24 de fevereiro de 2014

Resenha: Pra Ser Sincero

Título: Pra Ser Sincero, 123 variações sobre um mesmo tema
Autor: Humberto Gessinger
Páginas: 304
Editora: Belas-Letras

Em 11 de janeiro de 1985, mesmo dia da abertura da primeira edição do Rock in Rio, Humberto Gessinger subia ao palco do auditório da Faculdade de Arquitetura da UFRGS de cabelo new wave e bombacha, para o primeiro show de uma banda que tinha nascido para durar uma noite só. Era para ter se chamado Frumelo & Os Sete Belos, mas ninguém gostou, então os integrantes da banda resolveram fazer uma brincadeira com os estudantes de Engenharia e os surfistas que frequentavam o bar da universidade, que estava a pelo menos 100 quilômetros do mar. Engenheiros do Hawaii. Vinte e cinco anos depois dessa estreia, Humberto Gessinger – que acompanhou todas as formações desde o primeiro show – lança neste livro seu olhar sobre a trajetória do grupo, sobre cada uma das composições e revela curiosidades e bastidores das gravações. Com fotografias inéditas, informações sobre cada um dos discos, letras comentadas e um diário de 1984 a 2009, Pra Ser Sincero é um livro sobre uma banda que era para ter durado uma noite só, mas que acabou escrevendo um capítulo da história do rock brasileiro, mesmo estando longe demais das capitais.

Engenheiros do Hawaii é uma das minhas bandas nacionais favoritas. Por mais que eu seja suspeita para falar de qualquer coisa relacionada ao Humberto Gessinger e aos EngHaw, decidi que ia expressar minha opinião sobre o livro mesmo assim.

Sou fã da banda e de todos os trabalhos do Humberto há um tempo. Durante esse percurso conheci muitos "de fé" e tive a sorte de uma dessas pessoas especiais dar o PSS123 de presente para mim. Até hoje acho que foi um dos melhores presentes que ganhei...

21 de fevereiro de 2014

Cinema: Capitão Phillips

Título original: Captain Phillips
Ano: 2013
Diretor: Paul Greengrass
Duração: 2 horas e 14 minutos
Gênero: Drama | Suspense
Elenco principal: Tom Hanks, Barkhad Abdi, Barkhad Abdirahman

Capitão Richard Phillips (Tom Hanks) é um comandante que trabalha com o transporte de mercadorias e, nesta viagem, pretende percorrer a região do chifre africano para entregar abastecimentos de água e comida em Mombaça, Quênia. Porém sofre com o intempere da presença de piratas somalianos durante o percurso. Após tentativas de impedir que os piratas invadam o navio e que sua tripulação seja encontrada, o capitão é sequestrado pelo grupo de piratas e o filme passa a girar em torno da captura e da ação da Marinha Americana em relação ao ocorrido.

Baseado em fatos reais, o filme retrata de maneira extraordinária e realista como é encarada a situação de ambas as partes, do capitão americano e dos saqueadores africanos. Richard Phillips, durante a tentativa de manter seu navio à salvo, age da maneira mais centrada o possível - o que já é visto no início do filme, durante a conversa com sua esposa Adrea Phillips (Catherine Keener) -, nos fazendo admirar a atuação de Tom Hanks, que mantém seu personagem como alguém real e humano, não um herói americano. E também, claro, Muse (Barkhad Abdi), Bilal (Barkhad Abdirahman), Najee (Faysal Ahmed) e Elmi (Mahat M. Ali), o grupo de piratas que, por mais que tenham que agir como vilões, mostram o lado humano do medo de encarar a prisão e/ou a morte, no caso de serem pegos pela marinha.

