23 de julho de 2016

Resenha: De Volta a Blackbrick

Neste livro sensível e delicado, a autora utiliza o universo fantástico para falar sobre memória. O protagonista é Cosmo, um menino que vive com o avô e muitas vezes tem pouca paciência com ele. Na verdade, o avô sofre de Mal de Alzheimer e está perdendo a memória. Um dia, ele dá uma chave a Cosmo e pede que ele vá até a mansão de Blackbrick. O menino descobre que o local é, na verdade, um portal para o passado, e lá encontra o avô aos 16 anos. Com a nova convivência, ele vai conhecer de verdade sua história.

 Título Original: Back to Blackbrick
Autora: Sarah Moore Fitzgerald
Páginas: 240
Tradução: Glenda D'oliveira
Editora: Galera Record
Livro recebido em parceria com a editora

Eu sou totalmente apaixonada por infanto-juvenis e sempre que tenho oportunidade, leio algum. Não precisou muito para eu querer desesperadamente ler De Volta a Blackbrick: um tema delicado, a doença de Alzheimer, atrelado a um mistério super envolvente. A história e os personagens são tão cativantes que eu a li em um piscar de olhos, numa sentada. 

Cosmo — "que tipo de mãe dá um nome desse para um filho?" — mora com os seus avós. Após a morte de Brian, seu irmão, Cosmo foi definitivamente abandonado pela mãe, que foi morar em Sydney para trabalhar. As coisas poderiam ser até aceitáveis não fosse um detalhe (que de detalhe não tem nada): a cada dia que passa ele vê seu amado avô, Kevin, perder uma batalha para o Mal de Alzheimer. 

Em um raro momento de lucidez, Kevin entrega para Cosmo uma chave e dá instruções para que ele encontre os Portões Sul de Blackbrick, onde, segundo ele, o garoto iria encontrá-lo. Tendo prometido ao avô que iria ao menos tentar chegar até lá, apesar de achar que o velhinho realmente estava ficando louco, Cosmo não teve outra alternativa se não pegar um táxi e conferir a veracidade da história do avô. Para sua surpresa, ele realmente encontra Kevin, mas em uma versão muito mais nova. Cosmo vê nessa aventura uma grande oportunidade de modificar alguns eventos futuros para tentar reverter a situação do avô. 

Só porque não podemos mais ver alguém não quer dizer que essa pessoa não seja parte de nós. Há aqueles que se foram e morreram, e há aqueles que sequer chegamos a conhecer, e certas coisas a respeito deles ainda assim estão enterradas em nos como se fossem fósseis em âmbar. (p.219)

A narrativa é dada em primeira pessoa sob a visão de Cosmo, que apesar de aparentar pouca idade, é inteligente até demais. Apesar de ser bem racional, foi difícil para o menino ver o avô daquele jeito, tanto que ele não conseguia aceitar de forma alguma. Os sentimentos dele foram retratados de uma forma tão intensa e verdadeira que foi impossível não se colocar no lugar dele, principalmente porque o meu bisavô perdeu uma grande e longa luta para a doença. 

O mundo de fantasia criado por Sarah Moore Fitzgerald foi totalmente delicioso de acompanhar. Os personagens são super bem construídos, sem exceção. Gostei, principalmente, da forma como a autora conseguiu interligar o passado ao futuro e como as ações de Cosmo no tempo que ficou em Blackbrick contribuíram passa isso. A única coisa que me deixou super decepcionada foi o destino de Maggie, uma das personagens mais adoráveis que tive o prazer de ler. O pior de tudo foi ver que ninguém fez nada para ajudá-la... 

Fazia um bom tempo que um livro infanto-juvenil não me cativava tanto. Apesar de ter uma linguagem super simples e própria do gênero e de todos os clichês, é impossível não se apegar a ele. Com certeza De Volta a Blackbrick conseguirá agradar até mesmo os leitores mais instruídos. 

