28 de agosto de 2015

Resenha: Soldier

Título Original: Soldier Dog
Autora: Sam Angus
Páginas: 256
Tradução: Julio de Andrade Filho
Editora: Novo Conceito
Livro recebido em parceria com a editora.

Quando Tom Ryder é convocado para lutar na Primeira Guerra Mundial, não imagina o quanto o seu irmão mais novo, Stanley, sentirá sua falta. A única alegria do garoto são os filhotes de Rocket, a cadela premiada que é o orgulho da família. Porém, ao descobrir que Rocket teve filhotes mestiços, o pai de Stanley fica furioso e ameaça afogar os cãezinhos. Inconformado e desejando reencontrar Tom, Stanley foge de casa. Mentindo a idade, consegue se alistar no exército britânico. Somente o amor incondicional pelos animais será capaz de fazê-lo sobreviver à brutalidade e à frieza dos campos de batalha. Uma prova de que a inocência e a sensibilidade podem ser mais poderosas do que a guerra. Soldier: Leal Até o Fim é um livro emocionante e intenso, recomendado para leitores de todas as idades, especialmente para os apaixonados por cães.

Livros com animais são o meu ponto fraco. Gosto tanto de bichinhos que tento evitar qualquer obra que conte histórias sobre eles porque eu sempre fico super deprimida após a leitura. Lembro que, quando li Marley & Eu há uns oito anos atrás, fiquei semanas me lembrando do livro e meus olhos sempre ficavam marejados (se bobear, fico balançada até hoje). Ler Soldier me trouxe um misto de sentimentos, principalmente por saber que foi baseado em fatos históricos e relatos reais. 

Ao completar 17 anos, Tom Ryder é convocado para lutar na Primeira Guerra Mundial. Enquanto isso, três anos depois, Stanley Ryder continua esperando ansiosamente seu irmão mais velho voltar para casa, pois não aguenta mais viver sozinho com Da, seu pai. Esse sentimento pode até parecer um pouco cruel, mas a verdade é que depois da morte de sua esposa, Da se fechou totalmente para o mundo a sua volta, e isso inclui seus filhos. A família possui uma bela cadela de corrida, Rocket, que por um descuido de Stanley foge durante o cio. Apesar de voltar para casa, o "pior" já havia acontecido: Rocket tinha cruzado com vira-latas e Da deixou claro que não iria aceitar cães mestiços em casa. 

Em dado momento, a mágoa de Stanley para com o pai se torna tão insuportável que ele foge de casa. Apesar de ter apenas 14 anos, consegue se alistar e vai em busca de Tom, jurando que jamais poderia perdoar seu pai pelas atitudes cruéis que havia tomado. Por ter um talento nato com os animais, Stanley acaba se tornando um ótimo adestrador de cães, que faz de tudo para honrar a sua paixão por eles e ao mesmo tempo cumprir o seu dever. 

— O cão deve querer estar com você. Se ele quiser estar com você — estava dizendo Richardson —, então ele será leal, corajoso e honrado. Não só isso: ele vai ser impulsionado como se por uma espécie de magnetismo, atravessando em meio às bombas, através de furacões de fogo e de campos com tanques se deslocando, pelo desejo de estar com você. Se ele amar você, vai correr para casa, para você, mesmo através de nevascas de estilhaços de ferro. (pág. 73)

Sempre que vou ler uma história onde o foco são os animais, tenho a impressão que alguma coisa ruim vai acontecer a qualquer momento. Esse livro me quebrou porque não é apenas uma coisa ruim, mas várias situações extremamente tristes ocorrem no decorrer do livro. Eu já fazia ideia de que colocavam animais em campo, mas fiquei bem chocada ao saber que cerca de cem mil cães fora recrutados na Primeira Guerra Mundial e o pior: desses, sete mil foram mortos em batalha. 

O livro é narrado em terceira pessoa e, apesar de ser ficção, consegui enxergar todos os fatos reais, todas as perdas, a dor, a situação precária dos soldados e também dos cães, tudo o que eles eram obrigados a passar. Além disso, Sam Angus conseguiu mostrar de uma forma muito bonita (e muitas vezes dolorosa) a lealdade dos cães para com os seus donos. E tem gente que ainda tem coragem de dizer que cães e gatos são irracionais, tenha dó. 

Apesar de tudo ser muito bonito e tocante, não consegui me conectar cem por cento com ela, mas assumo a culpa. Procrastinei tanto para ler (por medo de ficar triste demais, eu confesso) que a história acabou perdendo o sentido para mim. Algumas tragédias acontecem, sim, mas o final me deixou muito emocionada. Soldier é o livro perfeito para todos os amantes de cachorros e aqueles que, assim como eu, acreditam que o amor desses animais podem enfrentar quaisquer obstáculos. 

Classificação final: 

14 comentários:

  1. Oi Ana, entendo bem tudo o que você comentou sobre o livro. Também evito ler livros de animais porque sempre me deixam deprimida. E sempre espero que algo triste vá acontecer. Então prefiro nem ler, e geralmente nem compro ou peço para editoras livros assim.

    Beijos

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  2. Eu amo livros com cachorros e bichinhos de estimação mas li o do gato bob e acabei não gostando tanto. Acho que não me apeguei tanto a história e tal e pela sua resenha esse livro parece seguir muito o estilo do gato bob que eu li um tempinho atrás. É uma pena que a leitura não tenha sido 100% ok, né? Eu fico muito bolada quando isso acontece. </3

    Beijos!
    http://www.prateleiracolorida.com.br/

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  3. Oie
    Eu gosto muito de livros como este, pelo que vi na sua resenha apesar de ser um livro emocionante e tal, é uma história linda!! Ai quero ler.
    Que capa mais maravilhosa.

