Tamara Jong: A Jornada da Morte | José M. S. Freire


Tamara Jong: A Jornada da Morte é o segundo livro de uma série de ficção criada por José M. S. Freire. Logo no início, o autor apresenta um pequeno panorama do que transcorreu no primeiro volume, Tamara Jong: O Chamado de Úlion, então é possível acompanhar a narrativa sem necessariamente ler os livros na ordem. A trama gira em torno de Tamara Jong, uma adolescente coreana que se muda para o Rio de Janeiro com a mãe e, inesperadamente, é transportada para Úlion, um Universo localizado em outra dimensão, governado por ditador chamado Guaxaltopac.

Nesse segundo volume, Tamara e seus amigos ingressam em uma força rebelde que tem como único objetivo evitar o assassinato de emissários do planeta Arkabur, tudo orquestrado por Guaxaltopac, cujo propósito final era formar uma aliança com o planeta para intimidar a Aliança Intergaláctica. Caso seu plano fosse concretizado, Guaxaltopac culparia os rebeldes e oferecia a mão de sua única filha, a híbrida Maí-Turá, ao monarca arkaburiano. É claro que, para evitar que as artimanhas do ditador dessem certo, o grupo rebelde passou por várias aventuras.

Como não li o primeiro volume, demorei um pouquinho para me acostumar com os personagens e, principalmente, com os vários seres e nomes criados por Freire. É um livro de ficção-científica que se passa em outro planeta, então é muito comum a presença de outras espécies, e esse estranhamento é comum em qualquer livro do gênero. Antes que terminasse o terceiro capítulo eu já tinha me localizado e consegui aproveitar melhor a leitura.

Tamara e os amigos que fazem parte do seu grupo, Débora, André e Rodrigo, são adolescentes que ainda cursam o Ensino Médio, então têm uma essência muito juvenil e as cenas transmitem isso muito bem. Para quem tiver a mesma faixa etária que eles, provavelmente a identificação será completa. No meu caso, tive um sentimento de nostalgia ao lembrar que eu era exatamente da mesma forma, um pouco imatura, ciumenta, muitas vezes bem infantil... E isso não é exatamente um problema, são coisas da fase que, inclusive, logo passam. 

Enquanto lia, me lembrei várias vezes de Star Wars, uma franquia que gosto bastante. Acho que a principal semelhança nem tem tanto a ver com Alianças Intergalácticas, mas sim com os personagens que têm características e aparências únicas. Vai falar que Jabba, the Hutt, Jar Jar Binks ou até mesmo nosso querido Chewbacca não são, no mínimo, diferentes e divertidos? Esses são só alguns exemplos, mas dá para ter um pouco de noção de como são os personagens de José M. S. Freire. Além disso, há toda a questão da tecnologia, que engloba veículos voadores, naves espaciais e, obviamente, robôs pensantes. 

Acho que a única coisa que me incomodou de verdade foi que o final do livro chegou e eu simplesmente nem notei, no sentido de que senti que muitas pontas ficaram soltas. Mas, levando em consideração que já existem outros livros da série publicados e que provavelmente as respostas que eu quero podem estar nesses próximos volumes, não considero motivo para "preocupação" — caso a série termine com perguntas no ar, aí sim pode haver um problema. 

Gostei bastante da narrativa do autor, achei que ele escreve muito bem e tem muito potencial. Acredito que jovens que estão entrando no mundo da leitura por agora vão aproveitar e gostar bastante, sobretudo pelas cenas de ação, que estão presentes em praticamente todos os capítulos. Tamara Jong: A Jornada da Morte está disponível para compra em e-book na Amazon por R$5,99.

Título Original: Tamara Jong: A Jornada da Morte ✦ Autor: José M. S. Freire
Páginas: 387 ✦ Editora: Publicação independente
Esse post foi patrocinado pelo autor, mas segue as diretrizes de autenticidade do Roendo Livros, que sempre divulga opiniões sinceras acerca de toda e qualquer obra

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13 Comentários

  1. Pode ser lido de forma independente assim???
    fiquei curiosa com a leitura principalmente pela representatividade que achei bem interessante.
    sim, eu n tenho o costume de ler ficcao cientifica, mas quero colocar muito esse genero na minha rotina de leitura

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  2. Não conhecia a série nem o autor, mas achei super interessante os personagens e o cenário. Eu adoro ler algum que me faz lembrar outros filmes/livros dar uma saudade tão boa.

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  3. Mesmo tendo pouco contato com o gênero, achei a trama complexa no bom sentido, pois se passa em um universo intergalatico.
    As pontas soltas espero que sejam unidas nos próximos livros

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    1. Amiga logo vou ler o próximo volume, aí poderei responder sobre as pontas soltas! Mas espero que eu tenha todas as respostas que quero!

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  4. Mesmo que ficção científica não seja meu forte, eu já andei namorando o trabalho do autor. Até por sempre estar em busca de literatura brasileira,o nome do autor é citado muitas vezes.
    E não, não li o primeiro ainda,mas parece um enredo tão fantástico e gostei já de saber da posição destes jovens!!!
    Com certeza, quero muito ler este e o primeiro!
    Beijo

    Angela Cunha Gabrile/Rubro Rosa/O Vazio na flor

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    1. Literatura nacional é TUDO, temos que fortalecer nosso meio também!

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  5. Não costumo ler ficção, mas é uma boa pedida para mudar de gênero.
    Gostei da construção do universo.
    As pontas soltas devem ser justamente por ter outros livros da série. É pra ficar aquele gostihno de "E agora, como isso fica?!

    Danielle Medeiros de Souza
    danibsb030501@yahoo.com.br

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  6. Eu adoro ler essa ficções com protagonistas adolescentes, infanto juvenil, traz uma sensação tão boa ler essas cenas de ações principalmente pois jovens mesmo.

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    1. Concordo! Eu adoro protagonistas adolescentes! É bem interessante acompanhar o crescimento deles durante a leitura.

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  7. Eu sou do grupo que de forma alguma consegue começar uma série sem ser pelo primeiro kkkk gente, ia ficar maluquinha. Eu não sou conhecedora desse gênero, não me chama tanta atenção assim, principalmente se os protagonistas são bem jovens. Mas que bom que você gostou e que tem interesse de conhecer os outros da série.

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  8. Ana!
    Gosto demais de ficção que tem outros planetas, galáxias, seres extraterrestres, o que me incomoda um pouco é ser mais adolescente, embora pelo que entendi, são os causadores de muita ação no livro.
    Sucesso para o autor.
    cheirinhos
    Rudy

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  9. Olá! Como os autores de ficção cientifica gostam de incluir nomes bem diferentões em suas histórias, eu, particularmente, gosto bastante, e sempre fico curiosa para saber se estou pronunciando os nomes da forma certa (risos), sobre o enredo, embora os personagens sejam bem novinhos, acredito que eu possa curtir a leitura, olhando por esse laudo da nostalgia né!

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  10. Olá
    Não leio com frequência esse gênero.
    Importante a gente saber interpretar os personagens de acordo com suas idades e
    .entende_los faz com que a gente curta mais toda a trama .

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