Guerra e Paz | Tolstói - Roendo Livros

29 de outubro de 2019

Guerra e Paz | Tolstói


“O que é Guerra e paz?”, questiona Liev Tolstói em um texto que detalha o processo de pesquisa e de criação de sua obra-prima. “Não é um romance, muito menos uma epopeia, menos ainda uma crônica histórica.” Ao acompanhar o percurso de cinco famílias aristocráticas russas no período de 1805 a 1820, Tolstói narra a marcha das tropas napoleônicas e seu impacto brutal sobre a vida de centenas de personagens.
Em meio a cenas de batalha, bailes da alta sociedade e intrigas veladas, destacam-se as figuras memoráveis dos irmãos Nikolai e Natacha Rostóv, do príncipe Andrei Bolkónski e de Pierre Bezúkhov, filho ilegítimo de um conde, cuja busca espiritual serve como espécie de fio condutor e o torna uma das mais complexas personalidades da literatura do século XIX. Ao descrever o cotidiano e os grandes acontecimentos que se sucederam à invasão de Napoleão em 1812, Tolstói retrata uma Rússia magistral, imponente e, sobretudo, profundamente humana.

Título Original: Voina i Mir
Autor: Tolstói
Tradução: Rubens Figueiredo
Páginas: 1.536
Editora: Companhia das Letras
Livros recebidos em parceria com a editora 

A literatura russa tem sido uma das minhas paixões e vem fazendo parte das minhas leituras mensais há bastante tempo. Dentre as muitas obras russas, Guerra e Paz é talvez o maior livro já escrito, não apenas em extensão, mas em relevância. Eu sempre soube que em algum momento eu leria Guerra e Paz, mas, demorou pra eu me sentir pronta pra encarar essa leitura. Na verdade, acho que esse é o tipo de livro que nunca estamos prontos para ler. A oportunidade surge e a gente se joga sem pensar muito. Foi assim comigo.

Comecei a ler Guerra e Paz e pensei "ok, não é muito diferente de outras obras russas que eu já li". Inicialmente, a leitura me lembrou um outro clássico russo, Os Demônios do Dostoiévski, e isso me animou, porque eu amo esse livro. O leitor começa acompanhando uma reunião na casa de uma personagem, aí algumas pessoas vão chegando, personagens vão surgindo, mais pessoas aparecem, e mais e mais e mais. E foi aí que eu entendi a real dificuldade dessa leitura. São muitos personagens, e os nomes russos tendem a ser complicados.

Então, aí vai a primeira dica: tome notas durante a leitura. Eu sei que a gente começa a leitura confiante, achando que não precisa tomar notas, mas, não se engane, Guerra e Paz não é um livro para ler em qualquer lugar. Esse é um livro que você precisa sentar e ler, com lápis e papel do lado. Existem listas de personagens na internet, mas, eu recomendo que cada um faça seus próprios esquemas da forma que fizer mais sentido para cada um. Eu ia anotando os nomes dos personagens, seus laços com outros personagens e características que eu achava marcante. Aí, quando eu precisava, eu consultava e, com o tempo, eu fui lembrando dos personagens mais importantes e não precisava consultar minhas notas o tempo todo. É importante mencionar que a dificuldade gerada pelo número elevado de personagens é apenas uma dificuldade inicial e passageira. Como eu disse, se você tomar notas e se organizar, logo isso deixa de ser um problema.

Não existe um personagem principal em Guerra e Paz, apesar de alguns deles ganharem mais destaque que outros. É um livro sobre a vida russa e sobre como essas vidas foram afetadas pela guerra. A obra reflete sobre as consequências de uma guerra na vida de homens, mulheres e crianças.

Em Guerra e Paz, assim como em Anna Kariênina, Tolstói trabalha muitos antagonismos, como fica explícito no próprio título. A pobreza e a riqueza são exploradas, assim como a juventude e a maturidade, o amor e a indiferença, e também as diferentes e controversas funções de uma guerra. A escrita do Tolstói é um deleite. Eu sentava e lia mais de 100 páginas sem perceber, pois a narrativa é realmente envolvente e, nesse sentido, os vários personagens dificultam que o leitor se sinta entediado. Os pontos de vista estão sempre mudando em momentos interessantes e eu ia lendo querendo que voltasse logo para aquele outro personagem e assim por diante.

Os debates que os personagens travam sobre a guerra que está por vir e a forma como cada um encara isso foram alguns dos pontos que eu mais gostei. A honra e o desejo de ser lembrado é posto em questão frente à necessidade de permanecer vivo. Eu amo como Tolstói consegue dar profundidade a todos os seus personagens. Superada a confusão inicial em lembrar de cada personagem, o leitor é mergulhado em questões psicológicas e sociais complexas. Cada personagem tem suas próprias angústias, suas dúvidas, seus medos, seus anseios e desejos e sonhos e, em meio a toda essa vida, surge uma guerra que coloca tudo em um plano diferente, onde tudo é mais incerto e nada é previsível.