20 de fevereiro de 2014

Resenha: Precisamos Falar Sobre o Kevin

Título Original: We Need to Talk About Kevin
Autora: Lionel Shriver
Páginas: 464
Tradutora: Vera Ribeiro
Editora: Intrínseca

Lionel Shriver realiza uma espécie de genealogia do assassino ao criar na ficção uma chacina similar a tantas provocadas por jovens em escolas americanas. Aos 15 anos, o personagem Kevin mata 11 pessoas, entre colegas no colégio e familiares. Enquanto ele cumpre pena, a mãe Eva amarga a monstruosidade do filho. Entre culpa e solidão, ela apenas sobrevive. A vida normal se esvai no escândalo, no pagamento dos advogados, nos olhares sociais tortos. Transposto o primeiro estágio da perplexidade, um ano e oito meses depois, ela dá início a uma correspondência com o marido, único interlocutor capaz de entender a tragédia, apesar de ausente. Cada carta é uma ode e uma desconstrução do amor. Não sobra uma só emoção inaudita no relato da mulher de ascendência armênia, até então uma bem-sucedida autora de guias de viagem. Cada interstício do histórico familiar é flagrado: o casal se apaixona; ele quer filhos, ela não. Kevin é um menino entediado e cruel empenhado em aterrorizar babás e vizinhos. Eva tenta cumprir mecanicamente os ritos maternos, até que nasce uma filha realmente querida. A essa altura, as relações familiares já estão viciadas. Contudo, é à mãe que resta a tarefa de visitar o "sociopata inatingível" que ela gerou, numa casa de correção para menores. Orgulhoso da fama de bandido notório, ele não a recebe bem de início, mas ela insiste nos encontros quinzenais. Por meio de Eva, Lionel Shriver quebra o silêncio que costuma se impor após esse tipo de drama e expõe o indizível sobre as frágeis nuances das relações entre pais e filhos num romance irretocável.

Uma das coisas que eu mais odeio na vida é ver um filme e descobrir que ele foi adaptação de um livro. Quem é leitor de carteirinha geralmente prefere ler o livro antes de assistir ao filme, mas comigo aconteceu o contrário pelo motivo que citei anteriormente.

Quando eu assisti "Precisamos Falar Sobre o Kevin", eu não fazia ideia que ele era uma adaptação. Na verdade, só assisti porque o Ezra Miller, que faz o papel do Kevin, é meu ator favorito. Porém, o filme é tão profundo que, quando descobri meu infortúnio, comprei o livro imediatamente.

18 de fevereiro de 2014

Parceria: Editora Belas-Letras

Olá leitores queridos! Como vocês estão? Eu estou bem mais feliz do que o normal, porém, estaria soltando fogos de artifício se não fosse essa rinite infernal que está atacada há mais de duas semanas. Mas parando com a enrolação, é isso mesmo que vocês leram! O Roendo Livros agora é parceiro da Belas-Letras, weeeeeeeeeeeee!

A Belas-Letras é uma editora jovem, nascida em abril de 2008, com o compromisso de promover o prazer pela leitura e fortalecer a relação afetiva das pessoas com os livros. Para a Belas-Letras, ler é se emocionar e se divertir a cada página. Trabalhamos para transformar cada leitura em uma experiência prazerosa e inesquecível para os nossos leitores.

Somos uma das primeiras editoras brasileiras a publicar livros licenciados sobre futebol, em parceria com os grandes clubes brasileiros, estimulando a leitura e a união entre pais e filhos por meio dessa que é nossa paixão nacional. Além do esporte, a Belas-Letras investe em outros assuntos, como livros sobre música, esportes em geral, humor, desenvolvimento pessoal, bem-estar, blogs, livros infantojuvenis, livros-brinquedo e livros-presente, sempre com o objetivo de surpreender e encantar o leitor com bom conteúdo e esmero nas edições.

O maior patrimônio da Belas-Letras são seus leitores e seus escritores, ou seja, quem escreve e quem lê. De um lado, temos em nosso catálogo nomes como Humberto Gessinger, Helio de La Peña, Gabriel o Pensador, Serginho Groisman, Nando Reis, Tico Santa Cruz, Luís Augusto Fischer, Eduardo Bueno e Mauro Beting, entre outros. Do outro lado está você, o leitor, nossa razão de existir – e a dos nossos livros também.

Vocês conseguem imaginar o tamanho da minha euforia quando entrei no Outlook hoje e dei de cara com o e-mail da editora falando que o meu amado blog tinha sido aceito? Quase pulei da cadeira do cursinho!

Enfim, espero que essa parceria renda bons frutos tanto para o blog quanto para a editora (ou seja, vão lá e comprem muitos livros, ram).

