4 de maio de 2019

Resenha: Deuses Caídos

Um serial killer com poderes paranormais está assassinando evangelistas famosos — e os vídeos de cada um deles sendo torturados ganham cada vez mais público na internet. O assassino se proclama o novo messias, e os pecadores devem temer sua justiça. O que a Sociedade de São Tomé teme, no entanto, é que ele acabe com o trabalho de séculos de manter o sobrenatural bem afastado da consciência da população, embora seres mágicos povoem o submundo da cidade.
Para garantir que o assassino seja capturado e o máximo de discrição mantida, a Sociedade convoca Judas Cipriano — um padre indisciplinado, descendente de são Cipriano e herdeiro de alguns poderes celestiais. Veterano nesse tipo de caso, o padre é enviado para trabalhar como consultor da Polícia Civil e fica responsável por apresentar à jovem inspetora Júlia Abdemi o lado místico da cidade.
Para resolver o caso — e sobreviver —, os dois precisarão de toda ajuda que puderem encontrar... O que inclui se unir a uma súcubo imortal, um dragão chinês traficante de armas mágicas e um gárgula que é a síntese da sociedade carioca.

Título Original: Deuses Caídos
Autor: Gabriel Tennyson
Páginas: 300
Editora: Suma
Livro recebido em parceria com a editora

Deuses Caídos é um livro… peculiar. Traz a história de Cipriano, um “padre” diferentão, membro da sociedade São Tomé, que trabalha com e contra seres sobrenaturais. Aqui, todo tipo de ser encontrado em toda religião existente está convivendo conosco de forma discreta.

Em um dia, um apóstolo chamado Santana surge em uma transmissão ao vivo sendo torturado e duas opções são deixadas ao público: o like salva a vida dele, o deslike o mata. Santana é um sonegador de impostos e um desses religiosos de capa, um “falso profeta”. Os deslikes no vídeo o condenam. 

Cipriano é colocado na missão para trabalhar junto com a polícia para descobrir quem está fazendo isso com ele. Com isso, a inspetora da polícia civil, Julia ― que de normal não tem nada ― também é colocada no caso. E não é uma coincidência, existe algo por trás disso. Os dois, em suas especificações e Cipriano sem expor seu verdadeiro eu, precisam encontrar o serial killer que claramente é paranormal.

Fui muito curiosa pela sinopse fazer essa leitura, mas não foi exatamente o que eu esperava. Quero deixar um adendo, que se você for religioso (católic@ ou evangélic@, como eu) pode ser que o teor do livro te incomode bastante. A história envolve coisas que eu gosto, investigação e um toque sobrenatural. O problema foi que ― pra mim ― pesou-se um pouco a mão na “quebra” de conceitos religiosos, absolutamente todos os seres e personagens foram hiper sexualizados, e não tinha o porquê disso dentro do enredo.

Até a fada do dente (não literalmente fada) foi colocada aqui, pra vocês verem a mistura ― o que não seria um problema se a figura tivesse sido bem utilizada no contexto. A história se passa no Brasil, mais especificamente no Rio de Janeiro, apesar de que as vezes não parecia, justamente porque é tudo uma bagunça. Não acredito que personagens sexualizados é o retrato do Rio.

Não consegui me sentir presa à história por um bloqueio pessoal mesmo: o envolvimento espiritual me deixava meio “éééh” com alguns momentos da história. Fora que, pra mim, acontecia coisa demais e eu me sentia perdida no meio do enredo. 

A investigação dos casos do serial killer fica muito de plano de fundo e eu devo alertar que as descrições das cenas grotescas dos crimes e outras situações são bem gráficas. O autor focou mais em fantasiar e demonizar seres espirituais do que no lado policial da história, que é o que a sinopse promete. 

Li Deuses Caídos na força da raiva porque eu queria saber onde essa história totalmente nonsense chegaria. É um livro que foi feito pra escandalizar, causar burburinho. Achei que seria uma crítica social a religiosidade, mas LONGE disso. Apenas desrespeito e muita sexualização. Pouco conteúdo.