Antes do início da guerra, acompanhamos as pessoas se divertindo e as conversas sobre a guerra ainda soam como algo relativamente distante e, conforme as páginas vão passando, parece que uma nuvem negra vai surgindo e cobrindo tudo. A guerra se torna o assunto principal e os medos se tornam muito mais reais. Tolstói misturou fatos históricos com ficção e criou uma obra épica. A temática da guerra deixa tudo ainda mais complexo e mostra como um evento tão grande e generalizado pode gerar consequências tão minuciosas.

Tolstói constrói seus personagens em cima de sutilezas e nuances, fazendo com que o leitor vá absorvendo pouco a pouco daquela personalidade. Pierre, por exemplo, é ingênuo e tolo, Vassíli é um oportunista e Andrei é constantemente insatisfeito e controverso. Não é como se fulano fosse bom e ciclano ruim. São nuances, variações de uma mesma característica. Da mesma forma que o leitor sente pena de Pierre, sente também repulsa pela sua ingenuidade extrema. Assim como Andrei, que nos desperta compaixão e raiva ao mesmo tempo.

Eu gostei muito de acompanhar a família Bolkonski, especialmente os irmãos Andrei e Marya (que é minha personagem favorita). Andrei está longe de ser um personagem totalmente bonzinho, mas ele é tão real e sua evolução é tão coerente que não tem como não gostar dele. Pierre também é um personagem extremamente cativante, é aquele tipo de personagem que o leitor tem vontade de pegar pela mão e guiar. Por fim, Natasha é uma das personagens mais interessantes que eu já conheci. Algumas pessoas não gostam dela por algumas decisões que ela toma, mas eu a acho fascinante.

Como muitos dos livros russos, em Guerra e Paz os relacionamentos se cruzam. A gente acompanha o personagem X, que é pai da personagem Y, que se casa com Z, que é amigo de W, e assim por diante. Isso proporciona um efeito dominó muito interessante, porque tudo que acontece com um personagem vai interferindo nos outros. Os capítulos dedicados aos relatos de guerra me cansaram bastante, mas também foram bastante chocantes em alguns momentos. Ainda assim, eu preferi quando a narrativa vinha para as casas das pessoas e mostrava mais a rotina longe das batalhas. Outra característica dessa obra e que é bastante típica de Tolstói é querer evidenciar o lado sujo das relações da alta sociedade russa.

A evolução dos personagens é algo único de se acompanhar, principalmente se levarmos em consideração que a situação de guerra é atípica e extrema, o que gera um desenvolvimento de personagens diferenciado. O desejo de ir para a guerra quando não se sabe o que realmente é a guerra é contraposto com o desejo de voltar para casa depois que se vive os terrores da guerra de fato. Me senti em um jogo cruel em que eu torcia pelos personagens ao mesmo tempo que sabia que tudo poderia acontecer.

O livro vai ficando mais triste e pesado conforme os relatos de guerra vão ganhando espaço. Algumas passagens são bem pesadas e as reflexões são bastante sombrias. Tolstói alterna fatos históricos com ficção, descrições de guerra com momentos divertidos, cenas de riqueza com relatos pesados de guerra. É um livro complexo e completo, com ação, romance, drama e comédia. Gosto de como o autor humanizou uma guerra que, a princípio, a gente só conhece a visão geral por conta do que estudamos na escola.

É insensato querer que um livro com mais de 1.500 páginas seja fluido e legal o tempo todo. Teve momentos em que a leitura foi cansativa sim. Porém, dada a magnitude dessa obra, acho que o que importa é a experiência de leitura. E os momentos chatos compõem essa experiência, que é grandiosa e épica do começo ao fim. Essa leitura me proporcionou momentos únicos. Eu ri, me emocionei, fiquei chocada, precisei fechar o livro para respirar, esperneei de raiva, revirei os olhos, enfim, uma centena de sentimentos. Guerra e Paz me despedaçou em muitos momentos, mas também me deixou com o coração aquecido.

Tolstói era um pregador, adorado em sua época e visto por muitos como conselheiro é até como santo. Esse dom que o autor tinha com as palavras fica muito evidente em Guerra e Paz, nas reflexões propostas pelo autor e na forma como ele elabora os personagens. Pierre é claramente inspirado no próprio Tolstói. Basta conhecer um pouquinho sobre a história do autor para perceber que o personagem foi inspirado nele próprio.

