3 de agosto de 2017

Resenha: Na Minha Onda

Vitória é uma cantora talentosa que esteve no topo do sucesso há cinco anos. Mas agora ela está arrasada: ficou desempregada, voltou a morar com os pais e ainda tem que aceitar o triunfo de Carol Laine, sua amiga de infância e antiga companheira musical, que seguiu em carreira solo e está se tornando uma das mais comentadas artistas da Bahia. Porém, mesmo Vitória tentando se esconder a todo custo, Carol Laine a procura com um convite: ela quer que as duas voltem a trabalhar juntas e que ela participe de um reality show sobre sua vida. Isso significa, também, estar mais próxima de Lucas, o primo e assessor de Carol, por quem Vitória mantém uma paixão secreta há anos. Mesmo parecendo uma proposta irrecusável, é difícil engolir a mágoa, ficar à sombra de Carol Laine e ainda encarar os reveses da fama: a exigência de estar sempre linda e em forma, as fofocas da imprensa de celebridades, a perseguição de um fã maníaco e misterioso e a dúvida sobre as amizades serem apenas por interesse. Em meio a tantos sentimentos conflitantes, Vitória terá que responder: vale a pena voltar a esse mundo onde o ego das pessoas parece controlar tudo?

Título Original: Na Minha Onda
Autora: Laura Conrado 
Páginas: 288
Editora: Globo Alt
Livro recebido em parceria com a editora
Texto por Alessandra Afonso

Devo admitir que a partir do momento que vi a capa do livro já não gostei muito, e infelizmente a leitura só confirmou o que eu temia. Na minha onda é um livro tão clichê e infantil quanto parece. Talvez se eu o tivesse lido há cinco atrás eu até acharia interessante, mas a personagem principal, Vitória, é tão infantil que as vezes tive vontade de dar um sacode nela pra ver se ela acorda pra vida.

Vitória Prata é uma mulher de vinte e seis anos cuja carreira como cantora não deslanchou da forma como ela queria e ela se vê de volta a Salvador, na casa de seus pais, tentando esconder o fato da sua vida estar um total fracasso. Quando sua amiga, Carol Laine, propõe que as duas voltem a cantar juntas, Vitória se mostra um tanto relutante em aceitar o convite, mas, ao ver que não tem como sua vida piorar, ela aceita a proposta.

Encantada com o sucesso da amiga, Vitória não vê a hora de sair das sombras e mostrar seu talento ao mundo. Mas a vida se mostra mais difícil do que a baiana esperava, por várias vezes ela mostra seu descontentamento com a rapidez do processo e com os caminhos a serem trilhados. Como se voltar ao estrelato já não fosse difícil o suficiente, Vitória ainda tem que lidar com a irmã mais velha, Vanessa, que só mostra interesse quando a irmã está por cima. A briga entre as duas não é de hoje e, quando parece que vai ficar tudo bem, as coisas pioram.

Para completar todo o drama, ainda temos o primo e produtor gato de Carol Laine, Lucas, por quem Vitória é apaixonada desde a infância. Até dado momento do livro a personagem acreditava ser um amor platônico, mas ele começa a dar dicas de que também sente atração pela moça. Não considero um spoiler dizer que eles chegam a namorar, mas quando isso ocorre Vitória se mostra mais chata e ciumenta do que antes.

Não posso deixar de dizer que a única coisa que me “prendeu” ao livro foi um mistério envolvendo as personagens. Desde o começo do livro ameaças são feitas e os envolvidos passam muito aperto para superar os acontecimentos. Por vezes fiquei incomodada com a forma como o perseguidor foi abordado, mas a curiosidade em descobrir quem estava por trás de tudo foi a corda que me puxou até o final do livro.

Laura Conrado faz referências a celebridades e costumes brasileiros o tempo todo, o que torna seu estilo único, uma vez que a tendência dos autores nacionais (em geral) é americanizar a escrita. Como a personagem principal é baiana, quando lemos o livro é praticamente impossível não se arrastar nas palavras, o sotaque é tão carregado que arrastamos a fala e, obviamente isso é um ponto positivo, já que mostra parte a cultura do nosso país. 

Na Minha Onda é uma leitura fácil para quem curte a literatura brasileira moderna. Eu não gostei muito, mas, como eu disse no começo, se tivesse lido há uns cinco anos atrás seria um livro, inclusive até até interessante. Porém, é indispensável para quem gosta do gênero.

7 comentários:

  1. A capa e o titulo não me chamaram muita atenção. E como resenhou que o livro não te agradou muito não sei se eu daria uma chance para a leitura, mas confesso que fiquei curiosa para saber o final de de Vitória.

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  2. Eu não gostei muito da capa também e que pena que o livro é meio infantil.
    A história não chamou minha atenção e não gosto de livros clichês.

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  3. Eu achei a capa bonitinha até, mas eu não consigo ler livros onde a protagonista é muito infantil, eu abandono na hora.
    Gostei da resenha, uma pena mesmo não ter agradado, mas você soube destacar pontos positivos e negativos, e isso é ótimo.
    Beijos!
    Lost Words!

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  4. Assim como você não curti muito a capa e realmente lendo a resenha e a sinopse, nao se da a entender que Vitória tenha 26 anos, parece que ela tem menos, pois realmente parece ser bem infantil, é tão ruim quando não conseguimos nos conectar com o personagem e acabamos não gostando dele,mas gostei bastante de saber que o livro mostra parte a cultura do nosso país através do sotaque, eu gosto muito do gênero, porem não sei se leria.

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  5. Ana!
    Vitória mesmo tendo uma oportunidade, após o momento 'fundo do poço', não mudou sua forma de pensar e agir, é ciumenta, invejosa, sinceramente, não gosto de personagens assim, são bem perniciosas.
    Mas gostei de saber que a Bahia é descrita no cenário do livro, o terrinha mágica e arretada, amo!
    E que tem música, tendo música já facilita muito a atenção na leitura, pelo menos para mim.
    Ua pena que não tenha gostado muito do livro.
    Desejo um mês repleto de realizações e um ótimo final de semana!
    “A vida guarda a sabedoria do equilíbrio e nada acontece sem uma razão justa.” (Zíbia Gasparetto)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE AGOSTO 3 livros, 3 ganhadores, participem.

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  6. A capa para mim também é daquelas que se eu visse em uma livraria, passaria reto; a história não me cativou muito, mas achei super legal o fato de mesmo depois da protagonista ter fracassado, ela não desiste do seu sonho e achei super legal a autora trazer referências do nosso país e não americanizar a história.
    Beijos!

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  7. Que pena que não foi tão bom assim, odeio personagens que são infantis, então não gostaria dessa e parece que ela não amadurece e é daquelas que se acha, pois quer cantar sozinha mas não faz sucesso. Só fiquei um pouco curiosa com o mistério que adoro rs.

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