3 de dezembro de 2017

Resenha: O Coletor de Espíritos

Quando a chuva aflige o vilarejo de Véu-Vale pelo terceiro dia consecutivo, as ruas iluminadas por tochas ficam desertas; as janelas, uma a uma, se fecham; nesses dias, quem caminha pelas ruas de Véu-Vale caminha sozinho. Em O coletor de espíritos, novo romance de Raphael Draccon, um dos principais nomes da literatura de fantasia nacional, Gualter Handam, antigo morador do vilarejo e hoje um psicólogo prestigiado, se vê obrigado a retornar ao local que povoa seus pesadelos. Depois de tantos anos, ele terá de encarar antigos fantasmas e enfrentar uma força desconhecida e furiosa, numa jornada de sacrifício e redenção que poderá finalmente libertar todo um povo das garras do medo.

Título Original: O Coletor de Espíritos 
Autor: Raphael Draccon
Páginas: 272
Editora: Fantástica Rocco
Livro recebido em parceria com a editora

Raphael Draccon é, provavelmente, um dos "novos" escritores mais comentados no universo literário. Sendo assim, não poderia deixar de ter interesse em O Coletor de Espíritos, que, apesar de ser um projeto antigo, foi relançado recentemente pela Editora Rocco (selo Fantástica Rocco). A escrita do autor realmente me surpreendeu, mas a história em si não conseguiu me agradar. 

Nesta obra, conhecemos a história de de Gualter Handam — nome bastante incomum e marcante, na minha opinião —, um psicólogo renomado de origem humilde, isso porque nasceu em um pequeno povoado praticamente desconhecido, chamado Véu-Vale. É nesse lugar que carrega várias lendas que acompanham o protagonista aonde quer que ele vá que coisas bastante sobrenaturais acontecem. Lá, toda a população tem medo de chuva e dos gritos que ela traz.

Apesar de a escrita de Raphael Draccon ser extremamente bem desenvolvida, achei a construção da narrativa bem confusa e foi justamente esse ponto que me incomodou. Alguns fatos foram simplesmente jogados, sem nenhuma explicação concreta, talvez para dar um tom mais misterioso para a obra. Porém, isso não funcionou nem um pouco para mim. Gosto de saber quem é quem, gosto de tudo muito bem entrelaçado e sem pontas soltas. Sinceramente, até agora não entendi direito o porquê do título.

Além disso,  nenhum dos personagens apresentados conseguiu me cativar de algum modo. Todos muito superficiais, pouco construídos e com personalidades nem um pouco atraentes. O protagonista, então, um pé no saco, daqueles que se acham superiores a todo mundo e eu não tenho um pingo de paciência com esse tipo de gente. Suponho que essas características de Gualter tenha sido pensadas propositalmente, mas me fizeram gostar um pouquinho menos do livro.

No mais, o que mais me agradou em O Coletor de Espíritos foi algo que Draccon escreveu em uma nota, no final do livro, e que me emocionou bastante. Não desfazendo a criatividade do autor, mas é simplesmente uma questão de gostos. Tenho certeza que alguém apaixonado por ficção fantástica irá amar esse livro, que com certeza vale a pena ser lido. 

14 comentários:

  1. É, não sei se iria gostar muito desse livro porque não acabou chamando atenção desde que vi. A história não parece muito meu tipo de trama. Aí é gosto mesmo. Mas o autor tem uma escrita muito elogiada e tenho vontade de ler outras coisas dele. Esse livro não sei...
    Pena que não conseguiu se conectar com a história, os personagens e essas coisas. É chato quando a gente lê e não consegue se cativar com eles ou a trama fica confusa e coisas assim =/

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  2. A capa é fantástica!
    Eu não sou muito de ler ficção fantástica, então é uma leitura que tenho certeza de que não vou fazer.
    Pena que não foi uma leitura agradável para você. E compartilho do seu gosto para uma bpa leitura: personagens bem construídos e aprofundados, e nada de pontas soltas.


    Beijos

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  3. Olá, já ouvi muitos elogios acerca do autor, mas espero que suas outras obras não sejam concebidas tal qual O Coletor de Espíritos. Pela resenha, vejo que o autor tentou criar algo original, porém a trama aparenta ser bastante superficial, algo me incomoda bastante em um livro. Contudo, pra quem procura algo diferente para ler e que não entregue um primor em enredo, o livro pode agradar. Beijos.