Eu aproveitei a leitura dessa obra e assisti a adaptação para minissérie da BBC. São 6 episódios de aproximadamente uma hora cada um. E é absolutamente fantástico, impecável. A fotografia é sensacional, assim como a trilha sonora. A BBC conseguiu adaptar muito bem a atmosfera do livro e conseguiu me fazer chorar em vários momentos. É claro que a leitura é indispensável, mas eu recomendo a minissérie, acho até que ajuda na hora de imaginarmos os personagens. A minha experiência de ler e assistir foi uma delícia. O personagem do Pierre é belíssimamente interpretado pelo incrível Paul Dano que, apesar de não coincidir com as características físicas do personagem, deu um show de atuação.

Enfim, a leitura de Guerra e Paz é magnifica. É preciso superar muitos medos comuns para encarar essa leitura. O medo de clássicos, o medo de obras russas e o medo de calhamaços, por exemplo. Eu recomendo fortemente. Acho que nenhum leitor passa por essa obra sem ser transformado.

14 comentários:

  1. Nossa, eu sou louca pra ler esse livro. Esse ano consegui o sonho de ler um dos gigantes que queria e fico pensando se não faz bem pegar esse no próximo. O máximo que conheço da história é dessa série que saiu dela e amei com todas as forças. Que maravilha poder ver a história do livro assim, aquelas impressões e toda a experiencia. Só li um livro desse autor e gostei muito do estilo dele. A narrativa, mesmo sendo enorme, consegue prender a gente e parece que ele é bom em escrever coisas que a gente lê bastante e nem percebe. Mostrar a vida do jeito que ele mostra, como se a gente conseguisse ver aqueles tempos e essas famílias, toda essa sociedade russa e entrar no clima como se visse as coisas reais através do livro. Gosto desse jogo de contraste também. Riqueza e pobreza e tudo mais que ele explora. Os personagens são um show a parte né. Mesmo tendo gente demais ainda tem aqueles que conseguem ter uma personalidade forte e que marcam, que emocionam a gente, que fazem a gente ficar com raiva e tudo mais. Na série lembro que também amei Andrei e Marya e toda a trama dos dois, foram personagens que me fizeram sofrer viu... Ai ai..
    Mas tem tanto pra ser dito de cada coisinha que só imagino a leitura disso tudo. Notas até não poder mais. É tanta coisa pra se pensar e refletir, um livro de vida mesmo, mostra tanta coisa que deve da pra falar e falar dele e ai que vontade de ler esse bendito que me deu agora. Um sonho.

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  2. Olá! ♡ Eu já li Guerra e Paz, mas não a versão original. Quando eu peguei esse livro para ler na Biblioteca da escola em que estudei, eu pensei que se tratava da versão original, mas depois fui pesquisar e vi que tinha lido uma versão adaptada. Mas ainda assim, minha experiência de leitura foi ótima, nunca tinha lido uma obra russa e confesso que apreciei demais a leitura, foi um livro bem diferente do que eu estava acostumada a ler, mas foi uma ótima experiência, foi um dos melhores livros que peguei na escola.
    Fiquei meio confusa com a quantidade de personagens que a história tinha, muitos personagens e nomes para guardar. Tomar nota é uma ótima dica mesmo, eu deveria ter feito isso quando o li.
    Achei interessante o fato de não termos personagens principais e que o livro aborda as consequências da guerra na sociedade russa. Foi interessante acompanhar a relação dos personagens entre si conforme ia avançando na leitura. A profundidade que eles dá aos personagens é incrível, ficamos cientes de suas personalidades e de como lidam com a guerra.
    Adorei sua resenha, compartilho das impressões que você teve durante sua leitura! ♡
    Um dia espero ler a versão original/clássica ♡
    Adoro as resenhas que você fala sobre clássicos, minha lista de leituras de clássico só aumenta e estou conhecendo várias obras até então desconhecidas por mim ♡
    Beijos!

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  3. Que coragem!!!Esta é sem sombra de dúvidas uma obra que não pode ser lida de qualquer maneira e penso eu, que não são todos os leitores que conseguem absorver de fato toda a complexidade de fato e não falo somente pela parte da Rússia, mas por todo o ensinamento que o autor deixou. Na época, ele era considerado um Deus de fato de muita gente e escrever esta obra, deve ter sido algo fora do normal.
    Eu nunca cheguei a ler a obra original, mas já dei uma "sapeada" muito por cima, da obra há um tempo!
    Um baita clássico e sim, se um dia minha coragem der, lerei!rs
    Beijo

    Rubro Rosa/O Vazio na flor

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  4. Essa é uma daquelas obras q eu nao sinto a mínima vontade de ler kkkkkkkk (tipo Os Miseráveis), mas apesar disso eu amo as adaptações de filmes e séries. Eu acho q minissérie q a BBC fez de Guerra e Paz maravilhosa e *QUASE* me fez querer ler. Eu não sei explicar, mas (além do tamanho) tem livros q eu simplesmente nao sinto interesse em ler, e gosto da história ao mesmo tempo kkkkkk

