22 de agosto de 2018

Resenha: Em Pedaços

Foto: Suddenly Things
Uma garota com segredos corrosivos. Um ex-soldado com cicatrizes externas e internas. Um amor que pode salvar ambos... ou destrui-los de vez.Aos vinte e dois anos, Olivia Middleton tem Nova York aos seus pés. Por fora, ela é a garota perfeita — linda, inteligente e caridosa — mas, por dentro, guarda um segredo terrível: um erro que a afastou das duas únicas pessoas que realmente importavam na sua vida. Determinada a esquecer o passado, ela deixa Manhattan e vai trabalhar como cuidadora de um soldado recém-saído da guerra. O que ela não esperava era que seu paciente seria um jovem enigmático de vinte e quatro anos tão amargurado quanto atraente.
Paul Langdon está furioso — com o mundo, com a vida, com o seu pai e, principalmente, consigo mesmo. Depois de sofrer na pele os horrores da Guerra do Afeganistão, a última coisa que ele quer é a companhia de uma princesinha nova-iorquina linda, mimada e irritante. A presença de Olivia parece tóxica para Paul: ela o incomoda, mas ele não consegue afastá-la, por mais que tente.
Nessa recontagem moderna de A Bela e a Fera, Lauren Layne nos traz uma história irresistível de perdão, cura e, acima de tudo, amor.

Título Original: Broken
Autor: Lauren Layne
Páginas: 248
Tradução: Lígia Azevedo
Editora: Paralela
Livro recebido em parceria com a editora

Olivia Middleton é uma jovem nova-iorquina que sempre viveu muito bem. Sua família é dona de uma agência de publicidade, então ela nunca teve muito com o que se preocupar. Os pais de Olivia são amigos dos St. Claire e dos Price há mais de vinte anos, então ela, Michael e Ethan sempre foram melhores amigos. Eles passavam mais feriados juntos do que na casa dos avós.

Os três eram inseparáveis e Ethan e Olivia chegaram até mesmo a serem namorados. Mas, após um erro da menina, a amizade deles se desfaz, e agora ela vai largar tudo o que tem em Nova Iorque, a faculdade, a vida boa e os amigos, para passar três meses em Bar Harbor, no Maine, ajudando um veterano de guerra para se redimir consigo mesma.

Paul Langdon só tem vinte e quatro anos, mas vive com a amargura de um velho ranzinza. Após voltar “inválido” da guerra do Afeganistão, ele se escondeu em uma mansão em Bar Harbor, Maine e, apesar das inúmeras tentativas de seu pai em ajudá-lo a recuperar pelo menos parte do que ele era antes, o garoto sempre trata as cuidadoras enviadas com grosseria até que elas vão embora.

Quando Olivia chega, Paul tem uma grande surpresa. Nenhuma das mulheres enviadas por seu pai antes tinham menos de trinta anos. A nova cuidadora o deixa ainda mais irritado, pois ela lembra tudo o que ele teve um dia, mas nunca mais poderá ter — pelo menos é o que ele pensa. Além disso, desta vez ele não pode simplesmente assustá-la, pois seu pai lhe deu um ultimato e ele terá que suportar a garota por pelo menos três meses.

Dizer que meu pai me encurralou é pouco. O compromisso de me comportar por três meses já era bastante ruim quando pensei que estaria lidando com uma velhota excêntrica, mas isso? Pedir que eu passe três meses na companhia dessa loira maravilhosa?

Não posso deixar de dizer que fiquei bastante incomodada com algumas atitudes extremamente machistas de Paul, mas também estaria mentindo se dissesse que isso me incomodou ao ponto de não conseguir mais ler. Sei que essas ações fazem parte da personalidade do personagem e da imagem que a autora quer passar  para os leitores, mas algumas passagens me incomodaram bastante.

Os capítulos são narrados em primeira pessoa, alternando entre Olivia e Paul. Como a própria sinopse já denuncia, a obra lembra muito a história A Bela e a Fera, de onde podemos também prever muito do que pode acontecer. Mas o objetivo do enredo, pelo meu ponto de vista, não é trazer uma história inédita com um final imprevisível. Em Pedaços nos proporciona momentos de descontração, nos tira um pouco da nossa rotina para simplesmente se deixar levar por uma história familiar com um toque moderno.

É isso que eu deveria estar fazendo mesmo. Sou paga para fazer companhia a ele, afinal de contas. A parte assustadora é que eu acho que ia procurá-lo mesmo que os cheques não caíssem. Acho que gosto dele. Como pessoa.

Os detalhes nos transportam para o local, de forma que conseguimos imaginar exatamente como cada coisa deve ser. As personalidades de Olivia e Paul são muito bem definidas e, por vezes ficamos muito ansiosos para que eles sejam mais sinceros um com o outro, principalmente no começo. A relação entre os dois evolui de forma natural e nada é muito forçado, um incentiva o outro a ser melhor e aos poucos eles vão se conhecendo.

O primeiro livro da trilogia Recomeços publicado no Brasil, Em Pedaços é uma leitura leve, ideal para passar o tempo e se distrair um pouco. Os capítulos fluem de forma natural e a autora consegue nos envolver na trama sem muito esforço e sem nos cansar.

15 comentários:

  1. Tenho namorado este livro já faz um tempinho e não vejo a hora de poder conferir, mesmo esta sua resenha não sendo assim, totalmente positiva como as demais que já li.
    Um drama e um romance, tudo ali junto e misturado. Talvez essa "rabugice" do personagem até possa ser justificada, mas tá, não precisava ser assim. Mas é pra provar que o amor pode vencer tudo(lá vem a doida romântica)rs
    Independente do que seja, quero muito poder conferir este primeiro livro desta saga!
    Beijo

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  2. Oi, Alê,

    Apesar de ser uma história clichê, é nítido a clareza que a autora teve em explorar os dramas pessoais dos personagens - com uma narrativa convidativa. Ainda mais por se tratar de dramas marcantes... O que deixa a leitura mais envolvente e de fácil apreço.

