30 de janeiro de 2018

Resenha: Entre as Estrelas

Um romance futurista surpreendente sobre o impacto do primeiro amor e como nossas escolhas podem mudar o destino de todos ao nosso redor. Perfeito para os fãs Um Dia e Gravidade.
Num futuro não muito distante, após a aniquilação dos Estados Unidos e do Oriente Médio, a Europa nada mais é que uma utopia na qual, a cada três anos, a população se muda para uma nova comunidade multicultural.
Em um desses paraísos, Max conhece Carys, e é amor à primeira vista. Ele logo percebe que Carys é a pessoa com quem deseja passar o resto da vida - uma decisão impossível nesse novo mundo.
Conforme o relacionamento dos dois se desenvolve, a conexão entre o tempo deles na Terra e o dilema atual no espaço vai sendo revelado. À deriva entre as estrelas, com apenas noventa minutos de oxigênio, eles concluem que só um deles tem a chance de sobreviver. Mas quem?

Título Original: Hold Back The Stars
Autora: Katie Khan
Páginas: 280
Tradução: Carolina Simmer
Editora: Bertrand Brasil
Livro recebido em parceria com a editora

Em um universo onde os Estados Unidos e o Oriente Médio se destruíram durante uma guerra — agora as pessoas vivem em comunidades chamadas Vovoidas, pertencentes à uma Europa futurista mas, na minha opinião, nada utópica —, Carys e Max se conhecem, e logo percebem que nasceram um para o outro. Porém, existe uma regra que impede que as pessoas fiquem juntas antes do 35 anos. Assim, os personagens vão tentar, de alguma forma, driblar essa lei para viverem o romance. 

Entre as Estrelas se inicia de uma forma bastante incomum: Max e Carys estão presos no espaço com apenas 90 minutos de oxigênio. Então, encontramos a narrativa em dois tempos diferentes. No passado, conhecemos um pouco mais de cada personagem, dos lugares onde moram, como se conheceram e tudo mais, enquanto o presente mostra uma contagem regressiva desse tempo que eles ainda têm e, consequentemente, as várias reflexões que essa questão trás. 

O livro de estreia de Katie Khan é aquele típico "tem de tudo para dar certo, mas é extremamente mal aproveitado". A premissa de Entre as Estrelas não é interessante apenas pelo romance, mas também pelo novo universo criado pela autora. Porém, esses aspectos não valem a leitura pelo simples motivo da narrativa ser muito repetitiva e confusa. Tudo o que encontramos aqui são divagações e mais divagações dos protagonistas que estão prestes a morrer, seguido de flashbacks muitas vezes desnecessários.

Apesar dos muitos flashbacks que tecnicamente tinham que ser bem explicativos por se tratar de um romance distópico, senti muita falta de saber mais sobre as regras, sobre essa nova sociedade e sobre o Governo que a rege. Todos esses aspectos são muito vagos e isso me decepcionou bastante, pois podia ter sido o triunfo de Khan. A única coisa que motiva o leitor a terminar o livro é saber se Max e Carys vão conseguir encontrar uma alternativa para sair da situação em que se encontram durante esses 90 minutos, mas nem nesse ponto a autora conseguiu salvar a história.

Para dizer o porquê de eu ter ficado tão confusa com o final do livro, precisarei discuti-lo, então, se ainda tiver interesse em ler Entre as Estrelas, aconselho saltar esse parágrafo. Katie Khan teve uma ideia deveras interessante para o desfecho do livro, mas da forma como ela colocou, não funcionou. A autora criou três finais alternativos para Carys e Max, todos muito tristes. Parece genial, mas não é, porque ela faz esses desfechos de uma forma muito aleatória e sem sentido. O que eu senti nessa parte foi um descaso por parte da autora, meio que "quem entendeu bate palma, que não entendeu paciência". 

