23 de agosto de 2016

Resenha: The Kiss of Deception

Tudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas menos para a protagonista dessa história. Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna também a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro? Quando se vê refugiada em um pequeno vilarejo distante o lugar perfeito para recomeçar ela procura ser uma pessoa comum, se estabelecendo como garçonete, e escondendo sua vida de realeza. O que Lia não sabe, ao conhecer dois misteriosos rapazes recém-chegados ao vilarejo, é que um deles é o príncipe que fora abandonado e está desesperadamente à sua procura, e o outro, um assassino frio e sedutor enviado para dar um fim à sua breve vida. Lia se encontrará perante traições e segredos que vão desvendar um novo mundo ao seu redor. O romance de Mary E. Pearson evoca culturas do nosso mundo e as transpõe para a história de forma magnífica. Através de uma escrita apaixonante e uma convincente narrativa, o primeiro volume das Crônicas de Amor e Ódio é capaz de mudar a nossa concepção entre o bem e o mal e nos fazer repensar todos os estereótipos aos quais estamos condicionados. É um livro sobre a importância da autodescoberta, do amor, e como ele pode nos enganar. Às vezes, nossas mais belas lembranças são histórias distorcidas pelo tempo.

Título Original: The Kiss of Deception
Autora: Mary E. Pearson
Páginas: 406
Tradução: Ana Death Duarte
Editora: DarkSide Books
Pode conter spoilers!

Apesar de não ler muito do gênero, gosto demais de um bom livro de fantasia, principalmente quando há uma mistura de romance, mistério e aventura no meio. Eu tinha certeza que ia adorar The Kiss of Deception, mas a leitura me surpreendeu mais que o normal. Claramente caí em todas as armadilhas preparadas pela Mary E. Pearson e eu simplesmente adorei esse fato. 

A essa altura todo mundo já deve saber que a trama gira em torno de Lia — mais especificamente princesa Arabella Celestine Idris Jezelia, Primeira Filha do reino de  Morrighan. Acontece que, justamente pelo fato de ser uma Primeira Filha, acabou sendo amarrada em um casamento arranjado unicamente por questões políticas e é claro que esse não é nem um pouco o seu desejo. No dia do casamento, Lia junta seus pertences mais preciosos e foge para Terravin junto com Pauline, sua fiel amiga. 

Pouco depois de sua chegada, surgem dois homens totalmente estranhos no vilarejo. O que Lia nem imagina é que um deles é o príncipe com quem devia ter se casado e o outro um perigoso assassino enviado por Venda, um dos reinos inimigos, para matá-la. A principal sacada da autora foi não deixar claro quem é o príncipe e quem é o assassino e sim, caí totalmente na estratégia dela. Confesso que o início do livro é um pouco lento, mas aproximadamente da metade para o final a história dá uma guinada e é impossível parar de ler até terminar. 

As verdades do mundo desejam ser conhecidas, mas elas não se forçam sobre a gente como as mentiras fazem. Elas vão nos cortejar, sussurrar para nós, brincas por trás de nossas pálpebras, deslizar para dentro de nós e aquecer nosso sangue, dançar ao longo de nossas colunas e acariciar nossos pescoços até que a pele fique toda arrepiada.

Um dos pontos altos do livro é a própria protagonista. Desde o início Lia se mostra guerreira e certa do que quer. Prova disso é fugir do seu casamento, sabendo que colocaria o reino em risco — quero deixar claro que eu faria a mesma coisa, ninguém é obrigado a casar com uma pessoa que nem ao menos conhece. Apesar de ser um pouco ingênua, Lia amadurece bastante com o passar do tempo e certamente continuará crescendo no decorrer da saga. Para falar a verdade, todos os personagens femininos do livro são marcantes a sua maneira. 

O príncipe e o assassino obviamente são apaixonantes e o fato de você não saber identificá-los provavelmente deixará o leitor animado, mas ao mesmo tempo com o pé atrás — pelo menos foi o que aconteceu comigo. Há quem diga que o público alvo do livro é o feminino. Pode até ser verdade, mas tenho certeza que a história agradaria até mesmo os leitores mais críticos. Também há todo um mistério ao redor do Dom, que é como se fosse um sexto sentido que passa para todas as Primeiras Filhas. O cenário medieval é outro ponto positivo. 

A arte de The Kiss of Deception é totalmente maravilhosa, assim como todos os livros da DarkSide. Eu simplesmente não vejo a hora de ler a continuação da história, principalmente para saber o que acontece com Pauline, que acabou se tornando a minha personagem preferida na trama. A única coisa que eu tenho para dizer é que já me viciei nessa história apenas no primeiro livro e mal posso esperar para ver o que Mary E. Pearson está preparando para nós. 

Classificação final: 

4 comentários:

  1. Oi Cri!

    Menina do céu, certeza que eu ia amar esse livro, apesar de ter um pouco de medo dele.
    Gosto dessas hitórias que misturam romance e aventura.

    Bjs

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  2. Eu amei esse livro. A edição esta maravilhosa, e muitas vezes parava a leitura para ficar analisando esse capa rsrs. A protagonista é um dos pontos mais positivos, sua determinação me conquistou por inteira e torci muito para que seus planos dessem certo. No começo o livro foi sim lento, no meio eu já estava envolvida e quando descobri quem era o assassino não parei de ler, alias também fui enganada pela autora, e gostei disso, a cada momento eu trocava minhas apostas srsr. Super indico

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  3. Oiee
    Eu praticamente não tenho dúvidas de como esse livro é bom, só porque muuuita gente gosta dele hahaha, e também porque é da Darkside, e Darkside é amor <3
    Quero ler principalmente por causa da protagonista, mas vou aguardar a publicação dos próximos livros pra pensar em começar a compra-los.
    Beijo

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  4. Gente, a divulgação pra essa obra ta tão grande que estou muito curiosa pra conehcer. Embora o fato do título não ser em portugues me incomoda um pouco, mas acho que todo o resto compensa. Parece mesmo que os personagens masculinos são apaixonantes e não vejo a hora de experimentar essa sensação eu mesma. Adorei a sua resenha, como as outras.
    Um abraço!

    http://paragrafosetravessoes.blogspot.com.br/

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