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  4. Ana!
    Uma pessoa como o Draccon só pode fazer cada vez mais sucesso, afinal uma atitude tão solidária, mesmo que ele não queira, traz felicidade dobrada.
    Ele sim é um ser humano de verdade, além de ótimo escritor.
    Adorei a resenha e toda trama que envolve o livro.
    Que dezembro seja repleto de realizações e a semana cheia de luz e paz!
    “Dentre os mais dignos predicados de um homem está o de saber dizer a verdade.” (Renato Kehl)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA dezembro 3 livros + 2 Kits papelaria, 4 ganhadores, participem!

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  5. Namoro esta versão do livro faz um tempinho já. Essa capa ficou incrível e sou fã incondicional do trabalho que o autor faz.
    Ele só tem crescido no mundo literário e não é a toa né? Não é só o fato de ser ótimo autor, mas também por sua maneira de viver.
    Mesmo não sendo tão fã de ficção, quero muito ter a oportunidade de conferir este livro!
    Beijo

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  6. Oi Ana!
    A edição tá linda, tô babando nesse livro desde o lançamento, não vejo a hora de ler e conhecer a escrita, espero conseguir logo...
    Bjs!

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  7. Olá Ana! Creio que o título seja para dar um tom mais sombrio à trama, que só pela sinopse é difícil de prever. Só ouço elogios à escrita de Raphael, mas histórias sem um propósito definido não me agradam. Além do mais não curto muito terror e suspenses, então acho que não leria O coletor de espíritos. Beijos

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  8. Sempre vejo muitos elogios em relação a escrita do autor, mas nunca tive oportunidade de ler suas obras. Fico feliz que tenha conseguido publicar seu projeto em uma editora renomada, quer dizer que ele possui um potencial, apesar da estória também não ter me interessado, pois pela sua descrição a trama deixa muitos pontos em aberto, capazes de fazer com que leitor fique perdido, e também gosto de saber quem é quem. Outro ponto e a questão dos personagens não terem lhes cativado, uma pena.

    SORTEIO NO AR, VENHAM PARTICIPAR: petalasdeliberdade.blogspot.com.br

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  9. Ainda não li nada do autor, mas tenho vontade de conhecer sua escrita é uma pena que esse livro não agradou, também não gosto quando não tem explicações e deixa o leitor perdido rs. O importante também é quando o leitor gosta dos personagens e torce por eles sem isso a leitura não tem graça.

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  10. Não despertou a minha curiosidade, nem o título e nem a sinopse. Não é o tipo de livro que eu leria!

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  11. Oi, Ana!!
    Sou muito apaixonada por livros de ficção fantástica, acho essa edição linda e fiquei bem curiosa por conhecer esse livro!! E que pena que esse livro não funcionou com você.
    Beijoss

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  12. Olá! Eu adoro fantasia, é provavelmente o meu gênero favorito, mas eu não gosto do trabalho do Draccon. Aliás, é um autor bem polêmico, com alguns defensores ferrenhos e muitos críticos. Não tenho muito interesse em nenhum livro dele, infelizmente. Uma pena que tenha te desagradado, mas acredito que seja por conta da construção da trama em si, e não do gênero, que é uma delícia de se ler quando bem escrito.
    Beijos.

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  13. A proposta do livro é bem interessante e diferente, mas livro que deixa a gente com vàrios pontos de interrogação é muito ruim. Um livro muito detalhista e chato, mas com poucos detalhes deixa a desejar.

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  14. Eu já conheço outros livros do Draccon, mais especificamente a trilogia do Dragões de Éter - estou lendo o terceiro livro. Ele veio para minha cidade com a Carolina Munhóz dar uma palestra, adorei. Quanto aos livros, é uma fantasia divertida, infanto-juvenil, mas me incomodei em várias parte com o machismo - quase raro não encontrá-lo dentro de fantasias, ainda mais as meio medievais. Também me senti mal representada e pouco cativada com os personagens...
    Ele também havia divulgado esse livro e na época me interessei, mas acredito que não acompanharei nada do Draccon a não ser que me seja dado kk Eu achei que ele planeja muito bem as histórias e propõe reflexões importantes no meio da narrativa, isso já é um ponto positivo! Bjs!

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