Para ser sincera, acredito que Entre as Estrelas é um divisor de opiniões, mas eu não consegui criar nenhum vínculo com a história, seja pela narrativa que me incomodou — tudo muito igual e sem perspectiva nenhuma de melhora , seja pelo final estranho. Resumindo, o livro não foi nem 10% do que eu esperava que fosse, já que partiu de uma premissa cheia de potencial para algo totalmente frustrante. 

19 comentários:

  1. Oi, Ana!!
    Nossa achei a ideia central bem interessante, um universo onde os Estados Unidos e o Oriente Médio se destruíram durante uma guerra, certamente só isso já chama a atenção. Mas fiquei bem desanimada quando vi que o final não foi tão bom assim.
    Bjoss

    ResponderExcluir
  2. Olá Ana! É uma pena mesmo a autora não ter desenvolvido bem a trama, estamos vendo muitas obras assim ultimamente, com grande potencial mas mal articuladas. Espero que a autora melhore suas habilidades de escrita (já que no quesito criatividade até que ela se saiu bem) e possa nos agraciar com livros mais bem construídos e uma história envolvente e consistente também. Beijos

    ResponderExcluir
  3. Esse livro me lembrou um pouco o The 100, mas parece ter menos ação, ser mais calmo, romântico embora esse não seja o foco principal da história.
    Não sou a maior fã de distopias mas gosto de ler um de vez em quando e esse foi para a lista pois parece ser bem fofo.

    ResponderExcluir
  4. Nossa, Ana, que horror, sinceramente eu não leria um livro assim. Uma coisa é criar um livro complexo que deixe o leitor com dúvidas e divagações. Outra coisa é criar um livro pseudo-inteligente mas que acabou por não transmitir nenhuma mensagem. Complicado, né? Definitivamente não leria.
    Beijos.

    ResponderExcluir
  5. Oi, Ana.

    Ter que dá adeus a alguém que você ama, viver os últimos momentos, ao mesmo tempo em que se é lembrado de todo o passado, com certeza não é nada fácil.

    Ainda mais por não poderem viver esse amor como poderiam, devido à tais regras estabelecidas.

    Porém, tudo é meio que esperado (esse momento final), dada a situação e circunstâncias em que eles se encontram.

    ResponderExcluir
  6. O que eu mais gosto nesse livro é a capa, acho belíssima!
    Uma pena que a história não seja tão boa, mas a autora soube como prender o leitor: a curiosidade com o desfecho.
    Acredito que eu não vou fazer essa leitura.

    Beijos

    ResponderExcluir
  7. Eu adorei a capa desse livro e eu fiquei muito impressionada quando procurei saber mais sobre essa história o livro me lembra de uma distopia para contratos de ficção científica Então acho que eu realmente vou tentar nesse livro

    ResponderExcluir
  8. Ana!
    Gosto muito de livros de fantasia e distopia, onde um novo mundo é criado após algum evento apocaliptico e gostei ainda mais por ter romance, um romance futurista que parece permear todo enredo.
    Infelizmente a autora poderia ter usado a ideia fabulosa de vários finais de forma melhor, mas pelo jeito, não foi o que aconteceu, né?
    Fiquei bem em dúvida quanto a fazer ou não a leitura, porque gosto de ficção, mas se o livro não foi nem 10% do que poderia ser, me deixou balançada.
    Desejo uma ótima semana, cheia de luz e paz!
    “Que o novo ano que se inicia seja repleto de felicidades e conquistas. Feliz ano novo!” (Desconhecido)
    cheirinhos
    Rudy
    1º TOP COMENTARISTA do ano 3 livros + Kit de papelaria, 3 ganhadores, participem!

    ResponderExcluir
  9. Ooi, que capa belíssima!
    Gosto muito de histórias futuristas, principalmente se tiver romance.
    Que pena que os desfechos se dão de forma muito aleatória e sem sentido.

    ResponderExcluir
  10. Achei a premissa dele interessante mesmo e gosto de coisas que se jogam no passado pra explicar melhor os personagens e essas coisas. Só é uma pena quando a coisa no todo não funciona ou deixa de explorar algo ou se joga na repetição. Ai ai...
    Ainda assim, mesmo com uns defeitos ainda acho que leria. Gostei do jeito dele e pode ser bom pra pegar quando quiser aquele livro mais leve e sem compromisso, um ler por ler sabe? Assim sem muita expectativa pode ser bom, quem sabe...
    Ainda tenho vontade de ler ele alguma hora.

