26 de maio de 2019

Resenha: Oblivion Song #1

Anos atrás, 300 mil habitantes da Filadélfia foram transportados para Oblivion, uma nova dimensão aterrorizante que surgiu de forma inexplicável e destruiu áreas da cidade. Os desaparecidos tentam sobreviver enfrentando seres monstruosos em um ambiente inóspito e atordoante, marcado por raros momentos de calmaria.
O governo investiu muitos recursos em incursões para resgatar as vítimas, mas depois de dez anos as buscas foram encerradas. Mesmo lamentando a perda de entes queridos, a vida seguiu seu curso para grande parte da cidade, e monumentos, memoriais e museus foram erguidos em homenagem aos que se foram. No entanto, se depender do cientista Nathan Cole, ninguém vai ficar para trás. Nathan desenvolveu uma tecnologia extremamente instável que lhe permite visitar Oblivion todos os dias. Ele arrisca a própria vida em viagens solitárias, perigosas e muitas vezes infrutíferas na tentativa de resgatar sobreviventes. Cada vez que volta de lá, se mostra mais determinado. Mas o que Nathan procura? Por que não consegue resistir ao chamado de Oblivion, à canção silenciosa de um mundo prestes a ruir e a levá-lo junto?
Criador de The Walking Dead — série vencedora do prestigiado Eisner Awards —, Robert Kirkman retorna com seu talento para contar histórias de caos em cenários pós-apocalípticos. Oblivion Song: Canção do Silêncio narra o luto, os traumas e os limites impensáveis que ultrapassamos para consertar os erros do passado. Com o traço único de Lorenzo De Felici, o primeiro volume reúne os seis fascículos iniciais da série.

Título Original: Oblivion Song — Volume One
Autores: Robert Kirkman, Lorenzo de Felici & Annalisa Leoni
Páginas: 144
Tradução: Fernando Scheibe
Editora: Intrínseca
Livro recebido em parceria com a editora
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Robert Kirkman é mais conhecido, obviamente, pelo seu trabalho com The Walking Dead: aquela história famosa sobre um apocalipse zumbi que todo mundo pelo menos já ouviu falar. Apesar de nunca ter lido TWD, fiquei animada para ler sua obra em parceria com Lorenzo de Felici e Annalisa Leoni. 

Já iniciamos o primeiro volume de Oblivion Song com uma informação importante: há exatamente uma década cerca de 300 mil pessoas simplesmente desapareceram da Filadélfia. A única coisa que se sabe é que essas pessoas foram transportadas para outra dimensão, nomeada Oblivion, que é povoada por criaturas inimagináveis e perigosas. 


Por muitos anos o governo investiu recursos para tentar resgatar essas pessoas, mas após inúmeras missões frustradas, a busca por sobreviventes foi suspensa. É aí que entra Nathan Cole, um cientista que arrisca sua vida diariamente em Oblivion na esperança de encontrar qualquer pessoa que seja — e um certo alguém em específico. Mas o questionamento é: será que esse pessoal quer mesmo ser encontrado?

Acredito que cada escritor que existe no mundo foi dotado com uma habilidade especial. Pensando nisso, afirmo que a especialidade de Kirkman é desenvolver cenários pós-apocalípticos. É muito fácil se envolver com seus personagens, já que os sentimentos descritos são muito reais. A dor, o medo, a angústia foram muito bem retratados pelos autores. Os traços bagunçados de Lorenzo de Felici, para mim, expressam ainda mais essa mistura de sentimentos.


Em paralelo com a vida em Oblivion, temos a vida na Filadélfia. Para as pessoas que voltaram, há uma nova adaptação, pois mesmo que estejam em segurança, os traumas permanecem. Também existe toda uma história envolvendo o protagonista, que carrega uma culpa — única explicação possível para ele se arriscar tanto — gigantesca e tudo o que queremos é entender o porquê.

A primeira parte de Oblivion Song: Canção do Silêncio é composta pelos seis primeiros fascículos da trama e termina de forma extremamente angustiante. Mas convenhamos que nada melhor do que um final difícil para instigar o leitor, não é mesmo? O quadrinho, além de superar minhas expectativas, me deixou louca pelos próximos volumes. Me ajuda aí, editora Intrínseca! rs

12 comentários:

  1. Nathan tem uma missão e tanto não é? Vai enfrentar muitos perigos, viver muitas aventuras, se arriscar, salvar vidas, conhecer verdadeiramente quem é bom e quem não é.