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  5. Mais de 1500 páginas? Cansei só de pensar rsrs
    Brincadeiras à parte, sei da importância de Guerra e Paz não só para a literatura russa como mundial.
    Está sempre presente nas listas de livros que se deve ler antes de morrer.
    É quase uma aventura ler não é? Pelo número de páginas, pela quantidade de personagens, pelos seus laços de sangue ou não, pelos nomes impossíveis de pronunciar.
    Realmemte ler Guerra e Paz pede calma Boa vontade paciência e um lugar aconchegante

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  6. Olá, Boa tarde!
    Lendo o seu post e imaginando como deve ser ler um livro assim. Mas sinceramente acho que não é para mim,eu adoro ler, mas sou apaixonada por romances. Acho que ainda não estou preparada para essa leitura. Mas quem sabe um dia.
    Por enquanto vou continuar aprendendo um pouco lendo os suas portagens. Que são maravilhosos.

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  7. Oi , Priscilla
    Aii adorei sua resenha. Gostei de você ter explicado bem sobre o tema, os personagens, a evolução da trama e as dificuldade em meio a uma leitura tão extensa.
    Mas, vou ser sincera, nunca tive vontade de ler romances russos kkkkk eu acho história muito compridas e sem muitos atrativos. Até comecei a ler Anna Karienina uma vez, mas não me agradou, abandonei sem medo! Kkkkk
    Sua resenha me deixou com vontade sim. Penso agora em tentar lê-lo mas não é meu forte.
    Bjs

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  8. Menina, aja coragem para ler este livro... Mas só pelo tamanho e a carga que ele deve passar ao leitor. Acho que eu ficaria com uma ressaca literária depois. Mas enfim, apesar disso eu tenho curiosidade em ler, principalmente para conhecer a literatura russa e um autor clássico.

    Silviane, blog Memento MoriParticipe do Top Comentarista de Outubro

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  9. Priscila!
    Na época da Guerra Fria, lá pelos idos dos anos 80, vivia empolgada para fazer a leitura de livros Russos e Alemães e peguei o hábito, e, fui justamente nessa época que me arrisquei em ler Guerra e Paz e não me arrependi, porque foi muito elucidativo, pude fazer muitas reflexões acompanhando a história da família e tudo que se passava no livro.
    Espero que mais pessoas se animem para ler.
    cheirinhos
    Rudy

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  10. É calhamaço que fala, né?
    Tive um único contato com a literatura russa, e foi através de Humilhados e ofendidos, do Dostóiveski.
    Tenho vontade de ler mais clássicos, mas acredito que Guerra e paz ainda não seja para mim.
    Gostei de conhecer sua opinião sobre.

    Beijos

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  11. Oiii ❤ Eu achei muito interessante o autor ter criado uma trama sobre famílias da aristocracia russa e como a guerra afeta elas, nunca li nada do tipo.
    No começo deve ser bem difícil memorizar o nome de tantos personagens, quem é quem e tudo mais, mas depois que o leitor já está familiarizado com a trama, parece ficar mais fácil.
    Gostei que o autor misturou fatos históricos com ficção e que a obra também fala sobre a sujeira da alta sociedade russa.
    Me chamou a atenção o fato da obra ter vários gêneros literários em si, já que tem ação, romance e etc.
    Beijos ❤

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  12. Tenho muita vontade de ler Tolstói e Dostoiévski, só me faltam os livros rsrs
    Quanto à sua resenha, ela foi bastante esclarecedora, no sentido de mostrar que, sim, Guerra e Paz é uma obra extensa e enquanto tal haverá momentos em que a leitura não será tão atrativa. Mas, se trata de uma obra grandiosa, pois mistura fatos históricos e ficção, em uma trama de antagonismos, como o próprio título revela.
    É uma obra peculiar, pois não existe personagem principal, embora os personagens sejam profundos e reais. Certamente, o foco do livro volta-se para as consequências da guerra na vida das pessoas, sobretudo, no sentido das relações humanas.
    Preferencialmente, eu escolheria ler Guerra em Paz em e-book, mas acho legal a Companhia das Letras ter dividido a obra em 2 tomos, pois facilita a leitura.

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  13. Oi, Priscilla
    Esse é o pai dos calhamaços, não li nada dos clássicos russos porém tenho muita vontade.
    Já vi pessoas indicando, li um livro que mencionava muitas obras russas mas resenha de Guerra e Paz é a primeira que leio.
    Obrigada pela indicação e dica de anotar os personagens e suas qualidades/defeitos para não perder tempo na leitura.
    Quero muito poder ler em breve, beijos.

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  14. Oi, Priscilla!!
    Tenho vontade de ler O que é Guerra e paz do autor Liev Tolstói já tem uns bons dois anos só que até agora nada... Mas tenho certeza que ainda vou ler sim esse clássico russo e quem sabe não é o ano que vem?
    Bjs

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