    ResponderExcluir
  11. Engraçado como a ideia do livro parece tão atual ou talvez até beirando uma profecia.
    Mas é ruim saber que a autora não soube aproveitar o roteiro que tinha nas mãos.
    Tudo bem que não sabemos de fato quanto tempo temos, mas puxa, gastar isso divagando?rs
    Tedioso demais.
    Não digo que não lerei,mas...talvez um dia!
    Beijo

    ResponderExcluir
  12. Oi Ana, eu não conhecia as escritora, mas pela sua resenha um dos temas parece ser a guerra entre os Estados Unidos e Oriente Médio isso é uma coisa que não está muito longe da nossa realidade. Fiquei curiosa para saber um pouco mais da história principalmente sobre isso das pessoas não poderem ficarem juntas antes dos 35 anos. Eu gosto de livros que contam ao mesmo tempo o passado e ao mesmo tempo o presente acho que deixa o livro mais emocionante. Que pena que você achou que a autora deixou o final do livro confuso e que o livro não foi aquilo que você esperava, mas eu gostei bastante da sinopse e da sua resenha então com certeza eu vou dar uma chance para esse livro, obrigado pela dica beijos.

    ResponderExcluir
  13. Oi Ana!
    Engraçado como julgamos o livro pela capa né? Eu nem imaginava que se tratava de uma história assim e me surpreendi.
    Já li alguns livros com a premissa parecida, mas apesar disso a questão do "não criar laços" é sempre interessante, tentar entender como um ser humano pode não fazer isso.
    Sei que a autora não foca só em romance em sua história, e achei uma pena ela não aproveitar o enredo que tinha para criar um final tão bom quanto ele! Ainda assim eu pretendo ler.
    Beijos

    ResponderExcluir
  14. Oi,
    Adorei a premissa da história e gosto muito de livros que se passam no futuro, uma pena que foi mal aproveitado. Pelo que você disse me parece que esse livro foi uma boa ideia nas mãos erradas.

    ResponderExcluir
  15. Olá, é uma pena que a autora não tenha sabido conduzir a trama, apesar de a mesma aparentar ser bem original. Além disso o leitor fica desapontado pelas questões não respondidas ao longo da leitura, como se tudo já estivesse especificado. Beijos.

    ResponderExcluir
  16. Que pena que a autora não soube aproveitar a ideia inovadora que é difícil de encontrar, poderia ter sido uma excelente historia. Fiquei imaginando na realidade se as pessoas só pudessem se envolver depois dessa idade é muito tempo para ficar esperando rs.

    ResponderExcluir
  17. Oi Ana,
    Nunca li nenhum romance com este tipo de ambientação, mas a premissa faz a história parece ser bem interessante. Sociedades futuristas vem regadas de regras (bem mais do que estamos acostumados), e estas, geralmente, servem para delimitar a forma de viver da população. Pensando por este lado, o que esperava encontrar na resenha deste livro é que a autora criou um um universo e através dele contou um história com detalhes importantes dos elementos criados e como segundo plano um romance surgia em meio a isso. É uma pena ver que isso não acontece. Se o livro então tinha o foco no romance que este fosse bem desenvolvido e explicado de forma a fazer o leitor compreender a situação em que os protagonistas se encontram. Apesar de ver grande potencial nesta trama não fiquei curiosa para realizar a leitura.

    ResponderExcluir
  18. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  19. Achei muito bonita a capa deste livro. Não costumo muito ler livros de romance distópico, pela sua resenha acabei não me interessando muito em ler este livro, pois a história de Entre as Estrelas não despertou meu interesse em ler este livro e não faz meu estilo de leituras.

    ResponderExcluir

 
Layout feito por Vinícios Costa editado por Silviane Casemiro | Todos os direitos reservados ©