu trabalho. Ela se depara com uma espécie de estátua gigantesca, de mais de três metros, que parece ser um robô, e então liga para Andy, seu amigo. Os dois resolvem fazer um vídeo sobre aquilo e postar na internet... O que April não sabia é que mais centenas de estátuas como essa foram encontradas também em outras partes do mundo, e de que como foi a primeira a falar sobre o assunto em um vídeo, acabaria se tornando muito famosa.

Com a fama, a novaiorquina acabou montando uma nova imagem para si, os pedidos de entrevistas sobre os robôs são constantes e os seus seguidores começam a aumentar de uma forma inimaginável. Aquela pessoa do YouTube, aquela que acabou virando a porta voz dos robôs, não era a mesma April de fora da internet, e com certeza você vai sentir rancinho dela em algum momento por causa disso.

É assim que Hank Green vai começando a tecer suas críticas para a sociedade atual, onde é possível ascender online muito fácil, por literalmente qualquer motivo, mas a queda pode ser dolorosa. O autor ainda trata sobre os LGBTs (já que April é bissexual), a histeria coletiva pela humanidade que agora se divide em pró e contra os robôs e o cyberbullying, que encontra com força a protagonista, que se vê no meio desse furacão. Também são notáveis as referências de música e do mundo pop em geral no livro, acho que Green acertou bastante nisso, fazendo com que a gente sinta uma aproximação maior com o mundo que criou.

Uma Coisa Absolutamente Fantástica é o livro de estréia do Hank Green, e acho que por isso mesmo todos ficaram com as expectativas lá no alto, mas engana-se quem achava que Hank seguiria na linha de John! Não, esse livro não é um romance que vai dar lições de moral sobre as redes sociais, ou pelo menos não é só isso. É um livro que também nos brinda com a ficção científica e conspirações, mas que não, não é perfeito.

Acredito que é um bom livro de estréia, mas algumas coisas ficaram meio soltas aqui e ali, como o desenvolvimento dos outros personagens que aparecem no decorrer da leitura. É claro que depois do cliffhanger do final, a gente espera pelo menos mais uma continuação e um maior desenvolvimento no futuro. E aí, vai dar uma chance para mais um Green? Eu recomendo.

10 comentários:

  1. Genial Hank tratar de um assunto tão em voga quanto fama instantânea e YouTube! E faz isso disso de uma maneira leve e que faz o público do livro refletir sobre se manter fiel a si mesmo apesar da opinião dos outros. Além de falar sobre bissexualidade ainda que de maneira superficial.
    Pela resenha achei April irônica divertida.
    Quanto as pontas soltas espero que sejam respondidas em uma continuação.

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  2. Confesso que não sinto interesse nessa leitura, só tenho curiosidade para saber como esses robôs surgiram.
    Acho legal ele ter uma linha diferente do irmão.

    Beijos

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  3. Acredito que Hank não precisou por nenhum momento se sentir à sombra do irmão!
    Apresentou um trabalho único, que talvez não seja perfeito,mas que mesmo assim, conseguiu cativar o leitor sem muitos esforços!
    Li gente reclamando da falta de ficção científica, mas mesmo assim, ela está aí, leve,mas lá!
    Com certeza, espero ter e ler a obra sim!
    Beijo

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  4. Li esse livro e amei. Ah amei mesmo e é isso. Esperava algo na linha do irmão dele, não vou mentir, e que surpresa foi esse livro. O jeito que ele brincou com redes sociais e a dependência e imagem que a personagem que passar, aquelas coisas com youtube e os videos (a cara dele né) e como conseguiu inserir algo tão atual na trama foi demais. A personagem toda errada e que só faz burrada e toma decisões muitos questionáveis foi algo que adorei. Quebrou aquela ideia de gente perfeita e certinha, já gostei por isso. E por ela ser uma personagem dificil. Voce não exatamente gosta dela, mas também gosta porque no pano de fundo dessa ideia dos robos, ela é humana. Em tudo. Nas coisas erradas que faz, no bem que quer fazer, nos sentimentos. Gostei desse equilibrio. Os mistérios dos robôs e aquela coisa de gente que apoia e gente que não quer eles ali e tem medo é tão fácil de ver acontecendo...
    E é, algumas coisinhas ficaram sem fechamento e desenvolvimento maior, aquele final quase me fez ter um treco achando que faltou página no meu exemplar, mas nossa, gostei demais da coisa toda quando terminei. Quero mais.
    E ps: Adivinha quem foi ouvir a bendita musica pop de call me maybe e não tirou isso mais da cabeça? Valeu, Hank xD

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  5. Oi, Jéssica!!
    Gostei da ideia do Hank Green trazer um estilo bem diferente do que o irmão dele escreve, achei muito interessante ele usar as redes sociais como o tema central da sua história. Então estou bem entusiasmada com esse lançamento!!
    Bjos

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  6. Uma Coisa Absolutamente Fantástica me trouxe uma protagonista com dupla personalidade, a real e a virtual, o que me deixou bastante intrigado, e com ranço desde já. Consegui criar uma ligação com a história e adicionei na lista de futuras leituras, até porque adoro temas envolvendo a fama.

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  7. Achei o enredo legal, com a abordagem do cyberbullying e a pertinente discussão sobre como as redes sociais estão mudando vários aspectos de nossas vidas.

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  8. Tô curiosa pra ler, adoro os vídeos do Hank. Mas estava com medo de ser parecido com os do João verde, que só gostei de A culpa é das estrelas (esse eu amei muito!).
    Porém, como você disse que é bem diferente dos livros do irmão, acho que posso gostar. A historia é interessante, e ler mais sobre cyberbullying e a fama rápida da net é bem legal de refletir a respeito.
    Embora eu não curta ficção científica, vou querer ler sim!
    bjs

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  9. Oi, Jéssica
    Só li um livro de John que foi A Culpa é das Estrelas e amei o livro.
    Mas desde que lançou Uma Coisa Absolutamente Fantástica namorei o livro pela capa, adoro azul e o contraste com a cor do título. Li a sinopse e me interessei mais, depois que descobri que o autor era ninguém menos que o irmão de John Green, Hank.
    Quero muito ler esse livro pela trama e pela critica a sociedade.
    Beijos

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  10. Eu já li alguns livros do John Green e eu gostei muito da proposta do autor e do seu tipo de escrita eu quero sim nesse livro do irmão dele mas não pelo fato dele seu irmão do John Green e sim por ele ter uma proposta bem interessante no livro que para mim foi algo bem surpreendente e eu não consigo encontrar um único blog que fale que esse livro seja ruim

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