27 de agosto de 2017

Resenha: Um Tom Mais Escuro de Magia

Kell é um dos últimos Viajantes — magos com uma habilidade rara e cobiçada de viajar entre universos paralelos conectados por uma cidade mágica. Existe a Londres Cinza, suja e enfadonha, sem magia alguma e com um rei louco — George III. A Londres Vermelha, onde vida e magia são reverenciadas, e onde Kell foi criado ao lado de Rhy Maresh, o boêmio herdeiro de um império próspero. A Londres Branca: um lugar onde se luta para controlar a magia, e onde a magia reage, drenando a cidade até os ossos. E era uma vez... a Londres Negra. Mas ninguém mais fala sobre ela. Oficialmente, Kell é o Viajante Vermelho, embaixador do império Maresh, encarregado das correspondências mensais entre a realeza de cada Londres. Extra-oficialmente, Kell é um contrabandista, atendendo pessoas dispostas a pagar por mínimos vislumbres de um mundo que nunca verão. É um hobby desafiador com consequências perigosas que Kell agora conhecerá de perto. Fugindo para a Londres Cinza, Kell esbarra com Delilah Bard, uma ladra com grandes aspirações. Primeiro ela o assalta, depois o salva de um inimigo mortal e finalmente obriga Kell a levá-la para outro mundo a fim de experimentar uma aventura de verdade. Magia perigosa está à solta e a traição espreita em cada esquina. Para salvar todos os mundos, Kell e Lila primeiro precisam permanecer vivos.

Título Original: A Darker Shade of Magic
Autora: V. E. Schwab
Páginas: 420
Tradução: Ana Carolina Delmas
Editora: Record
Livro recebido em parceria com a editora

Um Tom Mais Escuro de Magia é um livro que prova que V. E. Schwab sabe como escrever ótimas histórias de fantasia. Neste exemplar, a autora nos apresenta quatro universos paralelos, todos eles com uma Londres diferente: a Londres vermelha, a cinza, a branca e a preta. Cada cidade tem sua peculiaridade e é incrível à sua maneira.

A Londres Vermelha é o lar do nosso protagonista, Kell, onde a magia é adorada e as pessoas levam uma vida agradável. A Londres Cinza é a Londres onde a magia foi esquecida e quase não existe mais. Na verdade, a Londres cinza lembra muito a Londres do nosso mundo. A Londres Branca é caótica, as pessoas querem controlar a magia e a magia, não querendo ser controlada, reage cruelmente, criando uma cidade morta e perturbadora. Por fim, a Londres Preta, onde a magia fugiu do controle. Porém, atualmente, pouco se sabe da Londres Preta, pois ela foi fechada e isolada das demais.

Kell, nosso protagonista, é um Antari, ou seja, ele possui a raríssima e adorada capacidade de viajar entre os diferentes universos. Por ter esse dom, Kell é o responsável por manter a comunicação entre as Londres Vermelha, Cinza e Branca. No entanto, Kell tem um hobbie perigoso: ele oferece às pessoas pequenos vislumbres de magia e, em troca, pede que elas lhe paguem com objetos não-mágicos, o que além de arriscado, é ilegal. É um fascínio que nem mesmo Kell é capaz de explicar, ele simplesmente adora objetos do nosso cotidiano. E é claro que, em algum momento, isso vai dar errado.

Muitos outros personagens vão sendo inseridos na história, o que deixa o livro muito interessante. Conhecemos, por exemplo, o rei da Londres Cinza e seu fascínio pela magia; os cruéis gêmeos Athos e Astrid, que comandam a Londres Branca; o único outro Antari além de Kell, Holland, que vive na Londres Branca; o rei e a rainha da Londres Vermelha, que criaram Kell como um filho; Rhy, o príncipe e grande amigo de Kell e, claro, Lila, uma ladra da Londres Cinza que revelará ser uma personagem de grande relevância para a história.