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  2. Faz muito tempo que li alguns hqs de twd e conheço um pouco do trabalho desse autor. Achei legal ver mais dele, algo diferente daquela série. Mas nem tão diferente assim. A fantasia e os cenários de destruição parecem estar presentes aqui também. E gostei muito disso. Achei legal o enredo e parece ter bastante coisa pra explorar, um lado político, um lado fantástico e cheio de emoção também. Até o final deixa querendo mais. Adorei essa ideia e leria. Parece estar bem legal.

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    1. Eu num cheguei ler as HQs, mas li o primeiro livro há um tempão. Achei legal, mas na época eu num era muito chegada no gênero.
      Sim, acho que o autor gosta dessa atmosfera sombria, de destruição. Mas o enredo em si acaba sendo bem diferente - e mais legal, eu acho!

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  3. Quadrinhos não fazem muito o meu gênero de leitura. Mas, com você afirmando que Kirkman é um mestre do mundo pós apocalíptico, dá pra pensar em ler. As ilustrações parecem muito precisas e detalhistas.
    Também não li The Walking Dead, apesar de ter os dois primeiros livros em casa.

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  4. Mesmo até tendo essa citação de Twd, parece que o autor conseguiu criar um universo apocalíptico e sim, com algumas partes até que se assemelham a série famosa, mas tudo termina por aí.
    Um mundo à parte, original e com aventuras bem além do universo zumbi.
    Com certeza, se puder, quero conferir.
    Beijo

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    1. Simmm, tem coisa semelhante, mas ainda assim é bem diferente. As criaturas são diferentes, inclusive, de tudo que eu já vi. Achei bem bacana!

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  5. Oi Ana,
    Adoro histórias com cenários pós-apocalípticos, mas nunca li nenhuma nesse formato. Imagina como seria se, de repente, milhares de pessoas fossem transportadas para outra dimensão? O porque disso e como foi possível? E como reverter uma situação como essa? Oblivion além de ter uma premissa bem instigante, já me deixou cheia de questionamentos a respeito da história. Cenários pós-apocalípticos não são fáceis de desenvolver, pois eles precisam convencer o leitor, então concordo contido e acredito que essa é área que Kirkman atua bem, pois mesmo não tendo lido nenhuma de suas obras, consigo ver seu potencial, principalmente através do sucesso de TWD. Adorei os traços e cores da HQ e acho que combinam bem com a história.

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  6. Confesso que quase não leio hq.
    Corrigindo, não leio Hq. Li pouquíssimas durante esses anos, mas o que me atrai é como essas histórias são bem criadas e fisgam o leitor.
    Não assisti TWD, não é meu gênero, mas achei interessante essa premissa e as ilustrações.

    Beijos

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  7. Gostaria de ler mais quadrinhos, mas, por enquanto, só tenho Repeteco. Quanto ao Oblivion Song, pelas suas fotos, deu para ver que os personagens são bastante expressivos.
    Fiquei curiosa para saber se a culpa que o Nathan carrega faz alusão ao subtítulo "Canção do silêncio".

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  8. Oi, Ana
    Quando era criança li muitos gibis, mas hoje não tenho muito contato com as HQs.
    No mercado tem muitas com vários enredos de tirar o fôlego.
    A editora Intrínseca caprichou nessa HQ a capa é mais linda de todas que achei das edições gringas, ficou esse ar sombrio e cores perfeitas.
    Gostei muito da história e fiquei muito curiosa para saber porque Nathan não desiste e quem realmente ele procura arriscando sua vida nessa dimensão pós -apocalíptica.
    Beijos

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  9. Oi, Ana!
    Nossa, que hq mais completa.
    Deu pra ver o quanto de emoção e angústias ela passa.
    Eu quero ler mais hqs esse ano e essa é outra que já pra lista.
    Ainda mais que gosto muito de cenários pós-apocalipticos kkk
    bjs

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  10. Oi, Ana!!
    Já estou de olho em Oblivion Song. Achei essa HQ fantástica e sem dúvida o Robert Kirkman sabe criar cenários pós-apocalípticos muito bem!! E quero muito ler também The Walking Dead, eu acho que chegou a hora de colocar um pouco mais de HQs na minha lista de compras.
    Bjs

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