Não se esqueçam de curtir a fanpage da Belas-Letras no Facebook, segui-la no Twitter e acompanhar o blog, já que tudo é feito com muito carinho para vocês. 

10 de fevereiro de 2014

TAG: Chatice Literária

Oi gente! Como vão? As aulas de vocês já começaram? 

Hoje eu vim compartilhar com vocês uma tag que quero fazer desde que vi as respostas da Amanda do Lendo & Comentando. Hoje acordei super animadinha e resolvi responder também. A tag consiste em oito perguntinhas básicas sobre, como o nome mesmo já diz, umas "chaticezinhas" literárias. 

1. Um livro que você achou que seria legal, mas foi chato






Comprei esse livro de presente para a minha melhor amiga mas acabei lendo primeiro que ela (sim, sou dessas). Achei a história chata, a personagem chata e a escrita da autora é muito enrolada. O livro tem pouco mais de 200 páginas e levei mais de uma semana para terminá-lo. 





7 de fevereiro de 2014

Resenha: Todo Dia

Título Original: Every Day
Autor: David Levithan
Páginas: 280
Tradutora: Ana Resende
Editora: Galera Record

Neste novo romance, David Levithan leva a criatividade a outro patamar. Seu protagonista, A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrar a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor.

Já imaginaram como seria acordar em um corpo diferente todos os dias? Pois é justamente isso o que acontece com o personagem principal desse livro, A. Isso mesmo, só A. A não é homem e nem mulher, não é alto ou baixo. A única coisa que sabemos de verdade sobre ele é a idade: 16 anos. 

4 de fevereiro de 2014

Parceria: Yohana Sanfer

Olá leitores, como vão vocês? Eu estou maravilhosa, sabem por quê? Acertou quem disse que é por causa da nova parceria que eu consegui para o Roendo Livros. Vamos saber um pouco mais sobre a autora e a sua obra?

Yohana Sanfer é taurina, vascaína e tem vinte e muitos anos. Formada em Serviço Social pela UFF e refém das letras porque não se contenta com a vida em preto e branco, escreve no blog Papel, Palavra, Coração desde 2010 e é colunista do Curta Crônicas há dois anos, na companhia de autores como Angela Monnerat, Tânia Barroso, Alexandre Vicente, Luigi Spreafico, Joyce Figueiró, Raquel Castro, Anna Letícia Diegues, Daniel marinho, marco Antônio Rodrigues, Aryane Silva e Carol Szabadkai. 

Moradora de São Gonçalo - RJ, começou a publicar seus escritos na antiga rede social Yahoo Meme, onde recebeu dos amigos pedidos para a criação de seu blog e em seguida incentivos para a publicação de um livro. 

Participou de duas oficinas literárias na Estação das Letras no Rio de Janeiro, já teve entrevista publicada no Jornal "O São Gonçalo" e escreveu para a coluna comportamento da edição de dezembro da revista Due. Da boca pra dentro é sua primeira publicação literária e uma tentativa de eternizar no papel, os sentimentos e sonhos que não cabem no peito.



Título: Da Boca Pra Dentro
Páginas: 159
Editora: Vermelho Marinho

"Mas quantas e quais são as coisas que dizemos depois de consultar o coração? Um punhado de essência, um milhão de desejos, um infinito de verdades? Pra onde vai e de onde vem tudo aquilo que nos importa, esse tudo que é grande e traduzido pelas palavras que não cabendo no peito, transbordam corpo, alma e nossas certezas? Minha suspeita: da boca pra dentro. São da boca pra dentro todos os beijos que respondem um anúncio de dúvida, toda saudade confessada durante o abraço, o elogio inevitável, o desabafo acolhido por um olhar, a palavra engasgada e denunciada pelas lágrimas, o grito que transgride a calmaria. (...) Moram da boca pra dentro nossos silêncios falhos, nossas falas eternizadas na lembrança de alguém, o sentimento entregue num agradecimento, numa saudação sincera, numa notícia boa, numa declaração de amor." Um livro que reverencia o amor, os sonhos, os quereres e traz outros olhares sobre o cotidiano.


Vendas do livro por e-mail direto com a autora (yosanfer@yahoo.com.br), Livraria da Travessa e Livraria Cultura

 
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