Match imperfeito: O encontro de Dimple e Rishi | Sandhya Menon

Há algum tempo estava com vontade de ler algum livro da Sandhya Menon, já que só tinha visto comentários positivos sobre a autora. Match Imperfeito é o primeiro livro dela e já ganhou até adaptação para série da Netflix. Quando ele foi votado para ser o livro da LC do mês de um dos grupos que participo, decidi aproveitar a oportunidade e conhecer as histórias de Menon.

Nessa primeira história, conhecemos Dimple Shah, uma jovem de 17 anos indiano-americana, que só queria que seus pais compreendessem sua vontade de ir para a universidade ao invés de insistirem na busca pelo M.I.I. (Marido Indiano Ideal). Ela acabou de ser aprovada em Stanford e deseja passar as férias de verão na Insônia Con., um curso de programação que agregaria muito para sua formação e, caso ela ganhe a competição do curso, talvez tenha a chance de conhecer sua maior inspiração do desenvolvimento web, Jenny Lindt, já que há rumores que ela estará presente na premiação do curso desse ano.

Do outro lado, temos Rishi Patel, que é também indiano-americano, acabou de se formar no Ensino Médio e foi aprovado no MIT. Rishi tem grande respeito por seus pais e suas opiniões, por isso decidiu participar da Insônia Con., para conhecer sua possível futura esposa, Dimple. Nem preciso dizer que o primeiro encontro dos dois não saiu como ele esperava, não é mesmo?

Não tenho muita certeza do que eu esperava encontrar aqui, mas com certeza não era o que o livro entregou. Por ser uma autora tão bem falada, achei que encontraria um enredo diferente, algo que nos apresentasse à uma nova cultura e fugisse dos clichês. Ao invés disso, encontrei um romance água com açúcar que serve bem o propósito de entretenimento, mas não se aprofunda tanto nas questões mais importantes da história.

O livro é narrado em terceira pessoa e os capítulos são alternados entre os personagens principais, que é um estilo que sempre me chama a atenção. Mas aqui acho que acabou prejudicando em alguns momentos, ou pelo menos fez com que eu sentisse que alguns personagens e explicações fossem deixados de lado e por volta da metade do livro eu comecei a ficar levemente irritada com os protagonistas. Por um momento, achei que tinha encontrado um ponto de virada na história, algo que a autora faria diferente para fugir da mesma história de sempre, mas a decepção veio poucas páginas depois.

Duas coisas me desanimaram durante a história. A primeira foi que acreditei que teríamos mais detalhes sobre a Insônia Con. e que o relacionamento dos personagens seria desenvolvido aos poucos, conforme o tempo no curso fosse passando, mas tudo aconteceu de forma muito mais rápida e instalove do que eu estava esperando. Além de os detalhes do evento terem aparecido apenas quando convinha, sendo o maior foco o relacionamento dos protagonistas.

A segunda coisa que me incomodou foi um erro que muitos autores cometem, dando foco excessivo aos personagens principais e se esquecendo dos secundários. Existem mais dois livros dessa coleção, que não chega a ser uma série, mas pelo que entendi, temos alguns personagens em comum entre os três livros. Mas, aparentemente, mesmo com personagens em comum, os outros livros se passam em períodos de tempo diferentes, o que faz com que a falta de explicação sobre os personagens secundários seja, do meu ponto de vista, uma falha da autora.

No geral, tentei não prestar tanta atenção aos detalhes e curtir a história, já que o que eu precisava era apenas de algo leve para me recuperar de um livro com temas mais pesados que havia lido antes. Mas se seu objetivo for conhecer a cultura indiana ou qualquer outro que não entretenimento, acredito que Match Imperfeito não irá atender às expectativas. Ainda pretendo ler os outros livros da coleção e, quem sabe, dar também uma oportunidade para a série.

Título Original: When Dimple Met Rishi ✦ Autora: Sandhya Menon
Tradução: Lavínia Fávero  ✦ Páginas: 381 ✦ Editora: Gutenberg

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7 Comentários

  1. Quero muito ler esse livro, e acho que o proposito dele é ser leve mesmo, sem precisar prestar atençao em coisas tao especificas. Deve ser um livro bem divertido e amorzinho.
    Curiosa pra ler, pq to bem nessa vibe mesmo de livro.

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  2. Olá Ale!
    Tem dias que a gente quer só um romance fofo pra passar o tempo e acredito que esse livro seja perfeito para isso. Também gosto de conhecer mais sobre culturas e países diferentes nos livros, é uma pena mesmo que não temos muita informação desse tipo na histórias, mas quem sabe na série eles não mudam isso pra melhor, né? Aposto que esses dois vão se desentender muito antes de se apaixonarem, adoro dar umas risadas com enredos desse tipo.
    Beijos

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  3. Desde que vi o livro nos igs literários me encantei com a sinopse e também pela representatividade!
    Tem todos os ingredientes que curto ler

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  4. Que pena não ter mais da cultura indiana. Eu ainda não conheço as letras da autora, mas pelo tema desse livro, pensei seriamente que haveria um se jogar mais na cultura, nos costumes e estava bem animada por conta disso.
    Isso de não aproveitar também os personagens secundários não é algo legal, pois é tão gostoso quando há todo um conjunto.
    Eu ainda não vi a adaptação, mas talvez ela funcione melhor que o livro rs
    Beijo

    Angela Cunha Gabriel/Rubro Rosa/O Vazio na flor

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  5. Olá
    Não conhecia essa autora .mas acho que as vezes uma leitura deve ser assim mesmo só para fins de entretenimento. Não curto muito tramas com personagens adolescentes entáo dessa vez deixo a dica passar.

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  6. ALE!
    Não que não ame romances clichês, mas confesso que também esperava muito mais, principalmente sobre a cultura indiana que é algo que não vemos muito nos livros e sobre o envento também, mas enfim, curtir uma boa história de amor adolescente também vale a pena.
    cheirinhos
    Rudy

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  7. Ai, se decepcionar é tão ruim ne? Acho que o leitor ainda não aprendeu como não ir com altas expectativas para um livro kkkk mas pelo que entendi ele atingiu ao menos o objetivo de sair de uma ressaca, mas realmente não parece algo pra quem quer um aprofundamento. Como não tenho Netflix, não conheço nem a adaptação.

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