17 de fevereiro de 2015

Resenha: O Lado Mais Sombrio

Título Original: Splintered
Autora: A. G. Howard
Páginas: 368
Tradução: Denise Tavares Gonçalves
Editora: Novo Conceito

Alyssa Gardner ouve os pensamentos das plantas e animais. Por enquanto ela consegue esconder as alucinações, mas já conhece o seu destino: terminará num sanatório como sua mãe. A insanidade faz parte da família desde que a sua tataravó, Alice Liddell, falava a Lewis Carroll sobre os seus estranhos sonhos, inspirando-o a escrever o clássico Alice no País das Maravilhas. Mas talvez ela não seja louca. E talvez as histórias de Carroll não sejam tão fantasiosas quanto possam parecer.

Eu sempre gostei muito de "Alice no País das Maravilhas", desde a época que minha mãe contou para mim em uma noite em que eu teimava que não queria dormir (é incrível como eu detestava ir para a cama cedo desde criança). Foi esse gosto, além de toda a repercussão na blogosfera, que me fez ficar morta de vontade de ler esse livro. Não sei se minhas expectativas estavam altas demais ou foi outra coisa qualquer, mas eu não consegui me conectar muito bem com a história de "O Lado Mais Sombrio". 

Nesta releitura, conhecemos a história de Alyssa que é muito diferente das adolescentes de sua idade, já que ouve insetos, plantas e é tataraneta da verdadeira Alice, a mesma que inspirou o romance de Lewis Carroll. Como se isso não fosse suficiente, sua mãe, Alison, foi dada como louca e internada em um sanatório após um pequeno acidente, quando Alyssa ainda era muito nova. 

Com o passar do tempo, Alyssa começa a perceber que sua mãe não é verdadeiramente louca, que tudo o que ela diz tem um sentido e todas as suas ações tem um propósito. Então, eis que Alyssa descobre que sua família vem sofrendo uma terrível maldição e que só ela pode quebrá-la, mas para isso, terá que ir ao País das Maravilhas. 

Até então, eu não sabia exatamente o porquê desse título, mas assim que Alyssa é transportada para o País das Maravilhas, levando sem querer o seu melhor amigo (e paixão secreta) Jeb, começo a entender. Uma coisa que posso dizer: nem tudo são flores, muito pelo contrário. Em "O Lado Mais Sombrio" encontramos uma atmosfera muito mais pesada e gótica, tudo é muito obscuro.

E aqui estou eu, a união de tudo isso. A luz e a escuridão ao mesmo tempo. Caso eu cedesse a um dos meus lados, será que eu teria que abdicar do outro? Meu coração dói ao pensar nisso. De alguma maneira, sinto que preciso dos dois para estar completa.

Desde o início do livro, eu percebi que havia alguma coisa me incomodando. O início do livro fluiu bastante, até aí tudo bem. Comecei a me cansar de verdade no decorrer da história, que foi se tornando muito maçante, principalmente quando narrava fatos do dia-a-dia. Os capítulos começaram a ficar tão longos que eu sentia uma imensa vontade de pular alguns. Depois, a aventura de Alyssa começa a ficar "viajada" demais. Além de tudo isso, a autora conseguiu enfiar um triângulo amoroso na história, o que achei que não veio a calhar.

Mas acho que, no final, o que mais me incomodou em toda a história foram os recursos que a autora utilizou para tirar Alyssa de algumas situações. Por exemplo, A. G. Howard chegou a dar alguns tipos de "poderes" para tirar a personagem de várias enrascadas.  

Porém, se tem uma coisa que eu gostei na história foi a força que Alyssa foi adquirindo no tempo em que passou no País das Maravilhas. Posso até dizer que a personagem ficou tão forte quando a Alice que conhecemos de longa data. Alguns personagens são bem legais, como Morfeu, um dos seres do submundo e até mesmo Jeb, apesar de ter tido a impressão que ele só serviu para que a autora criasse o tal triângulo amoroso.

Não posso dizer que detestei o livro, porque apesar dos defeitos, ele teve alguns pontos positivos, a começar pelo incrível trabalho gráfico da Editora Novo Conceito, que ficou incrível. Gostei tanto dessa capa que nem tenho palavras para descrever. Como esse livro faz parte de uma trilogia, espero que a autora consiga desenvolver melhor a história nos próximos volumes. 

Classificação final: 

8 comentários:

  1. Oi, Ana!

    Desde que a Novo Conceito lançou esse livro estou com vontade de ler hahaha
    Ele parece ser ótimo - e tem uma capa linda ♥

    Beijos,
    Tia War
    http://voceetaolivro.blogspot.com.br/

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    1. Oi Flávia!

      Eles fazer muita propaganda, né? Acho o máximo!
      É bom, mas também não é ótimo. A capa é maravilhosa mesmo.

      Beijo!

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  2. Essa capa é muito linda, também fiquei bastante interessada no livro, mas sempre acabo comprando por prioridade e não é um dos que eu quero muuuuito ler. Adorei a sua resenha!!

    www.estantedepapel.com

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    1. Oi Gabriela!

      Concordo, a capa é incrível, mas o conteúdo nem tanto.
      Bom, não posso dizer o mesmo. Como diz a Luara do Estante Vertical, "compro livros como um hipocondríaco compra remédios" HUAEHAUEHAUEH.

      Beijo!

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  3. Essa capa é divina! Adoro Alice e claro que quero ler esse "reconto"!

    Particularmente gosto de livros que tem uma atmosfera mais dark, em contra partida detesto livros com capítulos muito longos com descrições desnecessárias!

    Adorei sua resenha!

    Beijos!

    http://deixaelaler.blogspot.com/

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    1. Oi Jessica!

      Eu gosto também, mas aqui achei um pouco exagerado. E sim, a autora explica muita coisa sem necessidade, até detalhes de roupas. </3

      Obrigada!

      Beijo!

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  4. Hey Ana, tudo bem?

    Você não é a primeira pessoa que não gosta completamente do livro. Essa é uma obra que compraria somente para ter a capa da estante. Acho uma sacanagem com o leitor quando o autor utiliza de subterfúgios incoerentes para livrar o personagem de algumas situações, no lugar de fazer algo direito e bem elaborado. No livro Dias Perfeitos, o personagem tem tanta sorte, mas TANTA que chega a colocar em duvida a obra toda O.o

    Enfim, gostei da ideia de a família dela ter inspirado a história de Alice, mas se vai fazer uma recontagem de um conto de fadas, tem que fazer direito.

    Abraços,
    Matheus Braga
    Vida de Leitor - http://vidadeleitor.blogspot.com.br/

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  5. Oi Ana!
    Eu também não me conectei muito com a história, mas diferente de você, abandonei a leitura antes de chegar a pagina 50. Pelo jeito fiz certo, porque tirar os personagens de situações com saídas fáceis (e dar poderes a eles deve ser a mais fácil de todas, né?) e personagens que existem apenas para ser uma das pontas de um triângulo definitivamente são coisas que me desagradam.
    Beijos
    alemdacontracapa.blogspot.com

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