17 de junho de 2016

Resenha: Amor à Moda Antiga

Título: Amor à Moda Antiga
Autor: Carpinejar
Páginas: 104
Editora: Belas-Letras
Livro recebido em parceria com a editora.

Em seu aniversário de 43 anos, Fabrício Carpinejar ganhou de presente uma velha máquina de escrever Olivetti Lettera 82 verde-esmeralda. Desde esse dia, ele se dedica a escrever nela poemas de amor e a guardá-los como um inventário de seus sentimentos e emoções ao longo de sua carreira. Pela primeira vez, a Belas-Letras publica esses poemas exatamente como os originais foram enviados à editora, em maços de papel despachados pelos Correios, sem nenhum tipo de correção ortográfica, edição ou retoques, inclusive com as próprias anotações à mão feitas pelo próprio Carpinejar. Todos os textos de Amor à Moda Antiga (inclusive este) foram originalmente escritos em máquina de escrever. O resultado é um livro orgânico, singelo e apaixonadamente imperfeito, exatamente como o amor é.

Comecei a tomar gosto por poesia esses dias mesmo. Eu achava que não gostava do gênero até descobrir o Paulo Leminski em minhas andanças pelo Tumblr, e depois disso me apaixonei. Quando solicitei Amor à Moda Antiga, o fiz por um único motivo: é uma obra do Carpinejar e convenhamos que o cara é foda, né? Não tinha lido a sinopse, consequentemente não sabia que era um livro de poesias... E eis que me surpreendi com o seu conteúdo. 


Carpinejar escreveu todos os poemas de Amor à Moda Antiga em uma máquina de escrever verde esmeralda (daí vem a cor-tema do livro) que ganhou de presente em seu aniversário de 43 anos. O mais legal é que o autor estregou pessoalmente os maços e os poemas foram publicados na mesma ordem em que foram entregues.

Os textos não passaram por revisão (tanto que alguns têm correções feitas à mão pelo autor), muito menos tratamento digital e acho que é justamente isso que o faz tão especial. Parece que estamos tão próximos do Carpinejar que a medida que ele ia escrevendo o poema, entregava na mão da gente, sabe? Cada um mais lindo que o outro!


Minha vontade era de tirar fotos de TODOS os poemas e postar aqui para vocês, mas daí não teria graça, né? Separei esses dois que são os meus favoritos. Todas as páginas carregam uma sensibilidade enorme, pequenas histórias contadas estrofes. A leitura é tão fluida que li em uma viagenzinha de 15 minutos de ônibus, indo para a faculdade.

A diagramação está maravilhosa, como sempre! A capa do livro em si é toda branquinha com o título e o nome do autor, mas tem um toque super charmoso: ele veio acompanhando de uma jacket verde super delicada, coisa linda de se ver. É impossível não se apaixonar por essa obra.

Classificação final: 

3 comentários:

  1. É meu sonho ter uma máquina de escrever kkk deve ser muito bommm poder escrever seus pensamentos digitando-os em algo antigo e ao mesmo tempo diferente.É muito bom ler poemas de vez em quando viajar naquelas palavras lindas e fascinantes,eu ainda não tinha ouvido falar desse autor mas apenas lendo a sua resenha e esse trechos maravilhosos eu fiquei bastante curiosa para ler esse poema incrível.Será que já tem em pdf?kk Ótima resenha,bjss!

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  2. Esse livro é MUITO AMORZINHO! Fiquei apaixonada quando li. *_*
    E também sonho em ter uma máquina de escrever, assim como a Jennifer ^^
    Seguindo o blog!

    Beijos,
    Postando Trechos

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  3. Oi, Ana!

    Esse livro é tão <3
    Confesso que não gosto de poemas, mas me interessei por ele. A leitura fluiu bem, então considero ele um livro maravilhoso.

    Adorei!
    Abraços,
    Flávia Bergamin ♥
    http://voceetaolivro.blogspot.com.br/

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