16 de abril de 2017

Resenha: A Menina Que Não Acredita em Milagres

Foto: P.S. Amo Leitura
Campbell tem 17 anos.
Ela não acredita em Deus.
Muito menos em milagres.
Cam sabe que tem pouco tempo de vida, por isso quer viver intensamente e fazer tudo o que nunca fez, no tempo que lhe resta. Mas a mãe de Cam não aceita o fato de perder a filha, assim, ela a convence a fazer uma viagem com ela e a irmã para Promise um lugar conhecido por seus acontecimentos miraculosos. Em Promise, Cam se depara com eventos inacreditáveis, e, também, com o primeiro amor. Lá encontra, finalmente, o que estava procurando mesmo sem saber. Será que ela mudará de ideia em relação à probabilidade de milagres? A Menina que não Acredita em Milagres vai fazer você rir, chorar e repensar sua conduta de vida.

Título Original: The Probality of Miracles
Autora: Wendy Wunder
Páginas: 327
Tradução: Ana Paula Rezende Dias da Silva de Mello
Editora: Novo Conceito
Livro recebido em parceria com a editora 

Eu sei que a maioria dos leitores já está cansado de sick-lits justamente porque são tristes demais, mas A Menina Que Não Acredita em Milagres é diferente. Campbell Cooper tem câncer, tem plena consciência de que está morrendo, mas já aceitou a condição "tão bem" que para ela tanto faz. Tanto que ela já não quer mais se submeter à procedimentos que só fazem mal à ela, só quer terminar sua vida em paz. 

Cam é dessas pessoas que já sofreu tanto que simplesmente não acredita em Deus, ou milagres, ou qualquer coisa do gênero — se é que já chegou a acreditar algum dia. Mas a verdade é que por mais que você não tenha fé nas coisas, as pessoas ao seu redor acabam tendo por você, o que é o caso da família de Cam: Alicia, sua mãe, e Perry, sua irmã mais nova, decidem que elas precisam visitar Promise, um lugar onde, aparentemente, acontecem milagres. Sabem quando as pessoas já não têm mais opções e decidem tentar algo como último recurso? Pois é...

Mesmo acontecendo várias coisas inusitadas em Promise, que Cam jura de pé junto serem apenas coincidências, a única coisa que motiva a protagonista a continuar na cidade milagrosa é completar a sua Lista do Flamingo — basicamente uma lista de coisas para fazer antes de morrer que Cam e sua amiga Lily resolveram batizar de uma forma diferente. O mais legal do livro é que Promise é tão mágica e incrível que acaba se tornando um dos personagens da história.

Talvez se ela pensasse sobre as pessoas elas nunca desaparecessem de verdade. Parecia muito brega, mas havia uma explicação científica para isso também. Se você acreditava que os pensamentos eram energia e energia é matéria (E=mc²), e a matéria aparece, então uma pessoa nunca pode realmente deixar você, a menos que você pare de pensar nela. Tudo que você dividia com uma pessoa ainda está girando ao redor do universo. O amor, Cam tinha de admitir, poderia ser real. E o amor permanece. As relações permanecem. Porque os pensamentos são energia, energia é matéria, e a matéria nunca desaparece.

Muitas pessoas acharam A Menina Que Não Acredita em Milagres um livro com personagens fracos, mal desenvolvidos e com um enredo genérico, mas para mim acabou funcionando muito bem. Eu gostei muito de Cam e seu (mau) humor ácido, sua personalidade forte, a forma como lidava com as coisas mesmo sem acreditar que milagres acontecem... Alicia e Perry são ótimas, essenciais para a história, companheiras para caramba e super divertidas. Asher, que Cam conhece na ilha, é simplesmente um amor de pessoa, mas que acabou sendo mais explorado quando o livro já estava acabando.

Gostei bastante da narrativa da Wendy Wunder também, mesmo não tendo nada diferente e extraordinário. Acho que fazia tanto tempo que não conseguia ler que uma narrativa leve e despretensiosa era tudo o que eu mais precisava. Mesmo com a premissa da garota-doente-prestes-a-morrer, a história não é nem um pouco pesada e angustiante.

Para quem acha que o livro tem um teor religioso e se interessaram nele por isso, já adianto que o livro fala muito mais sobre viver o presente e aproveitar os pequenos milagres da vida do que qualquer outra coisa. A Menina Que Não Acredita em Milagres acabou se tornando uma leitura marcante para mim justamente por mostrar que cada pessoa que existe no mundo é um milagre por sí só.