    Beijos
    http://diariodeincentivoaleitura.blogspot.com/

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  4. Oie Ana =)

    Confesso que não curto muito livros que tenham animais como protagonistas, Sempre acabo desidratada com essas histórias, mesmo quando elas tem um final feliz.
    Uma pena que a história não consegui envolver você como o esperado. Infelizmente as vezes isso acontece ...

    Beijos;***

    Ane Reis.
    mydearlibrary | Livros, divagações e outras histórias...
    @mydearlibrary



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  5. Oi, Ana! Tudo bem? Adorei a resenha, mas agora você me deixou meio confuso! hahaha Alguns dos seus comentários e a sua nota me desanimaram a ler o livro, mas outros dos seus comentários me deixaram com bastante vontade de ler o livro. Ai, ai... Ler ou não ler? Eis a questão! kkkkk

    Abraço

    http://tonylucasblog.blogspot.com.br/2015/08/resenha-premiada-johnny-bleas-um-novo.html <- Tá rolando promoção do livro "Johnny Bleas - Um Novo Mundo" lá no blog! ;)

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  6. Eu amei a sinopse, e amei ter encontrado seu blog - sou doida por blogs de resenhas! Me ajudam mto a escolher livros pra comprar, meu vício maior! :)
    Fiquei balançada com essa história. Eu tenho um ponto fraco por histórias com animais.. E um pouco de medo também, na verdade - de ler/ver histórias com animais.
    No dia em que vi "Sempre ao Seu Lado", eu tive uma crise de choro tão intensa que lembro que faltei na faculdade pq simplesmente não conseguia parar de chorar mesmo com o filme tendo acabado! Pode isso?
    Parabéns pelo blog! Vou voltar mais vezes :)

    Beijos! www.deepluv.com

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  7. Oi, Ana !
    Sua resenha me fez ter vontade de ler o livro, mesmo quando a questão "animais" é algo extremamente dificil e delicado para mim. Fico muito mal quando leio, vejo ou escuto falar de qualquer coisa ruim a respeito, morte ou crueldade.. Enfim, fico muito abalada.
    Até hoje não tive coragem de ler Marley&Eu por isso kk vi o filme e fiquei semanas martelando o fim na minha mente. Mas, com a sua resenha acho que posso criar coragem e ler algo do estilo.
    Quem sabe eu não comece por Soldier mesmo ? Obrigada pela ótima resenha, parabéns pelo blog.
    Beijos
    http://sorvete-literario.blogspot.com

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  8. Oi Ana!
    Eu também amo tudo que é relacionado a animais, já tinha ouvido falar sobre o livro, mas estou com muito receio de lê-lo. Porque nossa sete mil cães mortos gente!! Que desastre!
    Marley e Eu, eu também fiquei super triste!!
    Beijos!!
    umlugarparaleresonhar.blogspot.com

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  9. Oi Ana!
    Sabe..não sou uma pessoa muito chegada em bichinhos, talvez porque nunca tive animais de estimação. Então é bem provável que o livro não tivesse em mim o mesmo impacto que em você.
    Uma pena quando encerramos uma leitura com essa sensação de que se tivéssemos lido diferente (em outro momento, em outro lugar, em menos dias) teríamos aproveitado mais, né?
    Beijos,
    alemdacontracapa.blogspot.com

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  10. Sempre fico com um pé atrás de leituras que trás animais na capa, já achou que vai ser a leitura mais triste da minha vida, no estilo do filme "Para sempre ao seu lado", mas gostei da sua resenha me deixou com vontade e curiosidade de conhecer essa história.

    Beijos
    Dani Cruz
    blog-emcomum.blogspot.com.br
    Twitter - @blogemcomum / Insta - @blogemcomum / Fanpage Em Comum

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  11. Sou apaixonada com animais e quando eu li Marley & Eu, sério, eu chorei porque me apeguei muito! É uma pena quando a gente não se "prende" 100% ao livro, ando tendo esse problema ultimamente...
    Estou apaixonada com o seu blog, sério! Decidi seguir para poder acompanhar porque eu amo livros e vi que você também gosta! (:

    http://makingcolorfilm.blogspot.com.br/

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  12. Olá Ana, td bem?
    Devo admitir que também fiquei muito emocionado quando li Marley e Eu, e depois dele nunca mais li nada sobre animais. Esse tbm parece ser muito emocionante, mas não tô no animo para ler uma coisa dessas. Quem saiba no futuro.
    Abraços...

    http://newworldbr.blogspot.com.br/

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  13. Oi Ana, tudo bem?

    Tenho problemas com livros com animais na capa. Porque, assim como você, acho que eles sempre acabam morrendo ou sofrendo muito. E só pelo subtitulo desse livro eu já imagino a saga de Soldier. Pelo que você falou na resenha, vou continuar bem longe desse livro. Não quero ficar com o coração na mão não.

    beijos
    Kel
    www.porumaboaleitura.com.br

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  14. Oi Ana,

    Eu também sou assim. Meu amor pelos animais é tão grande que eu sempre fico com medo de ler algum livro em que algum bichinho receba o foco. Livros que falam sobre animais são os únicos que fazem com que eu chore com uma facilidade gigantesca. Assim como você, também tive uma espécie de depressão com Marley & Eu. E me recuso a assistir o filme novamente.
    Soldier é um livro que está na minha lista de "vou ler", mas sabe quando a gente sente aquele medo? Pois é. Mas eu gostei do que você falou, apesar de sentir meu coração apertar com a sua resenha.
    Beijos, Tão doce e tão amarga.

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