11 de janeiro de 2016

Resenha: Lonely Hearts Club

Título Original: The Lonely Hearts Club
Autora: Elizabeth Eulberg
Páginas: 240
Tradução: Marina Vargas
Editora: Intrínseca

Penny Lane Bloom cansou de tentar, cansou de ser magoada e decidiu: homens são o inimigo. Exceto, claro, os únicos quatro caras que nunca decepcionam uma garota — John, Paul, George e Ringo. E foi justamente nos Beatles que ela encontrou uma resposta à altura de sua indignação: Penny é fundadora e única afiliada do Lonely Hearts Club — o lugar certo para uma mulher que não precisa de namorados idiotas para ser feliz. Lá, ela sempre estará em primeiro lugar, e eles não são nem um pouco bem-vindos. O clube, é claro, vira o centro das atenções na escola McKinley. Penny, ao que tudo indica, não é a única aluna farta de ver as amigas mudarem completamente (quase sempre, para pior) só para agradar aos namorados, e de constatar que eles, na verdade, não estão nem aí. Agora, todas querem fazer parte do Lonely Hearts Club, e Penny é idolatrada por dezenas de meninas que não querem enxergar um namorado nem a quilômetros de distância. Jamais. Seja quem for. Mas será, realmente, que nenhum carinha vale a pena?

Se você for fã dos Beatles como eu, vai entender logo de cara o porquê de esse livro ter chamado tanto a minha atenção. "We’re Sargent Peper’s Lonely Hearts Club Band, we hope you have enjoyed the show"... Pois é, minha gente... Logo me apaixonei pelo nome, pela capa e achei a sinopse no mínimo interessante. É realmente uma pena eu não ter aproveitado tanto assim o show.

Lonely Hearts Club é narrado por Penny Lane, que ganhou esse nome inusitado porque os seus pais são beatlemaníacos de carteirinha, paixão que a garota acabou herdando deles. Após ter pegado seu amor de infância na cama com outra (isso depois de o garoto ter feito juras de amor para ela),  Penny Lane toma uma das decisões mais importantes da sua vida: chega de garotos, chega de namorar. Então, ela resolve criar o Lonely Hearts Club, especialmente para mulheres que não precisam de homens para serem felizes. 

Acontece que as decepções amorosas eram tão gerais que o Lonely Hearts Club acabou crescendo e se tornando muito popular no colégio onde Penny Lane estuda. O LHC também passou a ser algo a mais do que apenas não namorar garotos idiotas, acabou se tornando uma reunião de amigas que ajudam umas as outras em qualquer situação. 

Qualquer um que já tenha se agarrado a uma música como a um bote salva-vidas vai entender. Ou alguém que tenha colocado uma canção para fazer aflorar um sentimento ou uma lembrança. Ou que tenha uma trilha sonora tocando em sua mente para embalar um diálogo ou uma cena. (pág. 19)

Gente, acho que nem eu entendi muito bem qual foi o meu problema com esse livro. Quer dizer, aparentemente todo mundo gosta dele, acha super fofo e não sei mais o quê, mas eu não vi isso tudo. Para não dizer que não gostei de nada, eu achei essa premissa de "você não precisa de um cara para ser feliz" MUITO legal e isso me interessou demais no começo do livro, porque eu sou do tipo de menina que prega isso. Mas sei lá, é triste quando você só percebe isso e quer ser feliz sem um cara só quando tem uma decepção amorosa. 

Os capítulos são curtinhos e a narrativa é muito ágil, mas achei um pouco infantil demais. Para ser sincera, achei as personagens infantis demais para idade delas (na faixa dos 16 anos). Eu não sei se as garotas são assim mesmo nessa idade, mas eu não lembro de ter atitudes e pensamentos tão imaturos, muito menos de ficar só pensando em caras. Mas enfim, cada um com seu cada qual. No meio de tudo teve um romancezinho bem legal de acompanhar, que foi uma das coisas que salvaram a história.

Mas enfim, se você estiver entre seus quatorze ou quinze anos, Lonely Hearts Club é perfeito para você, porque é nessa idade mais ou menos que a gente começa a sofrer por amor. É sempre bom lembrar que nossas amizades devem vir em primeiro lugar, já que elas sempre estarão lá para gente quando estivermos na bad por causa de um boy. E o mais importante: devemos dar valor a nós mesmas antes de qualquer coisa!

Classificação final: 

6 comentários:

  1. Oi Ana!
    Acho muito frustrante quando termino uma leitura e fico assim, sem saber porque não curti tanto. Prefiro detestar com todas as forças então, rsrs
    Detesto quando as personagens adolescentes são tão imaturas e fico com a mesma sensação que você: será que eu era diferente nessa idade, ou será que a autora se esqueceu de como era ser adolescente?
    Que pena que a leitura decepcionou você.
    Beijos,
    alemdacontracapa.blogspot.com

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  2. Oi Ana, quando o livro foi lançado eu até fiquei curiosa para ler, e todo mundo comentou que era fofinho e coisa e tal, mas acabei deixando para lá, e agora tenho a impressão de que teria a mesma sensação que você, de que a leitura é mais adequada para um público mais jovem. De qualquer forma, acho que não vou ler. rsrs

    Beijos

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  3. Vem conferir meu Blog junto com minha prima! Resenhas, livros, moda, filmes e muito mais!
    https://luckforus.wordpress.com/2016/01/13/resenha-hades-o-2o-da-serie-halo/

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  4. Oie...
    Achei a premissa interessante e a sua resenha lá ia até me ganhando, porém, cheguei na parte sobre a infantilidade e sobre ser indicado para 15/16 anos ... Aí desaminei , pois, tenho 21 e isso com certeza iria me incomodar :)
    Beijão

    http://coisasdediane.blogspot.com.br/

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  5. Amei o livro parecer cheio de lições pra quem começa a conhece o amor e entrou na minha lista pra eu ler e lembram da minha adolescência.
    Bjss

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  6. Olá, Ana.
    A premissa do livro é realmente muito boa; pena que foi mal aproveitada e acabou não te agradando tanto.
    Ótima resenha.

    Desbrava(dores) de livros - Participe do top comentarista de janeiro. Serão dois vencedores!

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