3 de maio de 2016

Resenha: Encrenca

Título Original: Trouble
Autora: Non Pratt
Páginas: 307
Tradução: Silvia M. C. Rezende
Editora: Verus
Livro recebido em parceria com a editora.

Quando o colégio inteiro descobre que Hannah Sheppard está grávida, ela tem um verdadeiro colapso. E quem está ao seu lado é Aaron Tyler, um aluno novo e o único garoto que não parece ter segundas intenções em relação a ela. Desejando compensar seus erros do passado, Aaron toma uma difícil decisão: ele se oferece para fingir ser o pai do bebê. E, temendo revelar quem é o verdadeiro pai, Hannah aceita. Encrenca é a história de dois jovens que estendem a mão um para o outro quando todas as demais pessoas parecem lhes dar as costas. Em um período marcado por perdas, arrependimentos e esperança, os dois vão descobrir que nada se compara a encontrar o seu primeiro melhor amigo de verdade. Este livro inteligente, por vezes comovente, por vezes engraçado, mostra que crescer pode ser complicado, mas é assim que se descobre o que realmente importa na vida.

Sabe aquele livro que a gente lê a sinopse e acha que pode até ser interessante? Aí a gente olha pra capa e se apaixona de vez? Foi isso o que aconteceu quando eu vi Encrenca nas news de Abril do Grupo Editoral Record. Todo mundo adora ler sobre um tema que, apesar de acontecer bastante, ainda é um grande tabu, não é verdade? Ainda mais quando esse tema é gravidez na adolescência. Vocês já perceberam que é um fato que a gente acha que nunca pode acontecer com a gente ou com alguém próximo? Pois é, né... Até que acontece. 

Hannah Sheppard é exatamente aquele tipo de menina que a gente odeia: popular, adora exibir o corpitcho (não que a gente também não adore, né? HAHAHAHA), fútil e tem a fama de ser a mocinha mais fácil da escola. Ah, ela também tem uma "melhor amiga", Kate, que é sua cópia cuspida e escarrada, mas um pouco mais filha da puta, com o perdão da expressão. É aquele tipo de menina que acha que pode ter tudo a hora que quiser, que nada vai dar errado na sua vidinha perfeita até que vem a bomba: descobre que está grávida aos 15 anos. 

Penso que é nesse momento que a gente descobre quem são nossos amigos de verdade e Hannah descobriu da pior forma que não tinha ninguém ao seu lado a não ser sua avó. É claro que não teve coragem de contar para mais ninguém além dela, já que ela é super nova e não pode dizer de jeito nenhum quem é o pai. Quando Hannah pensa que as coisas estão ruins de uma forma que não pode piorar, alguém posta no Facebook para todo mundo ver o seu terrível segredo. E é aí que surge Aaron Tyler, o mocinho com o famoso passado sombrio, mas que entra na história para ser o super-herói da Hannah no momento em que se oferece para ser o pai da criança. 

Viver é que me deixa exausto. Às vezes preciso de todas as minhas forças para sobreviver a mais um dia. (pág. 91) 

Antes de começar a escrever a minha opinião sobre o livro, só queria deixar claro que não estou julgando Hannah por ser "fácil". Eu só dei a descrição que, tecnicamente, a própria autora dá sobre a personagem que ela criou. E por falar em Hannah, queria deixar claro que ela é super irritante, mas acho que isso é uma característica dos adolescentes em geral. Quer dizer, a maioria das meninas de 15 anos, aparentemente, só ficam pensando em crushs, sexo e bebidas. O que eu gostei de ver foi o quanto ela amadureceu durante a história: no início era super metida e arrogante, mas os pensamentos dela mudavam a cada capítulo. 

Aaron é um amorzinho né, apesar de ser bastante louco. Fico pensando o que eu faria no lugar dele se uma garota que mal conheço (no início do livro eles são apenas colegas) ficasse grávida. Aliás, eu fico pensando se me ofereceria para ser o pai do filho da minha melhor amiga, imagina só a responsabilidade! Mas não posso negar que gostei demais do personagem e do papel que desempenhou na história. Enquanto todo mundo julgou e abandonou, ele estava lá para ela.

Infelizmente Encrenca ainda está longe de ser um livro ótimo. Não tem muitas reviravoltas e a única coisa que me surpreendeu um pouco foi a confirmação do pai do bebê. Não foi uma surpresa total porque eu comecei a desconfiar assim que ele surgiu na história. Além do mais, apesar de ter sido fofo, o final foi bem mais ou menos. Senti falta de alguma coisa, de alguma moral, sei lá. É uma boa leitura? Com certeza. É só não ir com muita sede ao pote. 

Classificação final: 

3 comentários:

  1. Oi, Ana Clara!
    Quando comecei a ler sua resenha, tive esperanças de que a história fosse ótima, uma vez que a ideia tem muito por onde ser aproveitada. Pena que isso não aconteceu. De qualquer forma, uma amizade que fica ao nosso lado nos momentos difíceis, é sempre bem-vinda, né? Pelo menos nisso, podemos tirar algo do livro. Parabéns pela resenha ;)

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  2. Oi Ana!
    O livro tem um tema que é mais difícil de se ver, mas é interessante. Pena que vc não curtiu muito, ainda sim fiquei com vontade de ler.

    Beijos
    http://diariodeincentivoaleitura.blogspot.com.br/

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  3. CHEGUEI. Quando vi a news da editora nos blogs eu fiquei interessada nesse livro, porém não imaginei que fosse ser tão chichê como mostrava na sinopse.
    Então estivemos comentando e vi que não iria gostar tanto e foi bem previsível, talvez uma leitura para passar o tempo.

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