    Os personagens têm traços cativantes, apesar do Paul ter dificuldades em lidar com todas as suas feridas. Esse pequeno detalhe me mantém muito presa em um livro.

    O ponto de vistas de ambos tornam a trama talvez mais densa, mas também mais compreensível em relação ao drama de cada um.

    Sei que vai ser uma leitura que eu vou curtir bastante.

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  3. Estou com esse livro aqui para ler, mas diminui minhas expectativas depois de saber desse lado machista do personagem.
    É algo que me incomoda, mas estou curiosa pra saber como a autora conduziu isso.

    Beijos

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  4. Desde que vi o livro no lançamento fiquei morrendo de vontade de ler, pois gosto de tramas com veteranos de guerra. Mas agora dei uma desanimada sabendo que ele tem essa postura machista.
    Mas já que isso não te fez largar a leitura, eu irei dar uma chance.

    beijinhos
    She is a Bookaholic

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  5. Parece que o personagem é assim machista e chato devido suas condições, embora não justifique, mas cada um age de um jeito, mas deve ser bom acompanhar seu amadurecimento, gostei que o romance surge sem pressa e naturalmente, é tão desagradável quando fica forçado.

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  6. Como a sinopse me lembrou o universo de A Bela e A Fera quis muito ler Em Pedaços.
    Achei uma história linear sem grandes surpresas. O Romance é fofinho mas não me fez suspirar.

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  7. Confesso que esse livro não me chamou tanta atenção assim. Me pareceu daqueles bons pra ler quando bate uma ressaca, por ser mais leve, normalzinho e tal. A trama não parece ter grandes surpresas. A garota com essa ideia de ir ajudar alguém necessitado, o cara com os problemas dele e a relação que vai evoluir disso...Mas e esse jeito do cara heim? Ai, hoje em dia tem livro com personagem machista e umas atitudes que estão me incomodando de um jeito que antes não ligava tanto. Dá pra ver que a coisa do feminismo tá entrando na cabeça da gente mesmo. Fez perceber umas atitudes fora de romance, umas coisas que não são tão aceitáveis assim. Dá pra relevar por conta da historia do personagem, o que ele passa e como fica ranzinza e essas coisas. Aí parece fazer parte dele mesmo e depende de como a autora vai passar essa ideia e a evolução que o personagem pode ter. Mas é meio louco isso, ver que umas coisas assim passam a incomodar um pouco, mesmo quando a gente tem uma ideia de que o autor quer colocar o pior pra ir melhorando ao longo da trama né? Sei lá, me fez pensar nisso agora e talvez nem tenha nada a ver xD
    Mas não sei mesmo se acabo lendo esse livro. Até o apelo com A Bela e a fera não me pegou muito e olha que sou louca nesse conto.

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  8. Embora eu goste bastante de livros que têm o cenário bem detalhado, personagens com persolidades bem definidas e pareça ser um bom livro, confesso que não chegou a chamar a minha atenção desde a primeira vez que o vi. Gostei da ideia de puxar a Bela e a Fera, mas não é um livro que seja uma prioridade para leitura agora :')

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  9. Oi Alê,
    Sempre que falam que o livro é releitura de algum conto de fadas vou querer ler, pois adoro histórias assim. Romances com personagens marcados pelos horrores da guerra, geralmente, são bem interessantes e envolventes. As personalidades opostas e, consequentemente, os desentendimentos entre os protagonistas não são novidades em tramas neste estilo, mas isso não quer dizer que é algo ruim, pelo contrário, é algo que eu sei que funciona e no final vai me deixar bem satisfeita com a história.

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  10. Olá Alê!
    O livro já está nos meus desejados e espero conseguir ler em breve, o enredo parece ser bom, a capa e sinopse me chamaram bastante atenção.
    bjs!

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  11. Alê!
    Meu conto de fadas favorito é a Bela e a Fera, já me interessou aí.
    E ver que a narrativa é intercala, me interessou mais ainda, pois gosto de ler mais de um ponto de vista.
    E que pena que teve muito machismo no livro.
    cheirinhos
    Rudy

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  12. O fato do livro ser um tipo de releitura de A Bela e a Fera já me conquista a partir daí e eu já li um livro dessa autora e a minha experiência foi muito boa então estou cheia de expectativas para esse

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  13. Oi, Alê
    Apesar do machismo de Paul incomodar um pouco a leitura desse livro vale a pena.
    Quero muito ter oportunidade de ler esse livro e conhecer esse romance com personagens marcantes.
    Esta na minha lista de desejos, beijos.

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  14. Oi, Alê!!
    Gosto bastante de livros que trazem uma especie de releitura de de contos de fadas, e como adoro a história Bela e a Fera fiquei bem curiosa para saber como o Paul e a Olivia vão sobreviver durante três meses juntos.
    Bjos

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  15. Oi Alê,
    eu adorei a sinopse e a capa e estava louca pra ler.
    Mas li vários comentários sobre o Paul ser beeeem grosseiros e machista, com isso, perdi toda a vontade de ler.
    Queria muito ler, porque os dois personagens parecem ter sofrido bastante e precisam mesmo recomeçar, mas não consigo aceitar ler personagens grosseiros e ignorantes desse jeito, já não chega as pessoas na vida real que conhecemos e somos obrigadas a aguentar assim kkkkkk
    bjss

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