 Classificação final: 

11 comentários:

  1. Nossa!!Esse livro parece ser super emocionante e viciante,a sinopse já havia me dado uma super vontade de ler e a sua resenha triplicou a minha vontade kk.Também amo histórias de infanto-juvenil e esse tema é bem triste e para fazer com que o personagem principal possa conhecer seu avô quando ele era mais novo parece ser geniaal!Fiquei encantada com a história e vou adicionar agora a minha lista,que já está imensa,mas sempre cabe mais um ainda mais com um enredo como este kk.Ótima resenha,bjss!

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  2. Oiii Ana, como vai?
    Menina eu me apaixonei por essa obra e achei fantástica a ideia da autora utilizar a memória, é uma maneira de conhecermos melhor e até nos agradarmos da história.
    Beijinhos linda

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  3. Ooi Ana!

    Também amooo infanto-juvenil, na maioria das vezes a leitura é bem leve, o que faz com que o leitor consiga captar as mensagens passadas com facilidade. Não conhecia o livro, mas com certeza entrou pra lista de leitura.

    Beijoos!
    http://estantemineira.blogspot.com.br/

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  4. olá!
    Segunda resenha que leio desse livro e que me deixou curiosa, assim como você eu também curto infanto-juvenil e adoro livros com mistérios e aventuras rs' gostei dos assuntos abordados pela autora, uma criança sabendo como lidar com o avô e sua doença, acho que pode ser ótimo paras as crianças lerem esse livro!

    Beijos!
    http://lovesbooksandcupcakes.blogspot.com.br/

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  5. Que bela resenha, Aninha!

    Eu também gosto de livros infanto-juvenis. Li muitos no início da minha adolescência, talvez essa seja uma "tática" do gênero de conquistar novos leitores. Enfim.

    Fiquei curiosa para ler "De Volta a Blackbrick", quem sabe em um futuro próximo! =)

    Beijos, lindona!

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  6. Que bela resenha, Aninha!

    Eu também gosto de livros infanto-juvenis. Li muitos no início da minha adolescência, talvez essa seja uma "tática" do gênero de conquistar novos leitores. Enfim.

    Fiquei curiosa para ler "De Volta a Blackbrick", quem sabe em um futuro próximo! =)

    Beijos, lindona!

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  7. Oi miga.
    Alzheimer é sempre uma coisa tensa mas que eu acho interessante ser abordada nos livros, acho curioso ver o modo como o autor vai trabalhar isso. Não sou tão fã de infantos mas essa pareceu ser uma história bem legal. Espero que tenha a explicação de porquê tem uma versão mais nova do avó dele, sempre fico curiosa com essas coisas.

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  8. Já tinha visto o livro em algum lugar mais não sabia do que se tratava, agora que na sua resenha a palavrinha Alzheimer travei e necessito desse livro, eu amo livros com tenham como temas essas doenças delicadas a gente aprende tanto sem falar que são lindos.

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  9. Olá Ana,
    Não conhecia esse livro e nem a autora, mas após ler a resenha já sei que preciso dar uma chance a essa narrativa. Adoro livros sob a perspectiva de crianças, a leitura é tão pura e tocante, é belo acompanhar o mundo através dessa inocência e sensibilidade. Espero ler em breve, pois parece ser uma história bem envolvente e emocionante, repleta de reflexões, especialmente través da relação do Cosmo com o seu avô.
    Beijos

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  10. Oieeee!!! Eu achei maravilhosa a história! Não tinha ouvido falar do livro ainda é, embora não seja um gênero que costumo ler frequentemente, vou querer conferir! Achei bacana a abordagem sobre o mal de Alzheimer e como as pessoas não estão acostumadas a lidar com isso. A gente sabe a teoria, mas na prática, conviver com alguém exige paciência e MUITO amor ne? Bjao

    http://porredelivros.blogspot.com.br

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  11. Oieeee!!! Eu achei maravilhosa a história! Não tinha ouvido falar do livro ainda é, embora não seja um gênero que costumo ler frequentemente, vou querer conferir! Achei bacana a abordagem sobre o mal de Alzheimer e como as pessoas não estão acostumadas a lidar com isso. A gente sabe a teoria, mas na prática, conviver com alguém exige paciência e MUITO amor ne? Bjao

    http://porredelivros.blogspot.com.br

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