15 de outubro de 2018

Resenha: Celular, Doce Lar

Qual foi a última vez que você passou mais de uma hora (acordado) sem checar o celular? Agora mesmo, enquanto lê estas linhas, o seu celular está ao alcance das suas mãos? Pois é. De maravilha tecnológica o celular passou rapidamente a aparelho onipresente – e onisciente – em nossa vida. Nossos telefones tudo podem, tudo sabem, tudo veem. E nós não conseguimos mais viver sem eles. Como foi que isso aconteceu? E, mais importante: por que devemos nos preocupar com isso? Em Celular, doce lar, Rosana Hermann – jornalista, escritora, roteirista, apresentadora e blogueira pioneira – explica tudo isso. Com muito humor, histórias divertidas e dados das mais recentes pesquisas da psicologia comportamental e da neurociência, ela nos convida a discutir a nossa relação com o celular. E ainda sugere alternativas de detox digital para combater o vício e a dependência desses aparelhos cada vez mais sedutores.

Título Original: Celular, Doce Lar
Autora: Rosana Hermann
Páginas: 176
Editora: Sextante
Livro recebido em parceria com a editora
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Confesso que estou vivendo o ápice do meu vício tecnológico e me vi desesperada procurando métodos par ser mais produtiva e perder menos tempo passeando pelos feeds organizados do Instagram. E a minha auxiliadora master foi Rosana Hermann com seu livro Celular, Doce Lar. Rindo com os causos da veterana da internet, eu descobri que o problema não está na quantidade de tempo que passamos no celular, mas sim em tudo que perdemos no mundo offline. 

Rosana é uma física de formação pela USP, mas que tem talento reconhecido para escrita de livros e roteiros para televisão. Seu humor ácido e sagaz marca cada uma das passagens do livro que une dados científicos aos causos da autora. Você sabia que ao inclinar o pescoço para utilizar o celular você exerce uma força equivalente a sustentar um buldogue na nuca? Dados alarmantes como este são distribuídos de forma descontraída pelos capítulos e levantam questionamento arrebatadores no leitor. 

Como uma boa cientista, a permeação de algumas explicações sobre o funcionamento do cérebro e como somos vítimas fáceis para o vício nos pequeninos (ou nem tanto!) smartphones. Fiquei encantada ao ler o parafraseamento do Nobel de Fisiologia de 1904 que explica como procedem os condicionamentos mentais e como nos sentimos diariamente motivados a passar horas no celular em busca de pequenas migalhas virtuais como likes e seguidores.

A forma como a autora explana sua relação com o celular desde o começo da popularização destes aparelhos é totalmente cômica com histórias extras de convidados famosos como Paulo Coelho. E acredite se quiser, até o mais equilibrado dos homens vive momento de rendição às telinhas. Mas o apelo do livro é para a existência do sentimento de culpa por tal postura recorrente.

Os leitores do gênero de autoajuda certamente amarão as reflexões sucintas que Celular, Doce Lar propõe. Não é preciso ir a um SPA budista na Tailândia para desintoxicar-se do vício dos smartphones, basta abrir-se para as vivência cotidiana e seguir dicas básicas contidas no livro. E como se não bastasse, as tirinhas entre os capítulos são verdadeiros banhos de água fria nos viciados de plantão. Uma excelente leitura para todas jovens e adultos, organizada em uma diagramação impecável.

12 comentários:

  1. Já conheço Rosana dos programas de televisão e sempre a achei muito inteligente perspicaz e engraçada.
    Culpada! Também Sou viciada nesse pequeno aparelho mas que contém o mundo dentro dele.
    Acho que vou me identificar muito

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  2. Oi, Myla
    Quando lançou esse livro fiquei muito interessada em ler, agora lendo sua resenha fiquei mais curiosa.
    Confesso que também não largo o celular, mas várias vezes principalmente nos fins de semana se acaba a bateria nem carrego ele. Só volto a usar no domingo porque ele tem que desertar para trabalhar.
    Beijos

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  3. Muito bacana ter um tema destes abordado assim! Confesso que não sou viciada nisso de celular não. Acabei me impondo algumas regras para que isso não acontecesse, como sair e nunca levar celular, e dividir os dias entre leituras, filmes e trabalho. Isso ajuda muito.rs
    Mas com certeza, se tiver oportunidade, quero muito conferir o livro sim! Muito pertinente!!!
    Beijo

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  4. A gente perde cada vez mais tempo com celular né? Quando tô lendo faço muito isso. Dar uma pausa e começar a futucar nas coisas e aí lá se vai uns minutos nisso. Mas a gente acaba babando muito no aparelho e perdendo mais da realidade mesmo, como é que pode né? Interessante esse livro retratar essas coisas. Parece bom ^^

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  5. Não conhecia esse livro, e apesar de ter um assunto interessante, não é algo que me dá vontade de sentar e ler.
    Legal ela passar dicas pra desapegar desse acessório; eu tento não ficar tanto tempo on...
    Ah, gente, celular deveria ser proibido para crianças.

    Beijos

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  6. Muito interessante o tema do livro. E tratando essa dependência com humor deve ter ficado bem leve. Mas, atualmente, vemos mesmo todos muito dependentes do celular. Que atire a primeira pedra que não. kkkkkkk
    Eu não gosto de livros de auto-ajuda. Mas, como esse é mais voltado para o humor, talvez dê uma chance sim.

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  7. Muito pertinente a temática do livro. É uma realidade que vivemos, não tem como negar. Estamos cada vez mais sugados por nossos celulares. É importante encontrar um jeito de ter equilibro.
    Beijos,
    alemdacontracapa.blogspot.com

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  8. Myla!
    Interessante ver um tema tão atual ser abordado de forma correta e hilária pela autora, trazedo identificação imedita aos leitores, por que quem nunca, né?
    O que senti por sua resenha é que a autora traz uma forma de tentarmos ampliar nossos horizontes e fazer uma, digamos assim DR com nnosso celular e vídio.
    “Felizes são aqueles que não se deixam levar pelos conselhos dos maus.” (Salmos)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA OUTUBRO - 5 GANHADORES – BLOG ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM!

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  9. Primeira vez que vejo um livro com essa temática, importante mencionar esse vicio do celular, tem pessoas que nem prestam atenção quando a gente fala, pois o celular não deixa rs. Não sabia que fiquei impressionada com essa inclinação do pescoço, a leitura parece ser bema reflexiva e com orientação.

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  10. Oi, Myla!!
    Gostei bastante de conhecer esse livro, acho importante falar um pouco do vício que é ficar horas e horas no celular. Adorei a indicação!!
    Bjos

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  11. Oi Mylla!
    Nossa eu preciso ler esse livro, sou viciada em celular, não desgrudo dele...Isso é péssimo!
    Achei bacana a ideia da autora em escrever um livro com esse tema,. espero ler um dia.
    Bjs!

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  12. Uau, preciso desse livro!
    Também sou bem viciada em net.
    Em celular não, porque o meu quebrou e estou com um bem simples sem net agora.
    Mas fico quase o tempo todo na net kkkkk que vício, gente!
    bjss

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