10 comentários:

  1. Achei interessante a ideia da história mas já vi falando disso da sexualização dele e outras coisas e me deixou meio pé trás pelo contexto todo. E tem umas misturas bem loucas aí no meio. O que mais chamou atenção é ser no Rio, mas também não tá parecendo entregar tanto do que esperaria. Não sei se seria um livro fácil de ler, de gostar. É interessante mas não chama tanta atenção assim também =/

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  2. Real mente a premissa é interessante mas essa exagerada mistura de clichês sobrenaturais deve ter deixado over. Além disso tratar de religião ou aborda-la da forma como foi não é a minha praia.
    Cipriano me pareceu ser um personagem cruel, sádico.

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  3. Pela sinopse eu imaginei um sobrenatural com uma investigação policial e isso me chamou muito a atenção, são exatamente os ingredientes que mais gosto. Mas essa parte da sexualização excessiva, e de utilizar a crença somente para chamar a atenção me deixa com o pé atrás. Não acredito que vá ler esse livro. Mas se a linha tivesse seguido o que a sinopse descreve, aí seria uma estória que me atrairia mais.

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  4. Só posso dizer que não é o tipo de leitura que me atrai.
    O tema me deixa desconfortável e parece que não foi tão bem desenvolvida.

    Beijos

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  5. Oi, Ana
    A sinopse é maravilhosa, gosto da capa do livro.
    Estava gostando muito do enredo criado pelo autor quando você mencionou sexualizar os seres já me desanimou bastante. Ficaria melhor se a investigação fosse o foco da trama.
    Mas ainda quero ler se tiver oportunidade, beijos!

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  6. Oi Ana,
    A primeira vez que vi a capa desse livro não sabia que se tratava de uma obra nacional, mas depois que obtive essa informação fiquei animada para ler uma obra desse gênero de um autor brasileiro. O livro tem muitos elemento e de início estava um pouco confusa sobre o enredo dessa história. Trabalhar com religião de uma forma nada tradicional e ressaltando tudo que for contra ela pode ser muito corajoso, mas precisa ao menos ter o mínimo de respeito. Em uma mistura de realidade com elementos de fantasia, Gabriel Tennyson tentou inovar, mas faltou um pouco de tato para fazer dessa história uma grande obra.

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  7. Puxa, eu não fazia nem ideia do que este livro trazia e vou confessar que não gostei nenhum pouco de saber.
    Sei lá, sou meio avessa a este tipo de história meio vazia que ao invés de um roteiro até inteligente, parte para outro lado e acaba de certo modo, demonizando tudo e esquecendo do que foi proposto no início.
    Juntar seres fantásticos a religião nunca funciona!
    Quero ler não!
    Beijo

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  8. Ana!
    Acho uma raridade livro único e com final fechado e esse é o primeiro motivo que me atrai a fazer a leitura.
    Depois gosto demais de livros que trazem uma abordagem religiosa embasada e mesmo tendo uma linguagem crua, sem rodeios (outro aspecto que me atrai), acho pertinente essa forma de colocar os fatos, afinal, mostra o que realmente aconteceu pela visão do autor.
    Vejo que é um livro rico em conhecimento e claro que quero ler.
    Gostei demais dos quotes.
    cheirinhos
    Rudy

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  9. Não sabia que se tratava de uma obra nacional. Porém, parece que o autor não trabalhou bem a questão da representatividade do Rio de Janeiro no enredo. A premissa não me agradou pelos pontos citados, como a sexualização dos personagens. Além disso, não gosto de histórias sobrenaturais.

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  10. Oi, Ana!!
    A premissa do livro é muito atraente e chama muita atenção mas que pena que a história não foi tão boa assim e infelizmente foi para o lado da sexualização. Sem dúvida foi um desperdício, o livro tinha tudo para ser maravilhoso mas lamentavelmente não foi isso que aconteceu.
    Bjs

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