12 de outubro de 2016

Resenha: O Jogo das Perguntas

Com mais de 2,5 milhões de exemplares vendidos, O jogo das perguntas se tornou um fenômeno ao levar os leitores a refletir sobre seus princípios e valores.Abordando diversos assuntos – como amor, dinheiro, sexo, ética e tecnologia –, este livro estimula o crescimento pessoal, ajuda a aprofundar seus relacionamentos e é um ótimo passatempo para quando você estiver sozinho no carro ou num jantar com seus amigos e familiares.Nas 291 questões polêmicas que encontrará aqui, você será convidado a explorar o mais fascinante dos temas: você mesmo e a maneira como lida com a vida.Você reescreveria a redação de seu filho no vestibular se isso garantisse a ele uma vaga na melhor universidade? Estaria disposto a abrir mão de sexo durante um ano se isso lhe garantisse paz interior?Pergunte. Reflita. Debata. Sem oferecer uma resposta sequer, este livro vai desafiar suas crenças e, quem sabe, mudar a maneira como você enxerga o mundo e as pessoas à sua volta.

Título Original: The Book Of Questions
Autor: Gregory Stock Ph.D.
Páginas: 192
Tradução: Melissa Lopes Leite
Editora: Sextante
Livro recebido em parceria com a editora

O Jogo das Perguntas é um livro instigante, provocativo e polêmico, com 291 questões que buscam descobrir até onde vai a ética e o senso de humanidade de cada respondedor. O universalismo marcante se expande em cada linha, levando o leitor a cada uma das respostas por um caminho longo que induz o pensamento e a medida das consequências de cada uma.

Ao contrário do que a capa sugere, o livro não é mais um do gênero autoajuda, diria que se assemelha mais aos livros interativo. Sem dúvidas, a proposta de Gregory é atingida com sucesso quando cada leitor se vê encurralado entre as alternativas de saídas que as questões sugerem. Eis aí outro detalhe importante: poucas questões são abertas, a maioria oferecem duas respostas totalmente opostas, o que torna a resolução dos conflitos um verdadeiro jogo.

Na edição brasileira, sinto a ausência de notas de rodapé que ajudariam a explicar alguns termos, tornando-a mais rica, além de uma revisão mais atenta à tradução. Afora, a diagramação está impecável, com algumas perguntas em destaque com desenhos simples aliada a um formato pequeno e pocket, que pode ser levado a qualquer lugar, sendo justificado pela intenção do livro: que é nunca deixá-lo sem assunto.

Ao solicitar o exemplar, imaginei que as perguntas fossem mais superficiais como nos tradicionais jogos de perguntas e respostas, mas me surpreendi ao me ver pesquisando sobre dúvidas que formei a partir da leitura e fiquei feliz com isso. Há muito não adquiria um livro interativo que fosse tão criativo quando educativo e O Jogo das Perguntas cumpriu com maestria ambos os requisitos.

Para finalizar, vou responder algumas perguntas:
1. A tecnologia se tornou parte de nossa vida. O que seria pior: não ter mais acesso a veículos motorizados, a aparelhos de telecomunicações e computadores, ou perder uma de suas mãos?
Fazer essa pergunta a uma futura engenheira mecatrônica é bobagem! Claro que perder uma das mãos, eu faria outra em três dias, com um carro, um celular, um computador. 
3. Deixando de lado todos os motivos financeiros, você preferiria passar os próximos cinco anos confinado em uma grande metrópole ou em uma bela e isolada cidade litorânea?
Em uma bela e isolada cidade litorânea, sem dúvidas. Adoro calmaria, seria uma benção para mim!
55. Por uma viagem de uma semana com tudo pago para qualquer lugar do mundo você estaria disposto a arrancar as asas de uma borboleta? Em caso afirmativo, acha que se sentiria mal a ponto de curtir menos a viagem? E se, em vez disso, tivesse que pisar em uma barata?
Sim. Talvez um pouquinho. Não.

