27 de julho de 2016

Resenha: Outlander - A Viajante do Tempo

Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros. Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?
 Título Original: Outlander
Autora: Diana Gabaldon
Páginas: 800
Tradução: Geni Hirata
Editora: Saída de Emergência
Livro recebido em parceria com a editora.

Outlander: A Viajante do Tempo é o primeiro volume de uma série com oito livros já publicados e uma série com várias temporadas garantidas. Desde o lançamento da série no canal Starz, a leitura do livro já tornava-se uma missão para mim, uma admiradora da adaptação televisiva. Entretanto, as 800 páginas me afastavam da finalização do plano. Mas quando decidi começar a leitura, não parei mais e estou ávida pela continuação.

Claire e Frank Randall estão em sua segunda lua de mel, após o fim da Segunda Guerra Mundial na qual trabalharam em lugares separados. Numa pacata cidade da Escócia, eles decidem aproveitar o tempo livre após a dispensa do serviço militar para ficarem juntos e conhecer um pouco daquela região tão envolvida em lendas e história. 

Logo nas primeiras cenas, Frank evidencia seu amor por genealogia e seu desejo de entender a relação entre ele e seu antepassado, Jack Randall, um dos capitães do exército britânico na época das constantes lutas entre a Coroa e o clã MacKenzie no século XVIII. Enquanto isso, Claire aproveita o tempo para divagar e apreciar monumentos, ouvir lendas e buscar sentidos nelas quando a escuridão invade seu quarto.

Uma mulher empoderada, autossuficiente e desdenhosa aproveita os dias ao lado de seu marido estudioso, fiel e aplicado na realização de seus caprichos. Mas e se Claire se envolvesse em fatos místicos e viajasse no tempo deixando Frank para trás, ela conseguiria viver sem seu amado? E é justamente isso que acontece, e Claire prova que não consegue apenas conviver com a saudade, mas que consegue se virar muito bem sozinha, mesmo em um caos de guerra.

A verdade é que nada se movia, nada mudava, nada parecia acontecer e, ainda assim, eu experimentava uma sensação de terror tão grande que perdi completamente a noção de quem ou o quê eu era, de onde me encontrava. Estava no âmago do caos e nenhuma força física ou mental era útil contra isso.

Narrando em primeira pessoa suas peripécias desde encontrar-se no meio de uma batalha entre o clã MacKenzie e o exército britânico em 1743, até quando ela conhece e salva Jamie Fraser com seus talentos curandeiros, tornando-se a enfermeira do clã e sendo levada com eles, para sua nova vida. Entretanto, é vítima de vários ataques por ser considerada desleal por saber tanto sobre as terras britânicas, informações ligadas a sua vida em 1945.

Assim, o vocabulário rebuscado e as alusões históricas mesclam-se com a guerra, o ódio, o amor, a lealdade e outras características viscerais. O livro é repleto de personagens esféricos, adultos com tramas realmente preocupantes. Em meio a tantas leituras juvenis que fiz, senti a diferença, principalmente na descrição profunda e no erotismo (que aparece sem tabu e sem vulgaridade).


Sem dúvidas, o melhor do livro está na ideia genial da mistura de gêneros. História, viagem no tempo, romance de época, romance de Segunda Guerra... tudo isso é encontrado com maestria em Outlander: A Viajante do Tempo, por isso já esperava que se tornasse um dos meus livros preferidos e foi o que aconteceu.

Quanto ao desafio de ler um livro extenso? Foi fácil quando a autora tem propriedade em cada linha que escreve e uma desenvoltura em tornar todos os personagens e cenas o mais vívidas possível. 

Classificação final: 

5 comentários:

  1. Olá Mylane,
    Estou completamente apaixonada pela série antes mesmo de começar a ler/assistir. Faz tempo que quero ler Outlander, mas ainda não adquiri os livros, e apesar de preferir ler o livro antes de assistir a série, acho que dessa vez vou ter que fazer uma exceção, pois não aguento mais de tanta ansiedade! Adorei sua descrição do livro, e amei saber que esse romance tem uma construção histórica real, na guerra entre os ingleses e escoceses. Esse livro é completo, incrível e apaixonante! Estou contando os dias para ler esse livro tão elogiado.
    Beijos

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  2. Sou louca para ler essa série já faz um tempinho mas eu fui descobrir semanas atrás que tinha adaptação na Tv kkk.Agora fiquei ainda mais curiosa.Imagina!!Um romance com viagem no tempo e Segunda Guerra Mundial juntos,é um livro que eu não posso deixar de ler kk.Quero poder ler todos os volumes e depois assistir a série.Também estou ansiosa para saber quem a Claire irá escolher.Ótima resenha,bjss!

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  3. Oi Mylane, recebi esse livro esta semana, e estou louca para ler - há tempos, para ser sincera. Que bom que você gostou, espero ter a mesma experiência.

    Beijos

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  4. É tão bom quando a autora acerta em cada linha da história, né? A gente esquece da quantidade de páginas — que são só números — e se entrega à história como se não houvesse amanhã.

    Ótima resenha, Mylane.

    Beijos!

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  5. Comecei a ver a série mas parei no segundo ep.
    Mas tenho vontade mesmo de ler os livros pra depois tenta voltar pra serie

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