Um Tom Mais Escuro de Magia é um livro muito complexo, a autora pensou em cada detalhe para criar uma história grandiosa e coerente, cada aspecto foi muito bem pensado, desde a construção do universo, dos personagens, da atmosfera de cada Londres e as descrições de como a magia funciona. Todos os personagens são interessantes e bem elaborados. A rara habilidade de Kell faz dele um protagonista forte e altivo e, mesmo assim, a autora soube colocar medos e inseguranças nele de forma comedida, sem torná-lo clichê.

As primeiras 100 páginas do livro são para introduzir o universo. Isso pode parecer entediante, mas não é. Nós ficamos sedentos por conhecer cada Londres e por saber mais sobre cada universo paralelo. A Londres Branca é absolutamente sombria e enigmática, enquanto a Londres Vermelha parece saída de um Conto de Fadas, especialmente por que a vemos pelos olhos de Kell, que é apaixonado pelo seu mundo.

A narratia feita em terceira pessoa não segue exclusivamente o protagonista e isso nos dá uma visão mais ampla de todos os universos, nos permitindo saber o que está acontecendo ao mesmo tempo nos diferentes universos.

Eu adoro a escrita da autora, ela consegue ser detalhista sem ser enfadonha. Schwab conseguiu criar uma atmosfera muito propícia para a leitura. É realmente admirável a habilidade para escrever fantasias que a autora possui. Ela já havia chamado minha atenção com A Melodia Feroz (primeiro livro que li da autora) e terminou de me conquistar com Um Tom Mais Escuro de Magia. Vale a pena ficar de olho em tudo o que ela escrever.

Por fim, a edição do Grupo Editorial Record está impecável, a capa é linda e autoexplicativa, as cores tem tudo a ver com a história e as letras possuem um tamanho agradável. Recomendadíssimo.

10 comentários:

  1. Continues postando seus pensamentos!
    Parabéns!

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  2. Quero muito ler este livro, desde o primeiro dia que eu vi. A história parece ser incrível e só vejo comentários positivos sobre este livro e sobre a autora.

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  3. Oi Priscila! Tudo bem?

    As críticas em relação a este título tem me ganhado muito independente das experiências, eu gostei bastante da sua porque é bem original. Parabéns!

    Grande abraço,
    www.cafeidilico.com

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  4. Ainda não li nenhum livro da autora, mas esse sta na minha lista de compras assim como A Melodia Feroz. Achei a historia diferente e interessante com essas Londres e os dons que alguns tem. A leitura parece ser viciante e a historia bem trabalhada. Só parece que não tem um romance nesse primeiro volume.

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  5. Gostei do fato que autora criou varias Londres num universo de fantasia, fiquei interessada pra ler, mas ao mesmo tempo não muito, então fiquei em cima do muro pra ler esse livro, mas, acho que vou seguir sua dica e ler. Gostei da capa, achei linda!
    Beijos.

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  6. Priscila!
    Gosto do livro com portais, magia, artefatos e mistério.
    O Kel agora vai ter de se livrar o tal artefato para que não morra ou não prejudique o equilíbrio das Londres e ainda consegue uma aliada ladra, talvez não dessem certo, porém pelo visto, vamos acompanhar uma grande jordana desses dois juntos.
    cheirinhos
    Rudy

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  7. Segunda resenha que eu leio sobre esse livro essa semana e só posso dizer uma coisa: quero!
    Adorei a resenha!
    Essa questão da narrativa ser feita em terceira pessoa e não seguir apenas o protagonista levantou ainda mais meu interesse. Gosto de histórias que demostram uma visão mais ampla.

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  8. Quero muito ler esse livro! Primeiro que se uma Londres já é boa, imagina quatro, segundo que adoro fantasia, então com certeza vou gostar desse livro, fiquei super curiosa para descobrir em que confusões que o Kell vai se meter e como a Lila vai conseguir ajudá-lo.
    Beijos!

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  9. Oi, tudo bom?
    Gostei muito da resenha é a segunda que leio do livro e eu tô muito curiosa para conhecer todas essas Londres, realmente deve ser muito complexo, uma leitura que nos prende, fico feliz que a parte explicativa para nós enserir no mundo criado não é maçante, mas que nos faz querer conhecer mais.
    Beijos *-*

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  10. Gostei da resenha deste livro e me interessei... Beijos

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