Classificação final: 

12 comentários:

  1. Oi!
    Que livro diferente, adorei a proposta. Acho que ele faz os leitores pensarem e repensarem em conceitos que talvez fossem certos para ele.
    Beijos

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  2. Mylane!
    Os livros interativos geralmente nos fazer repensar várias coisas em nossas vidas e pelo que pude perceber, aqui não é diferente.
    São perguntas que nos fazem questionar nossa forma de ver as coisas e isso é bom demais.
    Adorei o livro.
    “Buscamos, no outro, não a sabedoria do conselho, mas o silêncio da escuta; não a solidez do músculo, mas o colo que acolhe.” (Rubem Alves)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP Comentarista de OUTUBRO com 3 livros + BRINDES e 3 ganhadores, participem!

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  3. Que diferente. Não sou lá muito fã de livros interativos, mas esse foi o que mais me chamou atenção, consigo me imaginar soltando esse livro num almoço de família e deixando a polêmica correr solta hahaha. Sobre a borboleta, respondi sim de imediato e imagino que quase todo mundo também, depois fiquei pensando que em tese estamos destruindo uma vida por uma semana viajando...

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  4. Oi Ana ^^
    Minha experiência com livros interativos ainda é limitada e nova. Recentemente adquiri um livro chamado Listografia e confesso q é um bom passatempo para rememorar ocasiões e desejos a tanto esquecidos debaixo do tapete da mente.
    O Jogo das Perguntas me parece ter perguntas e alternativas muito interessantes. Eu definitivamente mataria uma borboleta (mas chorando) e pisaria numa barata. É legal imaginar as opções escassas que você tem nas situações, lembra muito os momentos de desafio de sobrevivência da franquia Jogos Mortais com uma pequena diferença: ninguém morre de verdade suahsau
    O Jogo das Perguntas é uma ótima maneira de pratica a empatia e o humanismo, de nos colocarmos nas situações que as outras pessoas passaram e parar de julgar antes de refletir.
    Só posso dizer que deu vontade de adquirir essa delícia.
    Parabéns pela resenha, Ana. :D
    Bjs

    https://peregrinodanoite.blogspot.com.br/

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  5. Oi Ana!
    Muito boa sua resenha, ultimamente estou precisando ler livros assim, entrou pra minha wishlist.
    beijos

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  6. Eu sou simplesmente apaixonada por livros interativos. No começo realmente achei que seria mais uma autoajuda meio sem graça, mas adorei as perguntas que você comentou. E sim eu arrancaria a asa da borboleta, sentiria culpa e pisaria na barata rsrs

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  7. Realmente pelas perguntas postadas em seu post da para notar o quanto são criativas, que além de nos fazer refletir, faz com busquemos, e pesquisamos sobre o assunto. Mesmo que a tradução não seja fiel, e não tenho significado para algumas palavras o que deixa a interpretação ruim, me interessei pela leitura.

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  8. Olha apesar de ter uma vertente curiosa e fazer-nos pensar um pouco em nossas questões profundas fiquei pensando que devam ter perguntas para mim um tanto sem sentido, como essa 55, acho ela meio que forçada, pois deve ter sido questão da tradução em algum momento! Bom esse eu passo...

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  9. Olá.
    Não sou muito de livros interativos, mas esse está bem interessante. Eu não teria paciência de ficar respondendo tantas perguntas, apesar de achar as mesmas bem reflexivas, mas para quem gosta, uma ótima pedida. Sua resenha e respostas estão muito bem elaboradas. Beijos.

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  10. Até achei interessante a proposta do livro, e só as três perguntas que você colocou aí me fizeram pensar por bastante tempo, principalmente a primeira. Mas não sei se compraria o livro e se gostaria tanto assim, pois não sou muito fã de livros interativos. Quem sabe eu dê uma chance.

    Abraços :)

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  11. Interessante esse livro, pois nos ajuda a estudar e analisar as perguntas, isso ajuda na hora de fazer alguma prova para concursos vamos ganhando experiencias. Achei as perguntas bem legais.

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  12. O livro até parece interessante e eu tenho uma amiga que adora livros do genero, mas com certeza não faz o meu estilo e eu não gastaria dinheiro com isso

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