9 de agosto de 2017

Resenha: A Zona Morta

Foto: Desbravador de Mundos
Depois de quatro anos e meio, John Smith acorda de um coma causado por um acidente de carro. Junto com a consciência, o que John traz do limbo onde esteve são poderes inexplicáveis. O passado, o presente, o futuro – nada está fora de alcance. O resto do mundo parece considerar seus poderes um dom, mas John está cada vez mais convencido de que é uma maldição. Basta um toque, e ele vê mais sobre as pessoas do que jamais desejou. Ele não pediu por isso e, no entanto, não pode se livrar das visões. Então o que fazer quando, ao apertar a mão de um político em início de carreira, John prevê o que parece ser o fim do mundo?

Título Original: The Dead Zone
Autor: Stephen King
Páginas: 480
Tradução: Maria Molina
Editora: Suma de Letras
Livro recebido em parceria com a editora

Em A Zona Morta, acompanhamos a vida do professor John Smith, que vive uma pequena cidade nos Estados Unidos e tem um dom extremamente perturbador, que foi adquirido em um episódio de sua infância e leva consigo até os dias de hoje. Quando John toca em alguém, ele consegue ver todo o passado dessa pessoa, além de também ser capaz de ver lampejos do futuro. Conforme John foi envelhecendo, seu dom foi tomando proporções muito maiores.

Após mais um acidente gravíssimo, John passou cerca de 5 anos em coma, tendo levado consigo cicatrizes das quais seria privado de se livrar. E então, nos perguntamos — ao mesmo tempo que o protagonista também o faz — se esse dom é uma benção... Ou uma maldição terrível.

Assim como nas outras obras do autor, temos nessa obra vilões muito malvados e odiosos, que nos fazem torcer ainda mais pela "vitória" do protagonista. Aliás, se King sabe montar um bom herói, ele é perito em escrever vilões, e obviamente que em A Zona Morta isso não seria diferente. Dessa vez temos dois antagonistas: um serial killer que quer demonstrar o poder de sua habilidade e inteligência, e também Greg Stillson, um ser humano cativante e bem apessoado, que quer subir na carreira política, e apresenta ambições perigosas para a humanidade.

Em ambos os casos, só John Smith pode parar o que vem a seguir, e King consegue descrever magistralmente cenas intensas entre esses personagens. É impossível não gostar de Smith e se conectar com ele de alguma forma, seja por causa de seu aspecto físico após o acidente, pela perda do amor de sua vida, como ele é uma pessoa simpática e divertida ou ainda como, com um fardo tão grande, Smith persiste em sua luta.

Talvez A Zona Morta seja um dos livros mais conhecidos do Stephen King, e é também, inclusive, um dos mais adorados por seus fãs, sendo considerado uma verdadeira obra de arte. Mesmo que essa obra tenha sido escrita em 1979, é incrível como continua atual. Mais uma ótima leitura que recomendo para todos os fãs — e não fãs — de King!

7 comentários:

  1. Oi Jéssica! Tudo bem?

    Sinceramente Stephen - desculpa a palavra - é foda demais. Mais por incrível que pareça nunca li nada dele, mas a cada crítica que leio fico mais apaixonado e a wishlist só cresce. De fato gostei demais deste livro, principalmente pela pequena e boa resenha que você publicou.


    Grande abraço,
    www.cafeidilico.com

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Opa. A missão mais difícil em ler King é ter a grana para comprar certas obras. (kkkk) Estou eu em busca de comprar algumas e essa, definitivamente faz parte da lista. Ótima resenha, e sobre ser o mais conhecido de King, definitivamente não é. Este título provavelmente está entre It, Carrie, A espera de um Milagre e O Iluminado até mais.

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  4. Achei interessante o dom desse cara. Deve ser muito louco ver uma historia assim e já chama a nossa atenção pra ler. Sendo desse autor então só melhora!
    Adoro um bom vilão e personagens com um caráter duvidoso porque quando são bem feitos fica bem interessante de ler e ainda melhor de torcer pelo mocinho né? Ahh gosto muito disso.
    Tem uns livros do autor que nem me arrisco a ler porque não é lá meu tipo de história, mas esse livro acho que adoraria. Parece muito bom ^^

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  5. Com certeza se eu tivesse um dom desses, me acharia uma aberração e usaria luvas todo santo dia, adoro a escrita do Stephen King, infelizmente até hoje só tive oportunidade de ler dois livros dele, o Sob a Redoma e Carrie, a Estranha, gosto bastante como o King cria seus personagens e o fato dele conseguir, mesmo com tantas páginas, nos fazer ficar presos ao livro até terminarmos.
    Beijos!

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  6. Coo ler uma resenha de algum livro do King e não ficar interessada?
    Essa habilidade dele de nos fazer criar certos "laços" com os vilões é maravilhosa!
    Confesso que não conhecia nem de vista essa obra. Obrigada por me apresentar!
    Beijos!

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  7. Quero muito ler esse livro, pois adoro os livros do autor. Fiquei me colocando no lugar do personagem é de certa forma um dom angustiante, pois nem sempre saberá coisas boas, fiquei curiosa como será sua vida com esse dom e também querendo saber se as visões do futuro quando não forem boas se ele pode fazer algo para mudá-las.

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