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3 de janeiro de 2022

Blackout: O amor também brilha no escuro | Dhonielle Clayton, Tiffany D. Jackson, Nic Stone, Angie Thomas, Ashley Woodfolk & Nicola Yoon


Blackout é nada mais nada menos que um livro sobre amor adolescente. O cenário é o mais improvável de todos: um apagão na enorme cidade de Nova York. Sendo assim, a trama, dividida em histórias criadas em parcerias por seis grandes autoras, se passa em apenas um fim de tarde extremamente quente. São seis contos com protagonistas diferentes, mas que estão ligados entre si de alguma forma:

  • A Longa Caminhada, de Tiffany D. Jackson
  • Sem Máscara, de Nic Stone
  • Feitas Para se Encaixar, de Ashley Woodfolk
  • Todas as Grandes Histórias de Amor… E pó, de Dhonielle Clayton
  • Sem Dormir até o Brooklyn, de Angie Thomas
  • Seymour & Grace, de Nicola Yoon

Apesar de cada autora ter tido seu espaço e tê-lo aproveitado muito bem, diga-se de passagem, acredito que a fio que une todas as tramas é A Longa Caminhada. Além de ser o texto mais longo, dividido em vários atos alternados, Tam e Kareem são os personagens que dão início à história como um todo. De alguma forma, são constantemente lembrados durante as outras narrativas, algo que achei bastante interessante. 

Não parecem contos aleatórios reunidos em uma antologia sobre algum tema qualquer. As histórias se encaixam tanto que, mesmo com as características individuais de cada autora, a narrativa é bastante homogênea. Inclusive, um dos pontos altos de Blackout é justamente identificar as referências que conectam os contos.

Das seis autoras, já conhecia Nic Stone, Nicola Yoon e Angie Thomas, e foi muito bacana notar as peculiaridades de cada uma delas presentes nessas histórias também. Por exemplo, na minha concepção, Nicola Yoon é especialista em desenvolver romances que acontecem em apenas um dia, porque ela faz a gente acreditar que os personagens vão dar certo de verdade, sabem? Realmente botei fé em Seymour & Grace, e convenhamos que não é todo autor que consegue desenvolver bem o "amor à primeira interação", né? Segue a mesma linha de O Sol Também é Uma Estrela, que eu também adoro.

Agora, na minha opinião, a verdadeira importância de Blackout está na representativamente. Para início de conversa, quase todos os personagens são negros, se não todos. Quantas vezes na vida tivemos contato com um livro em que isso acontece? Depois, muitas das autoras apostaram em relacionamentos fora da bolha hétero-normativa, o que também é significante. Nic Stone deu vida a um personagem bissexual que ainda está se descobrindo, Ashley Woodfolk acendeu a fagulha do amor entre duas garotas...

Eu gostei de todas as histórias, sem exceção, mas confesso que foi A Longa Caminhada que fez meu coração bater mais forte. Talvez tenha sido o fato de se estender por todo o livro e deixar aquela sensação deliciosa de "ai meu Deus o que vai acontecer com esses dois", ou talvez tenha sido a atmosfera de encontros e desencontros, confusões e dramas tão comuns na juventude... Só sei que foi muito especial! 

Blackout é muito diverso, mas não só isso. Todas as autoras são muito responsáveis em suas escolhas e eu gostei demais disso. É o típico livro pra livrar a gente daquela ressaca literária, porque a narrativa é bem simples e não foge muito do clichê do gênero, mas foi tão bem desenvolvivo e bem amarrado que é impossível não gostar. Aliás, já tô bem querendo fazer uma petição pras autoras escreverem um livro inteiro de umas 300 páginas cada sobre os personagens que criaram, o que acham?

Ah, só mais uma coisinha antes de finalizar: que coisa mais fofinha a edição da Editora Seguinte! Diagramação impecável, cheia de detalhes e pelo amor de Deus, uma capa que simplesmente brilha no escuro, gente! É demais para mim, sério. :')

Título Original: Blackout 
Autoras: Dhonielle Clayton, Tiffany D. Jackson, Nic Stone, Angie Thomas, Ashley Woodfolk & Nicola Yoon
Páginas: 272 ✦ Tradução: Karine Ribeiro ✦ Editora: Seguinte
Livro recebido em parceria com a editora

12 comentários :

  1. Está na wishlist!
    Adoro quando são várias histórias que se entrelaçam devido a um acontecimento ou a pessoas.
    Sim, as múltiplas representatividades presentes no livro o deixam ainda melhor

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  2. ola
    O livro recebeu varios elogios ,o fato de ter representatividade é importante .mas acima de tudo pecebi que ele é bem escrito e isso faz toda a diferença .

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  3. A edição está perfeita para esse livro muito especial, muitas autores não conhecia e outras ainda não tinha tido contato. Quase nunca acho antologias boas para ler.

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  4. Eu não sou muito de contos, mas confesso que esse, como os contos de alguma forma sao interligados, e pelas resenhas os personagens sao muito bem desenvolvidos, q eu to bem curiosa pra ler esse livro. Os autores tb neh!!!
    E sim, a edição ta linda demais!!!

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  5. Um dos livros mais desejados de 2020, mas que ficou para ser comprado agora, se Deus permitir, no cartãozinho de Fevereiro rs
    Menina, essa capa deve ser a coisa mais linda do mundo e sim, representatividade importa e muito, ainda mais quando há uma ligação tão intensa entre um conto e outro, sem ser isso do serem jogados apenas dentro de uma história!!!
    Espero ter essa lindeza em mãos o quanto antes!!!
    Beijo

    Angela Cunha Gabriel/Rubro Rosa/O Vazio na flor

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  6. Esse livro é um super desejado, tem uma capa linda. Deve ser maravilhoso olhar ele no escuro.
    Só conheço a escrita de Angie Thomas, adorei a ideia dos contos ser interligados, ter representatividade, amor.
    Quero muito poder ler, beijos.

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    1. Angie é maravilhosa, né? Tô doida pra ler Uma Rosa no Concreto!

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  7. Eu também achei a edição um arraso, Ana. Das autoras só conheço a escrita da Nicola e ada Angie e adoro as duas. Que bacana que a história segue uma linha mais linear e nem parecem vários contos. Realmente um livro maravilhoso, preciso ler.
    Beijos

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  8. Olá! Ainda não tinha lido nenhum dos autores do livro, e isso me fez gostar ainda mais dessa experiência, realmente toda essa representatividade é algo muito positivo, gostei de todas as histórias, mas para mim, A longa caminhada foi a que menos me encantou, achei ela um pouco longa demais, e com muitas interrupções.

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    1. Ai, mas que bom que de forma geral você curtiu o livro, viu?

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