14 comentários:

  1. Oi, Ana!
    Admito que não é uma premissa que me chame qualquer atenção para a leitura porque, como cristã, é inconcebível para mim ter um pensamento como o da protagonista ou mesmo me imaginar aceitando-o durante a leitura propriamente, de modo que nem cogito fazer a leitura. Ainda assim, muito boas suas ressalvas sobre, diferente de outros sick-lits, não ser pesado e ter um teor mais leve. Para quem procura algo mais descontraído no meio do gênero deve ser uma boa indicação mesmo.
    Beijos!

    ♥ Sâmmy ♥
    ♥ SammySacional.blogspot.com.br ♥
    ♥ DandoUmadeEscritora.blogspot.com.br ♥

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  2. A história parece uma narrativa simples e despretensiosa, mas gostei de saber que, se soubermos olhar mais a fundo há uma mensagem muito bonita de aproveitar o momento e os pequenos milagres da vida. Se ele é uma fácil leitura, que entrega muito mais do que aparenta, não pode faltar na minha lista de leituras.
    Bjos, Ana!

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  3. Ana, quando vi o lançamento desse livro fiquei curiosa, porque curti o título e a capa lindíssima. Geralmente, um sick-lit com humor ácido e personagens carismáticos que cumpre a missão de nos emocionar durante toda a leitura, tem o poder de se tornar inesquecível. Sendo assim, logo lerei.
    Beijos!!

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  4. Eu particularmente gosto muito do gênero. Acho que são livros estimulantes, que nos fazem repensar e refletir. A ideia da lista com coisas para fazer também deve dar mais leveza ao livro.

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  5. Olá! Capa linda, enredo bacana, qro mto ler, desde o lançamento estou namorando esse livro..Adorei a resenha!
    Bjs

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  6. Ainda não sinto bem a vontade para ler essas historias envolvendo doença ou a questão da religião, mas a historia pode ter um lado positivo também não vou julgar ante de ler.
    Até mais!!!

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  7. Sempre tem aqueles livros que não funcionam pros outros mas pra gente cai como uma luva, não é mesmo ? Eu gostei do enredo do livro principalmente em relação ao fato que aqui temos uma protagonista que já aceitou sua condição e quer somente viver sua vida da melhor forma que se pode, ao mesmo tempo que entendo a mãe. Vou procurar saber mais sobre esse livro que por sinal a editora está de parabéns pela capa belíssima que temos.

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  8. Ana!
    Bom ver um sick-lit que não causa uma leitura depressiva, ao contrário, nos faz ter esperanças em pequenos milagres que acontecem e ainda nos faz crer que mesmo com pouco tempo de vida, muito pode ser vivido.
    Desejo uma ótima semana!
    “Compreender que há outros pontos de vista é o início da sabedoria.” (Campbell)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP COMENTARISTA ABRIL especial de aniversário, serão 6 ganhadores, não fique de fora!

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  9. Gosto de personagens que tenham a personalidade forte, a história acaba ficando mais interessante.
    Esse livro parece ser bem bacana, com uma história emocionante e envolvente.
    Com um tema importante também! Fiquei bem interessada.
    Gosto de histórias assim e espero poder conferir essa em breve.
    Beijos,
    Caroline Garcia

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  10. Quero ler esse livro, confesso que achei que seria uma historia pesada bem triste, que bom que não é, legal a ideia da lista de coisas para fazer, deve nos passar uma lição e tanto de vida, pois só reclamamos e de barriga cheia, pois as melhores coisas são as mais simples e só damos valor quando acontece algo, sem acontecer algo a ignoramos.

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  11. Oi, Ana!!
    Gostei bastante da resenha mas devo confessar que li poucos sick-lit. Não sei dizer ao certo mais esse gênero é muito difícil de se ler e acabo sempre deixando esses livros de lado.
    Beijoss

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  12. Confesso que não me atraiu muito quando ouvi falar deste livro pela primeira vez, mas sua resenha me fez mudar de ideia. Gosto de leituras leves e, apesar de ser um pouco clichê, tenho certeza de que não se parece com nenhum livro que eu já tenha lido.

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  13. Oi Ana
    Eu normalmente evito livros que falem sobre religião porque eu acho que esse é um assunto que cada cada um ter sua própria opinião entretanto tenho que afirmar fiquei impressionada com a premissa do livro e o fato de que mãe é mãe até mesmo nos livros ouvir e li várias críticas negativas a respeito desse livro mas fiquei muito feliz que apesar de ter uma escrita simples autora conseguiu conquistar você e eu não poderia deixar de conferir essa história.
    Bjs.

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  14. Oi Ana, tudo bem Flor?
    Apesar de algumas pessoas não terem curtido esse livro, acredito que minha experiência com a obra será parecida com a sua. Achei legal a protagonista não estar nem aí pra bagaça e ter aceitado sua condição. Não é fácil para a família néh que imagino não concordam com a decisão dela.
    Espero gostar da história.
    Beijokas
    Quanto Mais Livros Melhor

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